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Setor Produtivo Celebra Recordes nas Exportações de Carnes no Primeiro Bimestre de 2025

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) comemora uma importante conquista para o setor produtivo. Nos primeiros dois meses de 2025, as exportações de carnes atingiram recordes históricos, tanto em volume quanto em receita. O desempenho positivo reflete o crescimento contínuo da produção catarinense, consolidando o estado como líder nacional e mundial na exportação de carnes.

De acordo com dados do Ministério da Economia, sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Santa Catarina exportou 328,6 mil toneladas de carnes entre janeiro e fevereiro de 2025. Esse volume inclui carnes de frango, suínos, perus, patos, marrecos e bovinos, gerando receitas de US$ 698 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2024, os números refletem aumentos de 8,3% no volume e 16,8% nas receitas.

O resultado obtido supera os melhores índices registrados desde o início da série histórica em 1997, evidenciando a solidez e o crescimento do setor. Para José Zeferino Pedrozo, presidente da Faesc e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o sucesso é fruto da excelência em todas as etapas do processo produtivo. “Desde a propriedade rural, com cuidados rigorosos para garantir produtividade, sanidade, qualidade e sustentabilidade, até a inovação e a aplicação de novas tecnologias, estamos preparados para atender às exigências dos mercados internacionais”, afirmou Pedrozo.

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A Faesc tem se destacado no apoio a seus associados, promovendo orientação, capacitação e assistência técnica por meio de cursos, eventos e parcerias com outras entidades e órgãos governamentais. O trabalho contínuo de formação de produtores tem sido um dos pilares para o sucesso da agricultura e pecuária catarinense.

Além disso, a questão sanitária desempenha papel fundamental no sucesso das exportações de carnes. O estado é reconhecido pela qualidade e segurança sanitária dos seus produtos, resultado de um sistema rigoroso de monitoramento, controle e prevenção de doenças. “A sanidade dos rebanhos é uma das grandes fortalezas de Santa Catarina, garantindo a competitividade do estado no mercado global”, destacou Pedrozo.

Destaques das Exportações de Carnes

No primeiro bimestre de 2025, as exportações de carne de frango catarinense totalizaram 200,9 mil toneladas, gerando receitas de US$ 397,8 milhões. Santa Catarina representou 22,6% do volume e 23,9% das receitas das exportações brasileiras de carne de frango.

A carne suína também teve desempenho recorde, com 117,3 mil toneladas exportadas, gerando US$ 279,6 milhões. Esse resultado representa aumentos de 8,9% em volume e 18,4% em receita, comparado ao mesmo período de 2024. Santa Catarina foi responsável por 55,5% da quantidade e 55,7% das receitas das exportações brasileiras de carne suína neste período.

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Esses números reafirmam a posição de Santa Catarina como referência no mercado global de carnes, consolidando o estado como um dos maiores exportadores do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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