AGRONEGÓCIO

Setor de Máquinas Agrícolas Registra Queda de 19,8% em 2024

Publicado em

Após anos de forte expansão, o setor de máquinas agrícolas enfrentou em 2024 um declínio expressivo, com queda de 19,8% nas vendas em relação ao ano anterior. A redução das safras de grãos, a retração nos preços das commodities e a limitada atratividade das linhas de financiamento foram os principais fatores que impactaram o desempenho do segmento, que totalizou 48,9 mil unidades comercializadas no atacado.

Retrocesso no mercado interno e exportações em baixa

O recuo mais acentuado foi registrado no segmento de colheitadeiras, enquanto os tratores de roda apresentaram uma retração menos significativa. Em 2022, o setor alcançou um pico histórico com mais de 70 mil unidades vendidas, mas desde então observa uma desaceleração. As exportações também sofreram, com queda de 31% no último ano, somando apenas 6 mil unidades enviadas ao exterior. Para 2025, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) projeta um leve aumento de 1% nas exportações, indicando um cenário de estabilidade, mas sem perspectivas de recuperação imediata.

Leia Também:  Inoculação Radicular na Soja Garante Maior Produtividade e Sustentabilidade na Safrinha de Milho
Desafios com a concorrência internacional

Um dos principais desafios enfrentados pelo setor é o aumento significativo das importações, que transformou o superávit da balança comercial em déficit desde 2023. Esse déficit dobrou em 2024, com mais de 55% das máquinas agrícolas importadas provenientes da China e 26% da Índia. No caso das máquinas agrícolas, a participação chinesa no mercado das Américas cresceu de 7,7% em 2023 para 12,7% em 2024.

O presidente da ANFAVEA, Márcio de Lima Leite, expressou preocupação com o impacto dessa concorrência nas compras públicas. “O aumento das máquinas importadas prejudica o emprego no Brasil, a competitividade da indústria nacional, a inovação e até o atendimento aos clientes, que sofrem com a falta de uma rede confiável de assistência técnica. O resultado é que todos no país saem perdendo”, alertou.

Agenda estratégica para 2025

Diante do cenário desafiador, a ANFAVEA estabeleceu uma agenda prioritária para 2025, com foco em ações que possam estimular o setor e reverter as perdas recentes. Entre as principais medidas propostas estão:

  • Recomposição da alíquota do Imposto de Importação para máquinas agrícolas e de construção, atualmente em 14%.
  • Políticas de garantia e financiamento para exportação, visando maior competitividade internacional.
  • Reindustrialização da cadeia de fornecedores, promovendo inovação e emprego.
  • Renovação da frota de máquinas agrícolas e expansão da mecanização, com incentivos financeiros adequados.
  • Aperfeiçoamento das políticas de compras públicas, priorizando a indústria local.
  • Criação de condições atrativas de financiamento, por meio do Plano Safra e do BNDES, e a busca de novas fontes de crédito.
Leia Também:  Compromissos Sustentáveis da BASF em Destaque no Relatório Anual da América do Sul em 2023

Com essas iniciativas, a ANFAVEA espera estabilizar o mercado interno e fortalecer a posição das máquinas agrícolas brasileiras no cenário global, mitigando os impactos da concorrência internacional e das dificuldades econômicas internas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cachaça artesanal busca posicionamento premium

Published

on

Viçosa (cerca de 227 km da capital Belo Horizonte), em Minas Gerais, vai sediar nos dias 22 e 23 deste mês a 96ª Semana do Fazendeiro. Realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoverão uma imersão técnica voltada para a inserção do destilado no mercado de coquetelaria profissional.

O objetivo da capacitação é mover a cachaça de alambique para além da tradicional caipirinha, posicionando-a como um destilado premium. Em um mercado brasileiro cada vez mais exigente, o consumidor busca experiências que unem a tradição do campo à sofisticação urbana. Para o produtor rural, essa mudança de comportamento representa uma oportunidade estratégica: a diversificação das atividades e a criação de novas receitas através do turismo rural, da gastronomia e da venda direta para estabelecimentos que buscam produtos exclusivos.

A iniciativa aborda a “premiumização” da bebida nacional. O treinamento técnico capacitará produtores e empreendedores a entenderem as tendências de consumo e o potencial comercial da cachaça quando inserida em drinks sofisticados. Ao dominar técnicas de coquetelaria e harmonização, o produtor encurta a cadeia de comercialização, retendo maior margem de lucro dentro da propriedade e fortalecendo a marca do alambique frente à concorrência de destilados importados.

Leia Também:  Inoculação Radicular na Soja Garante Maior Produtividade e Sustentabilidade na Safrinha de Milho

A ação integra o calendário do Sistema Faemg Senar de fomento ao agronegócio mineiro, reforçando que a inovação no setor de bebidas é fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade econômica das pequenas e médias propriedades rurais.

Serviço: Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado

  • Data: 22 e 23 de julho de 2026.

  • Horário: Das 9h30 às 18h.

  • Local: Carreta Agro pelo Brasil (estacionada na UFV durante a 96ª Semana do Fazendeiro).

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA