AGRONEGÓCIO

Setor de Kombucha Cresce 923% em Seis Anos no Brasil com Novo Marco Regulatório

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O setor de kombucha no Brasil vem registrando um crescimento expressivo nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a produção da bebida fermentada aumentou 923% em seis anos, impulsionada pela regulamentação que trouxe segurança jurídica e maior clareza para produtores e consumidores. Atualmente, o país possui 249 fabricantes registrados, sendo São Paulo o estado com o maior número de empresas autorizadas (42).

Conferência Nacional de Produtores de Kombucha destaca regulamentação

O tema foi destaque na 4ª Conferência Nacional de Produtores de Kombucha (Conakom), realizada nesta segunda-feira (1º), em São Paulo. Durante o evento, a auditora fiscal federal agropecuária do Mapa, Patrícia Schober, apresentou as normas aplicáveis ao setor, incluindo a Instrução Normativa nº 41/2019, que define os padrões de identidade e qualidade da bebida.

O Conakom foi promovido em conjunto com o Softdrinks Tech – 4º Salão de Tecnologia e Bebidas Não Alcoólicas, reunindo produtores e profissionais do setor. Além de apresentar a regulamentação, o Mapa orientou sobre procedimentos de registro de estabelecimentos e produtos, destacando irregularidades mais comuns identificadas em fiscalizações.

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Capacitação e orientação para produtores

Para apoiar o setor, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov/SDA) oferece cursos gratuitos na plataforma da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro). As capacitações abordam temas como registro de estabelecimentos e produtos, boas práticas de produção, importação e exportação de bebidas.

Outra iniciativa do Dipov foi a consolidação da legislação referente a bebidas, vinhos e vinagres em um documento único, a Instrução Normativa DSA/MAPA nº 140/2024, conhecida como Cartilhão de Bebidas. O material está disponível no site do Mapa, facilitando o acesso às normas para produtores e interessados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preços do etanol caem mais de 7% em São Paulo e refletem pressão de oferta e demanda retraída

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Queda acentuada nos preços do etanol em São Paulo

Os preços do etanol hidratado e anidro registraram forte queda no mercado spot do estado de São Paulo na última semana, segundo dados do Cepea.

Entre os dias 13 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado foi cotado a R$ 2,5920 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), representando uma queda de 7,01% em relação ao período anterior.

Já o etanol anidro apresentou recuo ainda mais intenso. O indicador fechou em R$ 2,9575 por litro (sem PIS/Cofins), com retração de 7,43%. Este é o menor patamar desde 1º de agosto do ano passado, quando o combustível ficou abaixo dos R$ 3,00 por litro.

Negócios seguem limitados, apesar de leve melhora

De acordo com pesquisadores do Cepea, o ritmo de negociações apresentou uma leve melhora ao longo da semana, mas ainda permaneceu limitado.

As transações ocorreram em volumes reduzidos e de forma pontual, refletindo um mercado ainda cauteloso e com baixa liquidez.

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Distribuidoras adiam compras e mantêm postura conservadora

No lado da demanda, distribuidoras continuam adotando uma estratégia de cautela, postergando ao máximo a reposição de estoques.

Esse comportamento indica um cenário de incerteza, no qual os compradores evitam assumir posições mais robustas, contribuindo para a pressão sobre os preços.

Aumento da oferta pressiona o mercado

Do lado dos vendedores, o movimento foi mais agressivo, com maior volume de etanol sendo ofertado no mercado.

Esse aumento está diretamente ligado ao início das operações de novas unidades produtoras, ampliando a disponibilidade do biocombustível e intensificando a concorrência entre ofertantes.

Incertezas com etanol de milho e açúcar preocupam o setor

Além dos fatores internos, o mercado também é impactado por incertezas externas. Segundo o Cepea, os agentes seguem apreensivos com:

  • O aumento da oferta de etanol de milho na safra 2026/27
  • As oscilações nas cotações internacionais do açúcar

Esses elementos podem influenciar diretamente a formação de preços e a competitividade do etanol no mercado brasileiro.

Cenário aponta continuidade da volatilidade

Com oferta crescente, demanda retraída e incertezas no horizonte, o mercado de etanol tende a permanecer volátil no curto prazo.

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O comportamento das distribuidoras, o avanço da safra e o cenário internacional serão determinantes para os próximos movimentos de preços no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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