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Setor de carne bovina pode perder até US$ 1 bilhão com nova tarifa dos EUA, alerta Abiec

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que representa grandes empresas como JBS e Marfrig, estima perdas de até US$ 1 bilhão caso os Estados Unidos apliquem a nova tarifa de 50% sobre a carne bovina brasileira. A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, representa uma ameaça direta à competitividade do setor no mercado norte-americano.

Estados Unidos são segundo maior mercado para a carne bovina brasileira

Os Estados Unidos figuram como o segundo principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, atrás apenas da China. Somente no primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou cerca de 181 mil toneladas para o mercado americano, o equivalente a US$ 1 bilhão em receitas — volume que representa aproximadamente 12% de todas as exportações do setor.

Alta na demanda e impacto na produção de hambúrgueres nos EUA

Esse volume exportado nos primeiros seis meses do ano corresponde a um aumento expressivo de quase 113% em relação ao mesmo período do ano anterior, com crescimento de 102% na receita. A carne brasileira exportada é, em grande parte, utilizada na produção de hambúrgueres no mercado americano, onde a demanda por proteína bovina segue forte.

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Exportações se tornariam inviáveis com a nova tarifa

Segundo Roberto Perosa, diretor da Abiec, a projeção do setor era exportar cerca de 400 mil toneladas de carne bovina para os EUA até o fim de 2025. No entanto, ele alerta que, com a nova alíquota, as operações se tornariam inviáveis economicamente. Perosa destaca que nenhum outro mercado teria capacidade de substituir os EUA em termos de volume e preço.

Setor busca apoio de parlamentares nos EUA

Durante participação em um evento transmitido ao vivo, Perosa informou que representantes da cadeia produtiva brasileira estão dialogando com parlamentares norte-americanos. O objetivo é tentar impedir a entrada em vigor da tarifa e preservar o acesso do Brasil a um mercado estratégico.

Risco de inflação da carne bovina nos EUA

A ausência da carne brasileira no mercado americano, segundo Perosa, pode pressionar ainda mais os preços nos EUA. O país já enfrenta escassez de gado e depende cada vez mais de importações para atender à demanda interna. Com a retirada do Brasil desse fluxo comercial, há risco de aumento na inflação da carne bovina para os consumidores norte-americanos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge

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A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.

O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.

Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade

Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.

Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.

Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.

Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional

De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.

O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.

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A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.

“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.

Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável

Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.

Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.

A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.

Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global

A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.

A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.

Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.

A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.

Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja

Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.

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A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.

RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas

O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.

Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.

A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.

“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.

Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força

A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.

A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.

O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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