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Setor de Cafés Especiais do Brasil Pode Gerar US$ 48,4 Milhões em Evento no Japão

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A participação de empresários brasileiros na SCAJ – World Specialty Coffee Conference and Exhibition 2024, realizada entre os dias 9 e 12 de outubro em Tóquio, Japão, deve resultar em um fechamento de negócios na ordem de US$ 48,431 milhões. O evento, considerado o principal do setor na Ásia, foi parte do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Durante a conferência, milhares de visitantes puderam degustar a diversidade e a qualidade dos cafés brasileiros. Os empresários estabeleceram 1.764 contatos comerciais, sendo 1.049 deles novos, o que gerou US$ 7,463 milhões em negócios imediatos e a previsão de mais US$ 19,588 milhões nos próximos 12 meses. A BSCA também organizou a rodada de negócios “Taste of the Harvest”, que reuniu 28 amostras de cafés de várias regiões produtoras do Brasil, resultando em 308 contatos, incluindo 72 novos, e US$ 1,620 milhão em negócios fechados durante o evento, com uma expectativa de mais US$ 19,760 milhões até setembro de 2025.

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Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, ressalta que um dos objetivos do projeto “Brazil. The Coffee Nation” é fortalecer a imagem de sustentabilidade e diversidade dos cafés especiais brasileiros. Ele destaca a importância de manter abertas as portas para cafeicultores tradicionais e novos, ampliando sua presença em mercados relevantes como o Japão, um dos maiores compradores de cafés do Brasil. Os resultados obtidos no evento refletem a eficácia das ações promocionais do setor e a parceria com a Specialty Coffee Association of Japan (SCAJ), reforçando a posição do Brasil como um dos principais produtores e fornecedores de cafés especiais no mundo.

Em 2024, entre janeiro e setembro, o Japão foi o quinto maior destino das exportações brasileiras de café, importando 1,633 milhão de sacas de 60 kg. Desse total, 15% (equivalente a 247.710 sacas) corresponde a cafés diferenciados, que apresentaram um crescimento de 3,7% em comparação com 2023.

O evento atraiu mais de 75 mil visitantes nos quatro dias e reuniu produtores de cafés das Américas do Sul e Central, África e Sudeste Asiático, além de indústrias e importadores de todo o mundo. O estande brasileiro promoveu nove sessões de cupping, onde os participantes puderam conhecer a qualidade e a diversidade dos cafés do Brasil. Estrela observa que os produtores brasileiros tiveram a chance de apresentar os melhores cafés da nova safra a mais de 60 importadores e torrefações japonesas, estreitando relações comerciais e criando novas parcerias.

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As degustações do “Taste of the Harvest” atraíram grande interesse, e os cafés brasileiros também estiveram disponíveis para o público no brewbar do estande, permitindo que os visitantes experimentassem as características únicas de cada origem produtora.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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