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Setor Agro Impulsiona Fretes e Estimula Investimentos em Tecnologia Contra Roubo de Cargas

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O volume de fretes rodoviários do setor agropecuário brasileiro registrou um aumento de 6,7% no terceiro trimestre de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023, segundo dados da plataforma Frete.com. Este crescimento reflete o bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, que deve encerrar o ano com expansão de 2%, conforme estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Com o setor em plena expansão, o transporte de cargas torna-se um alvo frequente para quadrilhas especializadas. Dados da Nstech, que compila informações das gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, indicam que o roubo de cargas aumentou 1,1% no primeiro semestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“Quando há riscos de desabastecimento, como ocorreu com os fertilizantes, os produtores intensificam os pedidos para evitar prejuízos. No entanto, produtos desse tipo, por serem altamente visados, acabam elevando as estatísticas de roubo”, explica Luiz Henrique Nascimento, diretor comercial da T4S Tecnologia.

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Soluções Inovadoras em Segurança

Diante dos prejuízos causados pelos constantes roubos, Nascimento, Marcílio Machado e Enrico Rebuzzi decidiram fundar em 2017 a T4S Tecnologia, uma empresa focada em soluções tecnológicas para proteger o transporte de cargas. Inicialmente uma startup, a T4S hoje atende grandes clientes como FedEx, JSL e P&G.

Entre as soluções oferecidas pela empresa está o Imobilizador T4S, um dispositivo camuflado que bloqueia automaticamente o caminhão em casos de utilização de jammer (equipamento conhecido como “capetinha”), vandalismo ou desvio de rota. Em outubro de 2022, o Imobilizador alcançou um marco significativo ao evitar o roubo de uma carga farmacêutica avaliada em R$ 6 milhões, garantindo a segurança do motorista, do veículo e da mercadoria.

Outro destaque é o Choque Elétrico Anti-Invasão, que consiste em painéis de alta resistência energizados para proteger o interior do caminhão. Caso haja tentativas de arrombamento, o dispositivo aplica um choque não-letal, garantindo segurança tanto para os trabalhadores quanto para os transeuntes.

Resultados Financeiros e Impactos no Setor

A T4S encerrou 2023 com um faturamento de R$ 59 milhões e projeta atingir R$ 82 milhões em 2024. Desde sua fundação, a empresa contabiliza mais de 227 salvamentos de cargas e 234 de veículos, consolidando-se como uma referência em tecnologia de segurança para o transporte rodoviário no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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