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Sete fatores que mostram o quanto a biotecnologia é parte diária de nossas vidas

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Já se tornou comum ver em todo o planeta, notícias associadas aos investimentos em biotecnologia em cifras de bilhões de dólares. De acordo com o instituto de pesquisas BCC Research, que realiza estudos para universidades como Harvard and Stanford, estima-se que apenas no setor global de biotecnologia agrícola ocorra um aumento do tamanho de desse mercado de US$ 79,9 mil milhões em 2023, para US$ 119,6 mil milhões 2028, a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 8,4% de 2023 a 2028. Números expressivos que comprovam a relevância estratégica da biotecnologia no agribusiness.

Parte considerável dos bilhões de dólares que rondam as biotechs no mundo envolve o setor da saúde, como laboratórios e farmacêuticas, mas a pluralidade da biotecnologia é surpreendente e sua aplicação se amplia a cada ano. Ao ter um caráter multisetorial ela passa a ter presença ativa direta e indireta em nossa rotina diária. A Superbac, biotech brasileira, detentora da biofábrica mais moderna da América Latina, destaca sete segmentos que demonstram o quanto essa ciência é mais familiar do que imaginamos.

1 – Alimentação – Desde o iogurte que tomamos até a forma como produzimos frutas, legumes e hortaliças, muito do que vai à mesa tem a ação de microrganismos que agem no processo de fermentação de queijos, pães e tantos outros alimentos. As bactérias do bem são usadas como fertilizantes naturais em cultivos por todo o Brasil. Elas reduzem a dependência de fertilizantes químicos e substituem os defensivos agrícolas tradicionais por biodefensivos à base de microrganismos. Já começa a se tornar uma realidade, ainda em pequeníssima escala, as chamadas carnes cultivadas, presentes no menu de alguns restaurantes como no Huber’s Butchery and Bistro, de Singapura, que oferece frango feito em laboratórios a partir do DNA de aves. Em breve, essas carnes estarão disponíveis na cozinha de muitos consumidores;

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2 – Sustentabilidade – A Biotecnologia está intrinsecamente associada à preservação ambiental. Como as matérias-primas dessa ciência são os microrganismos, em toda sua atuação ela se torna uma opção que substitui químicos, reduzindo os impactos ambientais em todas as escalas. Ela tem, inclusive, o poder de regenerar o solo, para aumentar a produtividade de cultivos. Tudo o que comemos em casa ou em restaurantes cujo o ingrediente foi produzido com o apoio da biotecnologia é uma escolha ambientalmente admirável;

3 – Cosméticos – Certamente, todos têm em casa produtos que contam com algum apoio da biotecnologia em seu desenvolvimento. Há um imenso ganho ambiental já que permite a criação de ingredientes cosméticos a partir de fontes renováveis como: biossurfactantes, enzimas, probióticos, entre outros. Cosméticos biotecnológicos, elaborado com auxílio de inteligência artificial também serão fundamentais, por exemplo, na campanha para abolir testes em animais;

4 – Farmacêuticas – A ciência dos organismos é uma aliada da medicina no tratamentos de inúmeras doenças. A biotecnologia é utilizada em todas as indústrias da cadeia, inclusive, como insumo para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), essencial para odesenvolvimento de vacinas. Em todas as casas do planeta há medicamentos que foram criados e produzidos com a biotecnologia;

5 – Biomateriais – Tratam-se de polímeros de origem biológica produzidos em sua maioria por bactérias e fungos, também conhecidos como bioplásticos, que podem ser utilizados na substituição dos derivados petroquímicos tradicionais. Como exemplos é possível citar próteses, placas de titânio e implante dentário. Também há embalagens que substituem as tradicionais bandejas de poliestireno comumente encontradas nos supermercados para acondicionar alimentos. São cada vez mais comuns as peças de mobiliário e sapatos com o mico-couro (substituto do couro tradicional de origem animal). E teremos diversas inovações como um biopolímero transparente e sensível ao toque que está sendo desenvolvido para substituir a tela touchscreen dos smartphones;

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6 – Água – Cresce cada vez mais o número de concessionárias que vêm adotando a biotecnologia para tratar, de forma sustentável, suas Estação de Tratamento de Efluentes (ETEs). Há ainda produtos residenciais que desentopem ralos e limpam caixas de gordura utilizando dos microrganismos vivos para limpezas realizadas de forma natural;

7 – Bioenergia – Combustíveis como etanol e biodiesel são um dos principais produtos provenientes da biomassa. Todos os carros (exceto elétricos) utilizam a biotecnologia para rodarem, já que até os veículos à gasolina levam um percentual de etanol.Tecnicamente a produção de biogás em biodigestores ocorre através da decomposição de matéria orgânica por microrganismos em quatro fases até a geração de metano, o principal componente do biogás. Esse processo, que conta com o apoio fundamental da biotecnologia com suas ‘bactérias do bem’, reflete uma sucessão ecológica, no qual cada etapa prepara o substrato para a próxima, resultando em uma conversão eficiente de resíduos em energia. Esses biocombustíveis são mais econômicos e sustentáveis.

Fonte: Amanajé Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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