AGRONEGÓCIO
Servidores do Hospital Municipal São Benedito participam da semana de atenção aos cuidados bucais
Publicado em
18 de novembro de 2024por
Da Redação
A Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), por meio do Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), está promovendo uma capacitação especial para seus servidores, com o objetivo de alertar sobre a ‘Prevenção ao Câncer Bucal’. Conforme os coordenadores da ação, o evento teve início na última segunda-feira (11) e terminou na quinta-feira (14), com o intuito de reforçar a conscientização sobre a importância da prevenção e detecção precoce do câncer bucal.
Todos os servidores que atuam no setor de odontologia da unidade foram convocados a participar da ação, que inclui palestras, workshops e treinamentos específicos.
De acordo com a Dra. Gabriela Lopes, responsável técnica da odontologia do hospital, a capacitação visa fornecer informações atualizadas sobre os fatores de risco, os sinais e sintomas da doença, além de destacar a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura.
“O câncer bucal é uma das formas mais comuns de câncer na cavidade oral e, muitas vezes, pode ser evitado com medidas simples de prevenção, como a manutenção de hábitos saudáveis e a realização de exames regulares. A capacitação dos profissionais de saúde é fundamental para que possam orientar a população e detectar alterações suspeitas precocemente”, explica a responsável técnica.
A palestrante do evento, Dra. Diuriane França, destacou que o envolvimento dos servidores é essencial para multiplicar a informação. “Quando esses profissionais estão bem treinados, conseguem identificar sinais de alerta em seus pacientes e encaminhá-los para um diagnóstico mais rápido. A prevenção é a chave, e todos têm um papel importante nesse processo.”
Durante a semana, os profissionais de odontologia também foram incentivados a realizar exames orais nos pacientes que procuraram a unidade para outros atendimentos, como parte da estratégia de detecção precoce.
Saúde bucal e prevenção do câncer
Na palestra, foi informado que fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool e exposição ao sol sem proteção são grandes responsáveis pelo aumento do risco de câncer bucal. No entanto, a doença pode ser evitada com práticas simples, como o abandono do tabagismo, a moderação no consumo de bebidas alcoólicas, o uso de protetores solares para os lábios e a manutenção de uma boa higiene bucal. Além disso, a realização de exames periódicos por profissionais de saúde, principalmente odontólogos, é fundamental para a identificação de lesões precoces que podem ser sinais de câncer bucal. Quanto mais cedo for identificado, maior a chance de tratamento eficaz e cura.
O diretor técnico do HMSB, Dr. Carlos Henrique Arruda Sales, afirmou que a capacitação promovida pelo hospital é um exemplo do compromisso da unidade com a saúde da população. Ao envolver seus servidores em ações como esta, a instituição reforça sua responsabilidade na promoção da saúde e prevenção de doenças, além de garantir que seus profissionais estejam preparados para atuar de forma proativa em relação à saúde bucal da comunidade. “A ação é mais uma importante iniciativa do Hospital São Benedito na promoção da saúde pública e prevenção de doenças, reforçando seu papel no cuidado integral da saúde da população cuiabana”, concluiu o gestor.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
AGRONEGÓCIO
Plano Safra 2026/27 amplia recursos, mas redução no crédito de custeio preocupa produtores rurais
Published
28 minutos agoon
2 de julho de 2026By
Da Redação
O lançamento do Plano Safra 2026/2027 trouxe novamente um volume recorde de recursos para a agropecuária brasileira. O governo federal anunciou R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento da produção rural empresarial, desconsiderando os recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Apesar do valor histórico, especialistas e representantes do setor alertam que a análise não pode se limitar ao montante global. A composição dos recursos revela mudanças importantes na política de crédito rural, com redução das linhas tradicionais de custeio, retração do crédito subsidiado e crescimento da participação dos instrumentos privados de financiamento.
Na avaliação do setor produtivo, o principal desafio do novo Plano Safra será garantir que o crédito anunciado chegue efetivamente ao produtor rural, em condições compatíveis com a realidade econômica da atividade.
Recursos crescem nominalmente, mas perdem força diante da inflação
Do total anunciado para o ciclo 2026/2027, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos no setor agropecuário.
Embora o Plano Safra tenha registrado acréscimo nominal de aproximadamente R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior — alta de cerca de 1,7% — o crescimento ficou abaixo da inflação acumulada no período.
Considerando o IPCA dos últimos 11 meses, estimado em 4,4%, o volume necessário apenas para manter o mesmo poder de compra do Plano Safra anterior seria de aproximadamente R$ 538,7 bilhões.
Na prática, o programa representa uma redução real próxima de R$ 13,6 bilhões quando descontada a inflação.
Outro ponto que chama atenção é a redução dos recursos destinados justamente ao financiamento da produção.
As linhas de custeio e comercialização passaram de R$ 414,7 bilhões no Plano Safra 2025/2026 para R$ 384,9 bilhões no novo ciclo, uma diminuição nominal de R$ 29,8 bilhões.
Aprosoja MT alerta para crédito mais caro e restrito
Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, o cenário preocupa porque o produtor inicia uma nova safra enfrentando juros elevados, margens mais apertadas e maior rigor das instituições financeiras na concessão de crédito.
Segundo ele, a redução dos recursos para custeio diminui a capacidade do agricultor de financiar o plantio e a condução da lavoura, justamente no momento em que os custos de produção permanecem elevados.
“O Plano Safra 2026/27 apresenta um aumento no volume total de recursos, mas reduz quase R$ 30 bilhões destinados ao custeio e à comercialização. Houve redução de juros em algumas linhas, porém com menor disponibilidade de recursos para financiar a produção. Isso limita o acesso do produtor justamente na etapa mais importante do ciclo agrícola”, avalia.
Endividamento rural preocupa setor produtivo
Antes mesmo da divulgação do novo Plano Safra, a Aprosoja Mato Grosso havia encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária propostas voltadas ao enfrentamento do crescente endividamento rural.
A entidade defende que a política agrícola contemple medidas capazes de recompor a capacidade financeira dos produtores, facilitar renegociações de dívidas e preservar o acesso ao crédito.
Segundo a associação, sem soluções estruturais para o passivo financeiro acumulado, parte significativa dos recursos anunciados tende a ser utilizada apenas para reorganizar dívidas existentes, reduzindo o impacto positivo sobre a produção.
Crédito rural tradicional perde espaço para a CPR
Os números da execução do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026 reforçam a mudança no perfil do financiamento rural brasileiro.
Entre julho de 2025 e maio de 2026, o volume contratado de crédito rural, excluindo o Pronaf, alcançou R$ 433 bilhões, redução de 5% em relação aos R$ 458,1 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior.
Quando são consideradas apenas as linhas tradicionais de crédito rural — financiadas por recursos controlados e livres — a retração é ainda maior.
O volume caiu de R$ 286,6 bilhões para R$ 247,8 bilhões, representando redução de aproximadamente 14%.
Em contrapartida, a Cédula de Produto Rural (CPR) ampliou sua participação no financiamento da atividade.
As operações por meio da CPR totalizaram R$ 185,2 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, crescimento de 8% frente aos R$ 171,5 bilhões do ciclo anterior.
Com isso, o instrumento passou a responder por 42,8% do total do crédito rural contratado, ante 37,4% na safra passada.
Dependência do mercado aumenta custo financeiro
O crescimento da participação da CPR evidencia uma transformação importante no financiamento do agronegócio brasileiro.
À medida que aumenta a utilização de instrumentos privados, os produtores ficam mais expostos às condições de mercado, aos custos financeiros praticados pelas instituições e às exigências de garantias.
Na avaliação do setor, essa mudança reduz o papel das linhas tradicionais da política agrícola e amplia a dependência de mecanismos privados de crédito.
Linhas de investimento e programas estratégicos também encolhem
A retração também atingiu outras modalidades importantes do crédito rural.
As operações de custeio recuaram de R$ 158 bilhões para R$ 137,5 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, queda de 12,9%.
Já os financiamentos destinados a investimentos apresentaram redução ainda maior, passando de R$ 64 bilhões para R$ 46,1 bilhões, retração de 28,1%.
Programas considerados estratégicos para modernização da agropecuária, como Moderfrota, Proirriga, PCA, Prodecoop e RenovAgro, também registraram menor volume de recursos contratados.
Outro dado que preocupa o setor é a redução das operações com recursos equalizados pelo governo.
Esse volume caiu de R$ 91,4 bilhões para R$ 48,9 bilhões no mesmo período analisado, retração de aproximadamente 47%, indicando menor participação do crédito subsidiado na política agrícola.
Crédito acessível será determinante para o sucesso do Plano Safra
O Plano Safra 2026/2027 reforça instrumentos de gestão de risco, como o Proagro e o seguro rural, além de condicionar determinadas renegociações de custeio à contratação de cobertura securitária.
No entanto, representantes do setor destacam que a eficácia dessas medidas dependerá da disponibilidade efetiva dos programas, da oferta de recursos suficientes e de custos compatíveis com a realidade econômica das propriedades rurais.
Para o agronegócio, mais importante do que anunciar cifras recordes é assegurar que o crédito rural esteja disponível, com acesso simplificado, juros competitivos e capacidade de atender quem produz.
Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e maior seletividade das instituições financeiras, o sucesso do Plano Safra será medido menos pelo volume anunciado e mais pela eficiência na chegada dos recursos ao campo, sustentando a produção, os investimentos e a competitividade da agropecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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