AGRONEGÓCIO

Senar-SP lança processo seletivo para Técnicos de Campo e Supervisores da ATeG com início imediato

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP) está com processo seletivo aberto para a contratação de profissionais que atuarão no Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). As vagas são destinadas a Técnicos de Campo e Supervisores, com início das atividades previsto para julho de 2025. A convocação será imediata, e os profissionais selecionados prestarão serviços em parceria com os Sindicatos Rurais em diversas regiões do estado de São Paulo. O edital completo está disponível na página oficial do sistema Faesp/Senar-SP.

A Assistência Técnica e Gerencial é considerada uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento sustentável no meio rural. O programa leva aos produtores rurais conhecimento técnico, acesso a novas tecnologias e orientações de gestão, permitindo maior eficiência produtiva, redução de desperdícios e valorização da produção local.

Desenvolvimento técnico e gerencial no campo

Em um cenário marcado pela constante evolução do setor agropecuário, a atualização profissional é essencial. A ATeG desempenha papel decisivo ao fornecer suporte técnico especializado, ajudando os produtores a adotarem práticas modernas de manejo, uso racional de insumos e ações sustentáveis. Essa orientação permite não apenas o aumento da produtividade, mas também a melhoria da qualidade dos produtos e a ampliação da competitividade no mercado.

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O processo seletivo promovido pelo sistema Faesp/Senar-SP visa atender à demanda de novas turmas que serão atendidas ao longo de 2025. As contratações contemplam profissionais com disponibilidade para atuação em todas as regiões do estado de São Paulo. O objetivo é garantir suporte contínuo e qualificado aos projetos rurais em andamento e aos que estão sendo estruturados.

Gestão eficiente como diferencial competitivo

Além do suporte técnico, a assistência gerencial oferecida pela ATeG também é fundamental para o êxito das atividades no campo. Muitos produtores ainda enfrentam dificuldades relacionadas à administração financeira, planejamento estratégico e tomada de decisões. Nesse contexto, os profissionais da ATeG atuam na organização dos custos de produção, na definição de metas e na busca por linhas de crédito e investimentos.

Com um planejamento gerencial bem estruturado, os agricultores conseguem minimizar riscos, melhorar a rentabilidade de suas atividades e garantir a sustentabilidade dos empreendimentos, mesmo diante de desafios climáticos e flutuações do mercado.

Transformação no meio rural

Os impactos da ATeG ultrapassam os limites das propriedades atendidas. O programa impulsiona o fortalecimento de toda a cadeia produtiva, estimula a geração de empregos, promove o crescimento das comunidades rurais e favorece a adoção de boas práticas agrícolas. Ao aliar desenvolvimento econômico à responsabilidade socioambiental, a Assistência Técnica e Gerencial contribui diretamente para a evolução do agronegócio de forma equilibrada e duradoura.

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Edital

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MAPA reconhece ausência de cadeia produtiva de jumentos no Brasil e reforça debate sobre abate para exportação

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reconheceu oficialmente que não existe no Brasil uma cadeia produtiva estruturada de jumentos destinada ao abate para exportação de peles ao mercado chinês. A informação consta em documento encaminhado ao deputado federal Bruno Ganem (Podemos-SP), em resposta a questionamentos sobre a atividade e o comércio internacional de peles desses animais.

A manifestação do órgão federal traz novos elementos ao debate sobre o abate de jumentos no país e reforça preocupações levantadas por pesquisadores, entidades de proteção animal e especialistas em saúde pública sobre a sustentabilidade da atividade.

MAPA admite ausência de sistema produtivo organizado

De acordo com a resposta da Secretaria de Defesa Agropecuária, diferentemente de cadeias consolidadas como as de bovinos, aves e suínos, não há no Brasil um sistema organizado envolvendo criação, recria, engorda e abate de jumentos.

Segundo o documento, os animais destinados ao abate são obtidos por meio do recolhimento de exemplares dispersos em diferentes regiões do país, sem a existência de propriedades especializadas na produção comercial desses animais.

“O que ocorre é o recolhimento de animais criados de forma esparsa”, destaca o texto oficial.

Animais abatidos são classificados como descarte

O documento também reconhece que a maior parte dos jumentos encaminhados aos frigoríficos é composta por animais considerados de descarte.

Na prática, trata-se de animais utilizados historicamente em atividades rurais e de transporte, que acabam abandonados ou sem utilização econômica após o encerramento de sua vida produtiva.

Segundo especialistas, essa característica diferencia a atividade de um sistema pecuário convencional e levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do modelo atualmente adotado para abastecer o mercado internacional de peles.

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Fragilidades na rastreabilidade preocupam especialistas

Outro ponto destacado pelo Ministério da Agricultura envolve o controle da origem dos animais.

O documento informa que as Guias de Trânsito Animal (GTAs) utilizadas no transporte frequentemente não refletem a origem efetiva de todos os animais embarcados. Em muitos casos, os documentos indicam apenas locais temporários onde jumentos provenientes de diferentes regiões são reunidos antes do envio para o abate.

Segundo o médico veterinário José Roberto Lima, doutor em Saúde Pública pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a formação desses lotes ocorre em pontos provisórios de concentração dos animais.

De acordo com o especialista, os jumentos podem permanecer nesses locais em condições inadequadas, com limitações de acesso à alimentação, água e assistência veterinária.

Comércio de peles abastece indústria chinesa

A atividade está diretamente ligada à exportação de peles para a China, onde o colágeno extraído da pele dos jumentos é utilizado na fabricação do ejiao, produto amplamente comercializado como suplemento de bem-estar e revitalização física.

Pesquisadores e entidades de proteção animal argumentam que não existem comprovações científicas robustas que sustentem os benefícios atribuídos ao produto, enquanto a demanda crescente por matéria-prima tem pressionado populações de jumentos em diversos países.

Brasil perdeu 94% da população de jumentos em quase três décadas

Dados compilados a partir de informações do MAPA, do IBGE e do sistema Agrostat indicam uma redução expressiva da população de jumentos no Brasil.

Entre 1996 e 2025, o país teria perdido aproximadamente 94% do seu rebanho. Em termos proporcionais, de cada 100 animais existentes na década de 1990, apenas seis permanecem atualmente.

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O cenário é apontado por especialistas como um indicativo de que a exploração dos animais para obtenção de peles tem contribuído para a redução acelerada da população nacional da espécie.

Especialistas defendem proibição definitiva do abate

Para pesquisadores e organizações que acompanham o tema, o reconhecimento oficial da inexistência de uma cadeia produtiva estruturada fortalece os argumentos favoráveis à proibição definitiva do abate de jumentos no Brasil.

A avaliação é que a atividade possui características predominantemente extrativistas, sem reposição organizada dos animais e sem mecanismos que garantam a sustentabilidade de longo prazo.

Além das preocupações relacionadas ao bem-estar animal, especialistas alertam para possíveis impactos na imagem internacional do agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de crescente exigência dos mercados consumidores em relação a critérios de sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental.

Debate envolve sustentabilidade, bem-estar animal e imagem do país

O documento do MAPA também menciona desafios relacionados à qualidade dos animais destinados ao abate, uma vez que são classificados majoritariamente como animais descartados.

Para representantes de entidades de proteção animal, a situação evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação da espécie, ao combate ao abandono e à promoção de práticas alinhadas aos princípios de sustentabilidade e bem-estar animal.

O tema segue mobilizando pesquisadores, órgãos públicos, parlamentares e organizações da sociedade civil, enquanto cresce a discussão sobre o futuro da atividade e os impactos econômicos, ambientais e sociais associados ao comércio internacional de peles de jumentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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