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Semana Internacional do Café em Belo Horizonte: Inovação e Negócios para o Futuro do Setor

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Belo Horizonte é, desde a última quarta-feira, 20 de novembro, o palco da 12ª edição da Semana Internacional do Café (SIC), um dos maiores e mais importantes eventos do mercado cafeeiro, que ocorrerá entre os dias 20 e 22 de novembro de 2024 no Expominas. Com o tema “Como o clima, a ciência e os novos consumidores estão moldando o futuro do café”, o evento promete movimentar cerca de R$ 60 milhões em negócios e atrair aproximadamente 20 mil participantes de 40 países.

Com um histórico consolidado de sucesso, a SIC tem se destacado por promover o café brasileiro em nível nacional e internacional, apresentando inovações no setor, oferecendo uma plataforma para troca de conhecimento e gerando oportunidades de negócios em toda a cadeia cafeeira. Durante os três dias de evento, os participantes poderão acessar 170 marcas expositoras, conhecer tendências de mercado, acompanhar competições como o “Coffee of the Year” (que premia os melhores cafés brasileiros da safra) e o Campeonato Brasileiro de Barista, cujos vencedores representarão o Brasil no mundial em 2025.

Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, enfatiza a importância da SIC para o setor: “Os cafeicultores mineiros, com dedicação e resiliência, colocam o estado como o maior produtor de café do Brasil. A SIC aproxima os produtores rurais dos diversos elos do setor, favorecendo parcerias e negócios, além de demonstrar ao consumidor a qualidade dos nossos cafés”, afirma.

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A SIC foca principalmente em negócios e encontros B2B, reunindo produtores, futuros empreendedores de cafeterias, agrônomos, mestres de torra, baristas e profissionais de setores complementares, como o de leites vegetais. Caio Alonso, diretor da Espresso&CO, organizadora do evento, ressalta que a SIC é uma plataforma crucial para promover e acessar mercados, além de discutir a produção de cafés sustentáveis e de origem controlada.

O Sebrae Minas, também realizador do evento, destaca que o estado é responsável por 51% da produção nacional de café. Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, explica que a SIC contribui para valorizar a atuação dos produtores, gerar novos mercados e estimular o desenvolvimento econômico e sustentável dos territórios mineiros.

Este ano, o evento ganha ainda mais relevância, abordando a sustentabilidade e a inovação como pilares do futuro do setor. Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Minas Gerais, reforça a importância do equilíbrio entre a tecnologia, a inovação e a preservação ambiental, apontando que o café mineiro tem sido cada vez mais reconhecido pela sua qualidade e sustentabilidade, especialmente no mercado global, como a China.

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A Semana Internacional do Café é realizada por Espresso&CO, Sistema Faemg Senar, Sebrae e Governo de Minas Gerais, com apoio institucional do Sistema Ocemg e patrocínios de empresas como 3corações, Nespresso, Nescafé, Sicoob, Yara, Melitta e Senar. A entrada é gratuita para produtores rurais, empresas do setor (com CNPJ) e visitantes internacionais, enquanto pessoas físicas podem adquirir ingressos por R$ 70,00 para os três dias do evento.

Sobre a SIC

Criada em 2013, a Semana Internacional do Café é uma das maiores feiras do segmento no mundo, com o objetivo de promover o café brasileiro, inovar o mercado, gerar conexões e impulsionar negócios. Em sua 12ª edição, a SIC apresenta uma programação recheada de palestras, workshops, competições, degustações e exposições que abordam temas como a sustentabilidade, as novas demandas dos consumidores e as tendências globais do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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