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Semana do Meio Ambiente destaca papel da Defesa Civil e ações de sustentabilidade

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A Semana do Meio Ambiente, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, é uma ação de grande relevância para a conscientização e mobilização da população em prol da preservação ambiental. Realizada no Centro Sebrae de Sustentabilidade, o evento reúne especialistas, servidores públicos, estudantes e a sociedade civil em uma programação diversificada voltada à reflexão sobre os desafios e soluções ambientais na capital mato-grossense.

Na terça-feira (3), uma das atividades de destaque foi a palestra sobre o trabalho da Defesa Civil, que evidenciou a importância desse órgão em todas as dimensões da gestão pública. A Defesa Civil desempenha um papel fundamental tanto na prevenção quanto na resposta a desastres, com atuação expressiva em situações de enchentes, queimadas e outros eventos extremos que afetam diretamente a vida da população e o equilíbrio ambiental.

Durante a apresentação, o secretário adjunto especial de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, ressaltou como o trabalho da Defesa Civil está diretamente ligado à sustentabilidade e à resiliência urbana. A atuação integrada com outros setores da administração municipal contribui para minimizar impactos, proteger vidas e promover ações educativas e preventivas junto às comunidades mais vulneráveis.

“Esse evento realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, é muito importante nesse período em que se comemora a Semana Nacional do Meio Ambiente. Meio ambiente é um tema que deve ser tratado ao longo do ano. O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, é uma data para refletirmos, trazermos assuntos importantes relacionados à temática, mas que deve ser tratada com ações permanentes ao longo do ano”, frisou o coronel Alessandro Borges.

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Borges também destacou a integração proporcionada pelo evento, envolvendo as secretarias do município, os acadêmicos — como representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) — e as pessoas que atuam ativamente na preservação e promoção da sustentabilidade ambiental.

“A Defesa Civil permeia todos esses assuntos. Trabalhamos com a questão dos desastres. Aqui em Cuiabá, especificamente, os dois maiores são o alagamento e o fogo, que têm impacto direto tanto no ambiente quanto na sociedade. A Defesa Civil tem um papel muito amplo e relevante, atuando de forma articulada com diversas secretarias do município, bem como com os governos estadual e federal. O objetivo é atuar na prevenção, mitigar os efeitos do excesso de chuvas ou da seca extrema, contribuindo assim para a preservação do meio ambiente e para a proteção da sociedade cuiabana”, destacou.

A programação da Semana do Meio Ambiente segue até sexta-feira (6), com diversas palestras e atividades voltadas ao debate sobre sustentabilidade, todas realizadas no Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS).

Programação

Dia 04 – Quarta-feira

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14h00 – Início

14h10 – A importância do Ministério Público na defesa do Meio Ambiente – “Projeto Água para o Futuro”

Palestrante: Dr. Gerson Natalício Barbosa – Procurador de Justiça

14h50 – O papel do Judiciário na proteção do Meio Ambiente

Palestrante: Dr. Antônio Horácio da Silva Neto – Juiz da Vara do Meio Ambiente de Cuiabá

15h40 – O papel da OAB na defesa do Meio Ambiente

Palestrante: Dra. Tânia Monteiro Costa e Silva

Dia 05 – Quinta-feira

8h00 – Workshop: Arquitetura Sustentável e Bioarquitetura

Palestrante: Arquiteto João Lucas

14h10 – Palestra com o Secretário do Meio Ambiente

Dr. José Afonso Botura Portocarrero

14h50 – Construção Sustentável

Palestrante: Dra. Eng. Civil Luciane Cleonice Durante

15h40 – Tour pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS)

Atividade paralela:

8h00 – Plantio de Ipês Roxos no Parque da Família, com participação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE)

Dia 06 – Sexta-feira

8h00 – Ação Comunitária: Treinamento de Combate a Incêndios

Instrutor: Major BM Vinícios – Corpo de Bombeiros (BEA)

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

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A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

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Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

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A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

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