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Sem atualização nos fundamentos, cenário macro influencia mercado de açúcar

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Parece que a falta de notícias, juntamente com as recentes chuvas na região Centro-Sul e as previsões climáticas favoráveis, está deixando o açúcar mais exposto a fatores externos ao seu mercado.

“O colapso do complexo de energia na última segunda-feira (28), com o petróleo bruto caindo mais de 5% e o gás natural sofrendo uma correção de mais de 10% em meio à diminuição das tensões geopolíticas, afetou o preço do açúcar, que, de modo geral, estava se mantendo bastante estável. Como resultado de um mercado mais monótono, os fundos e especuladores parecem estar perdendo o interesse, com outubro provando ser um mês lento para o contrato de março”, diz Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a analista, a remoção do prêmio de risco associado à guerra, combinada com um dólar mais forte – apesar dos cortes nas taxas de juros em setembro – contribuiu para que o mercado de açúcar ficasse estável/fraco durante a semana passada.

“Essa tendência é digna de nota, pois sugere que o adoçante está começando a recuperar sua correlação negativa há muito perdida com a macroeconomia, sugerindo que o mercado atualmente carece de novos fundamentos sólidos”, aponta.

Isso não significa que os preços não estejam em patamares altos. Acima de 22,5 c/lb, o contrato de março está sendo negociado com um prêmio de mais de 500 pontos em comparação com seu nível histórico para esta época do ano, assim como outros contratos.

“Na verdade, toda a sua curva futura está oferecendo um prêmio médio de 400 pontos acima dos níveis históricos. Isso significa simplesmente que, para que haja uma reação mais forte dos preços – e, portanto, maior volatilidade -, é necessário que haja alguma evolução nos fundamentos atuais”, observa.

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O atual nível de preços sustenta uma perspectiva de alta de curto prazo dado o aperto nos fluxos comerciais, mas uma questão permanece: quando esse aperto realmente começará a ser sentido e potencialmente reforçará essa tendência?

A nomeação de navios brasileiros foi forte em outubro, sugerindo que o país possivelmente exportou mais de 3Mt, superando a quantidade registrada durante o mesmo período em 2023, quando as chuvas interromperam o carregamento.

O bom ritmo pode ser um dos fatores que mantêm o prêmio no porto de Santos baixo e um preço do açúcar bruto estável. No entanto, à medida que nos aproximamos da entressafra, espera-se que a disponibilidade brasileira se reduza drasticamente, ficando marginalmente abaixo da média de 10 anos durante o primeiro trimestre de 2025, indicando o início de uma recuperação de preços, especialmente se a Índia decidir não exportar.

“Atualmente, estimamos que o CS exportará 31,5 milhões de toneladas de açúcar em 24/25, uma redução de 5,3% em comparação com 23/24”, indica Lívea.

Embora as chuvas previstas possam ser benéficas para o desenvolvimento da safra 25/26, elas podem aumentar a pressão sobre a disponibilidade, interrompendo as operações de carregamento nos portos e diminuindo o ritmo das exportações.

Olhando para a próxima safra do CS, surge outra pergunta: quando os preços podem começar a perder seu suporte? Depois de um possível aumento durante o período de entressafra, se a temporada 2025/26 tiver chuvas de verão adequadas, a tendência de alta poderá começar a se enfraquecer no final de fevereiro – ou ganhar força caso contrário.

“No final de fevereiro, não apenas nós, mas também outros analistas, teremos uma visão mais clara da nova temporada. Atualmente, vários fatores estão afetando o desenvolvimento de 2025/26: incêndios afetaram a região, os níveis de umidade do solo estão baixos e o plantio sofreu atrasos. Como resultado, revisamos nossa estimativa inicial (ou palpite educado) para a produção de cana de 620 Mt para 600 Mt, ainda dependente das chuvas de verão”, pondera.

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Esse ajuste se baseia nas semelhanças entre as safras de 2023/24 e 2024/25 com as safras de 2015/16 e 2016/17. Essa última, 2016/17, também sofreu com a ocorrência de um forte El Niño e atrasos de plantio comparáveis aos vividos por 2024/25.

“Ao examinar as variações de área e rendimento entre 2016/17 e 2017/18 e aplicá-las às nossas projeções para 2024/25, chegamos a 600 Mt para 2025/26. A redução de nossa estimativa de cana implica um impacto baixista menor a partir do segundo trimestre de 2025 em comparação com as previsões anteriores, sugerindo uma faixa de preço mais alta e uma correção menor com a aproximação da nova temporada”, conclui.

Em resumo, os preços do açúcar restabeleceram uma correlação negativa com o índice do dólar, já que os fundamentos do mercado se esclareceram e garantiram a estabilidade dos preços no último mês. Essa menor volatilidade pode ser a principal razão por trás da redução do interesse especulativo, levando a ajustes nas posições compradas.

No entanto, os preços continuam sendo sustentados pela possível escassez de oferta à medida que a região Centro-Sul se aproxima de seu período de entressafra. Espera-se uma tendência de alta entre o 4o trimestre de 2024 e o 1o trimestre de 2025, mas compreender a dinâmica da próxima temporada do Centro-Sul será crucial para avaliar quando, ou se, a tendência de alta poderá enfrentar resistência. Embora ainda seja muito cedo para fazer previsões definitivas, considerar os dados históricos como um indicador parece ser uma abordagem prudente enquanto aguardamos as chuvas de verão.

Fonte: Hedgepoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto esportivo em Cuiabá aposta no futebol para transformar vidas de crianças

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O projeto Bom de Bola, Bom de Escola realizou, no início da noite desta sexta-feira, o lançamento das atividades no miniestádio do bairro Pedregal, em Cuiabá. O encontro reuniu alunos, familiares, professores e coordenadores para apresentar o funcionamento das aulas, os critérios de participação e a equipe responsável pelo acompanhamento de cerca de 600 alunos-atletas atendidos pelo programa, distribuídos em quatro polos da capital: Pedregal, Pedra 90, CPA IV e Três Barras, nesta sexta-feira (3).

Os treinamentos no Pedregal começam na próxima segunda-feira (6). A primeira semana será destinada à entrega de uniformes, organização das turmas, conferência de horários e dos tamanhos dos materiais esportivos. Durante o período de férias escolares, a coordenação informou que não haverá cobrança de frequência dos participantes que estiverem viajando ou impossibilitados de comparecer.

A comunicação com os alunos e responsáveis será feita exclusivamente por grupos de WhatsApp, onde serão repassadas informações sobre horários, eventuais alterações nas atividades e demais orientações do projeto.

Coordenador de projetos do Instituto Dourado e do Cuiabá Esporte Clube, Roney Schultze explicou que o projeto alia a prática esportiva à formação educacional e cidadã, tendo como principal objetivo promover inclusão social por meio do futebol.

“O futebol é uma importante ferramenta para alcançarmos objetivos sociais. Ele promove inclusão, integração e desenvolvimento, além de despertar o interesse das crianças. Nosso foco principal é formar cidadãos, sem deixar de oferecer oportunidades para que talentos sejam identificados e possam seguir carreira no esporte”, afirmou.

Segundo Schultze, o Instituto Dourado atua como braço social do Cuiabá Esporte Clube, sendo responsável pela gestão dos projetos sociais desenvolvidos em parceria com o clube.

Durante a reunião com pais e alunos, o coordenador também destacou que a permanência no projeto dependerá do comprometimento dos participantes tanto nos treinamentos quanto na escola. A frequência mínima exigida é de 75%, além da apresentação do boletim escolar e do acompanhamento da assiduidade nas aulas.

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“O talento é importante, mas a disciplina também. Vamos acompanhar a frequência escolar, o rendimento dos alunos e o comprometimento dentro do projeto. Queremos formar cidadãos e atletas responsáveis”, ressaltou.

Ele informou ainda que os participantes receberão uniforme completo, bolas e squeezes fornecidos por parceiros do projeto. Os materiais permanecerão com os alunos que cumprirem os critérios de participação e frequência estabelecidos.

Formação dentro e fora de campo

Professor do projeto, Yuri Melo explicou que a metodologia vai além do ensino dos fundamentos do futebol.

“O trabalho começa pelo desenvolvimento socioafetivo e motor dos alunos. Também acompanhamos o desempenho escolar, a frequência e o comportamento, sempre em parceria com as escolas e com as famílias. Nosso objetivo é formar cidadãos disciplinados. O desenvolvimento técnico acontece como consequência desse processo”, afirmou.

Segundo o professor, as categorias mais novas terão prioridade no desenvolvimento psicomotor, enquanto os alunos mais velhos passarão gradativamente pelo ensino dos fundamentos do futebol.

Também integrante da equipe técnica, o professor Odil Soares, ex-jogador profissional, destacou a importância da participação das famílias.

“Esperamos construir uma boa parceria entre professores, pais e alunos para contribuir na formação desses jovens. Nosso compromisso é oferecer o melhor trabalho possível durante todo o projeto”, disse.

O professor Moisés, formado em Educação Física, reforçou que o acompanhamento familiar será fundamental para a evolução dos participantes.

“Queremos que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento dos filhos. Vamos trabalhar com dedicação, respeitando os sonhos de cada criança e incentivando seu crescimento dentro e fora do esporte”, afirmou.

Sonho de crescer no futebol

Entre os alunos, a expectativa para o início das atividades é grande. O estudante Pedro Henrique, que atua como zagueiro, afirmou que pretende aproveitar a oportunidade para buscar uma vaga nas categorias de base.

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“Meu sonho é entrar em um clube de base. Vou continuar estudando e treinando para isso”, disse.

O aluno Enzo Gabriel espera evoluir tecnicamente durante as aulas.

“Quero jogar bola e melhorar”, resumiu.

Já Davi Armando, de nove anos, acredita que o projeto poderá ajudá-lo a alcançar o sonho de atuar no futebol profissional.

“Quero crescer no futebol e um dia jogar na Europa. Acho que o projeto pode me ajudar porque tem professores bons e disciplina”, afirmou.

Expectativa das famílias

A servidora pública Edileide Vânia de Almeida Santos, mãe de um dos participantes, vê na iniciativa uma oportunidade de desenvolvimento para as crianças.

“A expectativa é muito grande. Esperamos que daqui saiam jovens com um futuro melhor e que o projeto ajude a desenvolver o potencial deles”, disse.

A diarista Ivonete Pereira de Lima, avó de um dos alunos, contou que incentiva o neto a participar de projetos esportivos.

“Ele sonha em ser jogador de futebol, e nós acreditamos que essas oportunidades podem abrir caminhos para o futuro dele”, afirmou.

Esporte como ferramenta de inclusão

Presente no lançamento, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes.

“O esporte ajuda a afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e incentiva a permanência na escola. O próprio nome do projeto reforça essa proposta: ser bom de bola, mas também ser bom de escola. Nosso objetivo é contribuir para a formação de cidadãos preparados para o futuro”, afirmou.

O lançamento no Pedregal foi o terceiro realizado pelo projeto. A programação será concluída neste sábado (4), às 9h, com o encontro de apresentação no polo do bairro Três Barras.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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