AGRONEGÓCIO

Sell Agro Inaugura Laboratório de Tecnologia de Aplicação no Centro-Oeste

Publicado em

A Sell Agro acaba de estabelecer um moderno laboratório em Rondonópolis, destinado à pesquisa e desenvolvimento de soluções ainda mais eficazes para o setor agrícola. Em 2023, a empresa alcançou um marco significativo, produzindo e comercializando mais de um milhão de litros de adjuvantes.

Avanço Tecnológico no Agronegócio

Nos últimos anos, o setor agrícola tem experimentado um avanço tecnológico notável, com o lançamento de soluções e ferramentas que melhoram a eficiência e impulsionam a produção. Em resposta a essa evolução, a Sell Agro inaugura um laboratório de referência em tecnologia de aplicação na cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso.

Equipamento de Ponta e Objetivos

O novo laboratório está equipado com o Sympatec, um dispositivo importado da Suíça, que utiliza uma tecnologia inovadora de difração a laser. De acordo com Leandro Viegas, CEO da empresa, o objetivo principal é avaliar o impacto dos adjuvantes agrícolas e dos diferentes tipos de bicos na formação e distribuição das gotas produzidas durante a aplicação de caldas de pulverização em culturas de todo o país. Essa análise é fundamental para garantir a eficácia na aplicação de defensivos e nutrientes, minimizando impactos ambientais, como a deriva.

Leia Também:  Agroindústria registra alta de 2,5% em agosto ante mesmo mês do ano anterior, informa FGVAgro
Benefícios e Contribuições

Os dados obtidos e os gráficos gerados pelo equipamento ajudam a otimizar as configurações e formulações das caldas, melhorando a cobertura foliar, aderência e penetração nas plantas. Isso contribui para uma maior produtividade e eficiência na produção agrícola, reduzindo as perdas durante a aplicação e promovendo práticas mais sustentáveis.

Compromisso e Crescimento Futuro

O novo laboratório complementa as atividades de pesquisa e desenvolvimento da empresa, fortalecendo sua capacidade de oferecer produtos e soluções inovadoras em tecnologia de aplicação. Viegas destaca que este ano será marcado por um crescimento robusto, impulsionado por inovações que atendem às demandas do campo, mantendo o compromisso com a qualidade e excelência em toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

Parceria Estratégica com Produtores Rurais

Como parceira estratégica dos produtores rurais, a Sell Agro visa garantir precisão e eficácia na tecnologia de aplicação, maximizando o sucesso das lavouras em meio aos desafios cada vez mais intensos que se apresentam.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Centro de reabilitação celebra três décadas de atendimentos em Sinop
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações

Published

on

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.

O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.

A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.

Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.

Leia Também:  Prefeitura investe em infraestrutura e educação de qualidade com inaugurações de novas escolas

O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.

Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.

A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.

O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.

A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.

A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.

Leia Também:  2º Inovar Mais reúne empreendedorismo, economia verde e tecnologia

Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.

A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.

O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.

Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.

O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA