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Seleon Biotecnologia investe R$ 2 milhões para modernizar manejo de touros taurinos e atender demanda crescente de genética

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Investimento estratégico em genética bovina

A Seleon Biotecnologia, localizada em Itatinga, interior de São Paulo, anunciou um investimento de R$ 2 milhões para modernizar suas instalações e ampliar o manejo de reprodutores taurinos puros, incluindo Angus, Holandês e Jersey. O investimento mira o crescimento do mercado de beef-on-dairy, segmento que integra produção de leite e corte, em expansão no Brasil.

De acordo com o CEO da Seleon, Bruno Grubisich, a estratégia da empresa é inovar e acelerar investimentos mesmo em cenários de retração econômica, garantindo competitividade e excelência no setor de genética animal.

Tecnologias de ponta para coleta e controle de sêmen

A Seleon incorporou novas tecnologias para garantir precisão e qualidade do sêmen produzido. Entre as principais aquisições estão:

Envasadora Isevo da IMV (França): aumenta a eficiência, precisão e segurança no envase do sêmen;

Nucleo Counter: equipamento de última geração que contabiliza células espermáticas, garantindo 25 milhões de espermatozoides por palheta, aumentando a fecundidade e acurácia do produto final.

Segundo Rafael Zonzini, diretor executivo da empresa, esses avanços são essenciais para atender à demanda crescente das centrais de genética brasileiras e internacionais.

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Estrutura de quarentenário e bem-estar animal

A área de quarentenário passou por reformas e ampliação, incluindo:

  • Barracão com 14 baias adaptáveis para bezerros e touros;
  • Piquetes de tifton e sistema de monitoramento 24 horas;
  • Pré-imunização contra tristeza parasitária, essencial para animais importados.

Zonzini destaca que a saúde dos mais de 100 touros importados é prioridade, garantindo sobrevivência e desempenho reprodutivo.

Além disso, a sala de coleta recebeu melhorias no sistema de aspersão e ventilação, proporcionando conforto térmico e preservando a qualidade seminal mesmo nos dias de calor extremo.

Nutrição e produção de silagem

A Seleon também investiu na produção própria de ração, iniciando o plantio de 96 hectares de milho para silagem, suficiente para gerar 4 mil toneladas de grão. A chegada de pá carregadeira e vagão misturador permite alimentar os touros de forma balanceada e controlada, aumentando a eficiência do manejo.

Referência nacional em genética animal

Atualmente, a Seleon presta serviços para grandes centrais de genética bovina, como Select Sires, Acelerated Genetics, Sexing Technologies, Cogent do Brasil, Genex e Alta Genetics, consolidando-se como referência no setor.

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Zonzini aponta que a demanda por genética de alta qualidade cresce entre 6% e 9% ao ano, conforme dados do último Index ASBIA, reforçando o potencial de expansão do mercado.

Perspectivas e expansão da empresa

Com as melhorias, a Seleon prevê superar em 50% a meta de produção, tendo registrado 25% de crescimento no último trimestre. Atualmente, a central opera com 450 touros em coleta, em capacidade quase total.

Grubisich reforça que os investimentos visam tecnologia, inovação e sustentabilidade, preparando a Seleon para atender a demanda interna e se consolidar como exportadora de genética animal, beneficiando toda a pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres impulsionam sucessão familiar e transformam a cafeicultura em Minas Gerais

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O Dia Mundial do Café, celebrado neste mês, reforça a importância do Brasil no cenário global como maior produtor e exportador do grão, responsável por cerca de 40% da oferta mundial. Em Minas Gerais, que responde por aproximadamente metade da produção nacional e reúne mais de 460 municípios produtores, a cafeicultura vai além da economia: é cultura, identidade e tradição familiar.

Nesse contexto, cresce a presença feminina na gestão das propriedades rurais, impulsionando processos de sucessão familiar, inovação e sustentabilidade no campo.

Sucessão familiar ganha força com participação feminina no campo

Em Minas Gerais, cerca de 123 mil produtores atuam na cafeicultura, enfrentando a sucessão familiar como um dos principais desafios do setor. Ao mesmo tempo, esse cenário tem se transformado em uma oportunidade de renovação, com a atuação das mulheres ganhando cada vez mais espaço.

Na região das Matas de Minas, reconhecida pela produção sustentável e pela forte presença da agricultura familiar, diversas histórias evidenciam o papel feminino na continuidade e transformação dos negócios rurais.

Sítio Vó Emília mantém tradição de quase 100 anos liderada por mulheres

Em Espera Feliz, o Sítio Vó Emília é um exemplo de sucessão feminina contínua há quase um século. A propriedade é conduzida por mulheres da mesma família ao longo de quatro gerações.

Desde 2023, as irmãs Viviane e Luciane da Silva de Oliveira assumiram a gestão do negócio. A trajetória ganhou novo impulso em 2018, quando decidiram estruturar a produção como projeto de vida, investindo em conhecimento, qualidade e agroecologia.

A marca Sempre-Vivas foi criada como símbolo de identidade e resistência feminina no campo.

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Modernização da produção e certificações agregam valor ao café

Com apoio do Sistema Faemg Senar, por meio de programas de capacitação, gestão e assistência técnica, as produtoras modernizaram a produção, renovaram lavouras, reduziram custos e ampliaram a rentabilidade.

Atualmente, o café produzido pela família possui o selo Certifica Minas e está em processo de certificação para produção sem agrotóxicos junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ampliando o valor agregado do produto.

Jovens retornam ao campo e fortalecem novas marcas de café

A sucessão familiar também é impulsionada pelas novas gerações.

Em Simonésia, a jovem Camille Moura, de 23 anos, deixou o trabalho em uma loja agropecuária para retornar à propriedade da família. Há seis meses no campo, ela atua na gestão do negócio, com foco na área contábil, contribuindo para o fortalecimento da marca de cafés especiais Arraiá do Sol, criada em 2022.

O objetivo é expandir a presença da marca no mercado de cafés especiais.

Café especial e gestão fortalecem trajetória de nova geração produtora

Em Manhumirim, Ana Carolina Malta representa a quinta geração de uma família tradicional na cafeicultura e neta de um dos primeiros exportadores de café orgânico do Brasil.

Formada em Engenharia de Produção, ela decidiu retornar às origens para assumir a gestão financeira da propriedade e contribuir para a manutenção da atividade familiar. Parte da renda obtida com cafés especiais tem sido usada para quitar dívidas da família e evitar o leilão da propriedade.

Conhecida como Carol, ela relatou que inicialmente não se identificava com a atividade, mas encontrou na capacitação oferecida pelo Sindicato dos Produtores Rurais e pelo Sistema Faemg Senar a oportunidade de se desenvolver no setor.

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A produtora criou a marca Vidas Gerais Café em 2018, após investir em formação técnica e gestão para consolidar sua atuação na cafeicultura.

Organização feminina fortalece cafeicultura nas Matas de Minas e Caparaó

Além da atuação dentro das propriedades, a organização coletiva também tem ampliado a participação feminina no setor.

A cafeicultora Dulcineia Prado, presidente da Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó (AMUC), lidera um grupo que reúne produtoras de 14 municípios e mais de 50 associadas.

Segundo ela, a presença feminina na cafeicultura sempre existiu, mas vem ganhando mais visibilidade nos últimos anos, especialmente na produção de cafés de qualidade e na adoção de novas tecnologias.

Associações promovem capacitação, autoestima e fortalecimento do setor

Dulcineia destaca que as associações exercem papel fundamental no fortalecimento das produtoras, funcionando como espaços de troca de experiências, capacitação e apoio.

Além do desenvolvimento técnico, esses ambientes também contribuem para a valorização da autoestima e para a construção de redes de apoio entre as mulheres do campo.

Mulheres têm papel estratégico na sucessão e gestão das propriedades

A presidente da AMUC ressalta ainda a importância do protagonismo feminino na sucessão familiar e na organização das propriedades rurais.

Segundo ela, as mulheres contribuem diretamente para a gestão familiar e para o fortalecimento da propriedade como unidade produtiva estruturada, ajudando a garantir a continuidade da atividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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