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Secretários municipais e Energisa discutem ações para agilizar demandas

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O secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Reginaldo Teixeira, recebeu o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, e as secretárias municipais de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Lise Bokorni, para uma reunião com representantes da concessionária de energia Energisa.

O encontro teve como objetivo aprimorar o planejamento, alinhar responsabilidades e fortalecer a comunicação entre as equipes, garantindo que demandas e problemas sejam resolvidos de forma mais ágil.

Representando a Energisa, participaram Luiz Carlos Moreira Junior, assessor institucional, e Mayara Rossetto, engenheira de distribuição.

Segundo o secretário Reginaldo Teixeira, a reunião era aguardada há algum tempo, em razão das dificuldades enfrentadas pela Prefeitura em obter retorno da concessionária sobre ofícios protocolados ao longo do último ano. Ele ressaltou que o encontro foi necessário para demonstrar que a Prefeitura atua de forma integrada e que haverá cobrança efetiva para que a Energisa apresente respostas e ações concretas voltadas à melhoria da cidade.

Entre os principais temas debatidos estiveram a poda drástica de árvores, a retirada de fios e cabos abandonados, especialmente no centro histórico, e o projeto de aterramento da fiação. O secretário José Afonso Botura Portocarrero destacou a importância do aterramento dos cabos no centro histórico, tanto para a preservação do patrimônio quanto para a organização urbana.

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As secretárias Juliana Palhares e Lise Bokorni manifestaram preocupação com os impactos da poda drástica, sobretudo diante do agravamento do calor intenso e da perda de áreas de sombra no município. De acordo com elas, esse tipo de intervenção contribui para o desconforto térmico e gera críticas da população, que frequentemente associa os cortes realizados pela Energisa a uma ação da Prefeitura.

Como encaminhamento, foi destacada a necessidade de autorização para poda de árvores junto à Secretaria de Meio Ambiente, bem como foi sugerida a realização de uma campanha conjunta para orientar sobre a diferença entre poda técnica e poda drástica, além do reforço na qualificação de trabalhadores especializados. Também foram propostas ações de replantio e manejo adequado em outras áreas, reforçando que a política correta para a arborização urbana é o manejo responsável, e não a poda drástica.

Outro ponto central da reunião foi a necessidade de a Energisa regularizar o uso e a ocupação do solo junto à Prefeitura para a implantação de novas redes e estruturas. Reginaldo Teixeira destacou que a ausência de projetos e autorizações formais pode resultar em medidas administrativas e até denúncias junto à Agência Nacional de Energia Elétrica, caso as adequações não sejam realizadas.

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Ao final, o secretário avaliou a reunião como produtiva e informou que novas reuniões serão agendadas para tratar, de forma específica, das demandas de cada secretaria. Para ele, o alinhamento de trabalho, com cada parte assumindo suas responsabilidades, marca um novo momento de integração entre a Prefeitura e a concessionária, com foco no diálogo, na transparência e em ações efetivas para a melhoria da qualidade de vida da população.

Nova reunião

A equipe da Secretaria de Ordem Pública irá se reunir com representantes da Energisa no próximo dia 22, às 14h30, na sede da Secretaria, para tratar da situação dos fios e cabos abandonados na região do centro histórico. A pauta inclui a realização de novas operações e mutirões para a retirada do material irregular.

A iniciativa leva em consideração as recentes alterações da Lei Complementar nº 484, que passaram a prever multas mais severas à concessionária, além de um procedimento fiscalizatório mais simples, ágil e com uso de tecnologia.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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