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Secretário de Educação apresenta planejamento estratégico na Câmara

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O secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, apresentou à Comissão de Educação da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (7), o planejamento estratégico da Secretaria Municipal de Educação (SME), com destaque para as medidas emergenciais e ações de médio e longo prazo.

Amauri destacou o plano inicial, composto por 11 medidas que serão apresentadas à sociedade, incluindo a valorização dos profissionais, qualificação, plano pedagógico, assistência aos alunos com algum tipo de neurodivergência e o compromisso com a manutenção emergencial das escolas municipais.

“Minha equipe de infraestrutura tem mapeado todos os problemas das 172 unidades escolares, que foram classificadas da mais ruim a menos pior. Com esse diagnóstico em mãos, queremos criar uma força-tarefa para intervir na infraestrutura das escolas já no mês de junho. Conversei com o prefeito Abilio, e ele quer que isso seja prioridade. No momento, estamos buscando respaldo jurídico para executar as intervenções. Infelizmente, as escolas do município foram deixadas por muito tempo sem manutenção”, explicou o secretário.

Segundo ele, neste plano de emergência, a força-tarefa começará com a manutenção de telhados, banheiros, cozinhas e da parte elétrica, incluindo a climatização e a pintura interna e externa das escolas. “Esses principais pontos serão atendidos de forma emergencial. É evidente que não vamos executar tudo de imediato, mas o que temos hoje é um diagnóstico e um plano de ação pronto para ser colocado em prática”.

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Durante a reunião, presidida pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos), foram apresentadas a programação para a entrega de uniformes escolares e o planejamento pedagógico, começando pela educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental, com o objetivo de melhorar o índice educacional de Cuiabá entre as capitais.

“Acredito que até a segunda quinzena de maio resolveremos o problema dos uniformes de maneira definitiva. O fornecedor entregou 41% da quantidade estipulada em contrato e deve entregar o restante até o final desta semana. Dependemos desse fornecimento. Para evitar que o problema se repita no próximo ano, vamos realizar a aquisição em outubro para 2026 e iniciar o ano com todos os kits e uniformes entregues”, garantiu.

Questionado pela vereadora Michelly Alencar sobre as metas para melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Amauri Monge enfatizou o compromisso da gestão em melhorar a colocação de Cuiabá no ranking. “Hoje, o nosso Ideb é 5,8. Estamos em 12º lugar entre as capitais, e me informaram que ocupamos a 57ª posição geral, o que não nos honra enquanto capital. E nós vamos mudar isso! Pretendemos colocar Cuiabá entre as 10 primeiras, tanto no ranking das capitais quanto no estado.”

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Também foi apresentado o projeto que transforma as escolas em bens públicos efetivos da comunidade. Além da abertura aos finais de semana, as unidades funcionarão também durante a semana, oferecendo atividades esportivas e culturais à comunidade, em parceria com as secretarias municipais de Esportes e Cultura.

“Montamos um grupo de 20 escolas, nas quais iniciaremos o projeto-piloto em breve. Haverá abertura às terças, quintas e sábados — às terças e quintas no período noturno, com professor de educação física oferecendo aulas para mulheres, provavelmente de zumba, a pedido da maioria, e para os homens, futebol de salão na quadra. Aos sábados, a Secretaria de Cultura oferecerá oficinas culturais”, declarou o secretário.

#PraCegoVer

A foto mostra o secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge detalhando o planejamento e medidas emergenciais que a Prefeitura tem seguido para melhoria da educação. Abaixo tem uma galeria de fotos com registros da reunião da Comissão de Educação da Câmara Municipal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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