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Secretária de Saúde de Cuiabá visita unidades e promove melhorias na rede

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A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, realizou, na manhã desta terça-feira (5), uma visita técnica às unidades do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e da UPA Leblon, visando acompanhar de perto o funcionamento dos serviços, avaliar a rotina de atendimentos e identificar pontos que precisam de reforço para garantir mais qualidade à assistência oferecida aos usuários do SUS.

Recém-empossada na pasta, Danielle destacou que a ação faz parte de um processo de diagnóstico in loco, essencial para nortear as medidas que serão tomadas para fortalecer a saúde pública na capital. “A visita realizada na data de hoje foi técnica, para acompanhar o trabalho desenvolvido pelos profissionais e o atendimento realizado aos usuários do SUS”, explicou a gestora.

Na UPA Leblon, a secretária observou o fluxo de atendimentos, conversou com colaboradores e verificou a movimentação de altas médicas, o que, segundo ela, reforça a rotatividade de pacientes e a efetividade da unidade. Ela também destacou que a UPA não é local de internação prolongada e que é fundamental garantir o encaminhamento adequado para os casos que exigem internação hospitalar.

“Há muitos pacientes que estão na UPA e que precisam de uma avaliação com especialista. A UPA não é um lugar para internação superior a 24h. Então, se o médico identificou a necessidade de internação em leito hospitalar, ele precisa ser transferido para um hospital. Por isso, cobramos do HMC e do Hospital e Pronto-Socorro melhorias na gestão dos leitos, para que novos pacientes possam ser absorvidos”, afirmou Danielle.

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No HMC, a gestora se reuniu com a equipe administrativa e técnica da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Durante o encontro, foram discutidas estratégias de organização de processos internos e fortalecimento do fluxo entre as unidades, com foco na regulação de leitos e na integração entre os níveis de atenção (primária, secundária e terciária), incluindo articulação com a regulação estadual.

“Foi uma reunião com toda a gestão da Empresa Cuiabana, para prover melhorias no andamento de todos os processos, organização de serviços e um olhar especial para os pacientes que estão internados. O hospital é referência para urgência e emergência e tem uma demanda muito grande. A gente tem acompanhado um aumento na entrada desses pacientes e de internação. É um serviço que está funcionando muito bem e que precisa dessa articulação com outros níveis de atenção”, completou.

A secretária também anunciou que novas metas estão sendo estruturadas, como a implantação da Sala da Mulher na UPA Leblon, espaço voltado à atenção especializada para o público feminino, que está em fase de organização e deve ser inaugurado em breve.

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As visitas técnicas, segundo Danielle Carmona, continuarão sendo realizadas com frequência, como parte da estratégia de gestão participativa e resolutiva que está sendo implantada. “Assumimos a gestão com o compromisso de cuidar da saúde da população e isso passa por ouvir, acompanhar e estar presente nas unidades. Estamos fazendo o diagnóstico da situação para tomar decisões baseadas na realidade e promover as mudanças que a nossa rede precisa”, concluiu.

#PraCegoVer

Na imagem, aparece a secretária de Saúde de Cuiabá, que veste uma saia longa branca e blusa preta. Ela está acompanhada de um servidor que usa calça jeans e camiseta verde. Ambos estão na recepção da unidade de saúde, observando o monitor que apresenta a escala de médicos do dia.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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