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Secretária de Cuiabá palestra em Conferência Global de Tecnologia no Rio de Janeiro

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A secretária-adjunta de Desenvolvimento Urbano da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cuiabá, Lise Bokkorni, é uma das palestrantes convidadas para a maior conferência global sobre inovação e tecnologia, a Rio Innovation Week. A programação teve início no dia 12 e termina nesta sexta-feira (15), com estimativa de público de 200 mil pessoas.

Lise, arquiteta renomada e presidente do CAU-MT (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso), participará do painel Vozes Femininas na Gestão Pública: Liderança, Inovação e Transformação, que acontece simultaneamente ao evento, em um dos 35 palcos da conferência. São mais de 3 mil palestrantes envolvidos, incluindo nomes internacionais que representam 50 ecossistemas, 26 estados brasileiros e 22 delegações estrangeiras.

Segundo a arquiteta, é uma oportunidade de reconhecer a importância da liderança feminina na gestão pública. “Em um cenário historicamente dominado por homens, as mulheres têm conquistado, com competência e coragem, espaços fundamentais na tomada de decisões que impactam toda a sociedade”, destacou.

Na opinião de Lise Bokkorni, a presença feminina na gestão pública não é apenas uma questão de representatividade, mas de eficiência, empatia e inovação. “Diversos estudos mostram que equipes lideradas por mulheres tendem a ser mais colaborativas, inclusivas e comprometidas com o bem comum”.

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“Valorizar a liderança feminina é garantir políticas mais sensíveis às reais necessidades da população. É enxergar o serviço público como um espaço de transformação social, onde mulheres não apenas ocupam cargos, mas exercem poder com responsabilidade, ética e visão de futuro”, ressaltou.

Seu desejo é que essa trajetória continue se fortalecendo, para que mais mulheres liderem, inspirem e façam a diferença na construção de um país mais justo e igualitário.

O Rio Innovation Week 2025 tem como tema central “Um Olhar Através da Ética”, colocando a ética como bússola do desenvolvimento tecnológico, passando pela autorregulação e pelos desafios regulatórios, para garantir inovação responsável e inclusiva.

#PraCegoVer

A foto mostra a arquiteta sorridente, vestida com roupa branca.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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