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Secretaria de Agricultura Implanta Vitrine Tecnológica no Sertão Alagoano

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A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) de Alagoas dará início à implantação de uma vitrine tecnológica para a produção de hortaliças no Centro Xingó, localizado em Piranhas. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Seagri e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o objetivo de apresentar aos agricultores familiares do Sertão a viabilidade de cultivar hortaliças em condições semiáridas.

Para avaliar as condições do local, a Seagri e a Embrapa realizaram uma missão na região, onde conheceram o espaço dedicado à demonstração de tecnologias sociais de baixo custo. Durante a visita, os técnicos das instituições analisaram o solo e a viabilidade da implantação da vitrine, que incluirá culturas como melão e tomate.

A vitrine tecnológica terá o objetivo de mostrar aos agricultores sertanejos que, com a combinação de tecnologias sociais e melhoramento genético, é possível produzir produtos orgânicos de alta qualidade e com eficiência no semiárido. Segundo Juliana Fernandes, gestora do Centro Xingó, a parceria com a Embrapa beneficiará diretamente os agricultores, estudantes e técnicos da região.

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“Com a implantação dessa vitrine tecnológica, todos terão a oportunidade de constatar como, com o uso de tecnologias de baixo carbono e melhoramento genético, é possível alcançar alta produtividade”, destacou Fernandes.

Durante a missão, a equipe visitou diversos agricultores familiares de comunidades rurais nos municípios de Palmeira dos Índios, Arapiraca, Olho d’Água do Casado, Delmiro Gouveia e Lagoa da Canoa. Entre os agricultores visitados, Carlos Dias, morador da comunidade Canafístula Frei Damião, em Palmeira dos Índios, expressou seu entusiasmo com a iniciativa. Carlos, que já utiliza a tecnologia de cultivo protegido para a produção de pitaya, melão e tomate, foi um dos beneficiados com o recebimento de um kit de irrigação.

“Quero agradecer ao governador Paulo Dantas e à Seagri pelo apoio aos pequenos agricultores. Esse kit vai permitir que ampliemos e diversifiquemos nossa produção, com maior qualidade e eficiência no cultivo”, afirmou Carlos Dias.

Cícero Robério, agricultor da comunidade Lagoa da Vaca, em Olho d’Água do Casado, também destacou a importância do kit de irrigação para sua produção. “A expectativa é muito positiva, pois o kit vai aumentar nossa produção e reduzir custos. Ele é fundamental para o desenvolvimento da nossa produção de hortaliças e frutas com qualidade”, afirmou Robério.

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O Programa de Irrigação do Governo de Alagoas visa proporcionar aos pequenos agricultores a oportunidade de expandir e fortalecer suas atividades de forma sustentável. Os kits de irrigação distribuem recursos essenciais para a produção no Semiárido, combinando o calor e a água, o que favorece a diversificação de culturas e contribui para a estabilidade financeira das famílias.

Joelmir Farias, superintendente de Irrigação da Seagri, ressaltou o papel fundamental da irrigação no desenvolvimento da agricultura no Sertão alagoano. “Estamos trabalhando junto com a Embrapa para demonstrar aos agricultores que, com irrigação e melhoramento genético, é possível cultivar de maneira eficiente no semiárido”, concluiu Farias.

A missão contou ainda com a presença de Fabiana Torres, gerente de Irrigação da Seagri, e Flavia Teixeira, engenheira agrônoma da Embrapa Hortaliças.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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