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Secretaria de Agricultura fortalece a piscicultura no Norte de Minas

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A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Agência de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável do Brasil (Adesb) estão desenvolvendo um projeto de piscicultura na microrregião de Pirapora, com o objetivo de gerar emprego e renda para os produtores rurais.

A partir de um investimento de aproximadamente R$ 500 mil reais repassados à Seapa, por meio de convênio, a iniciativa vai atender 50 piscicultores das cidades de Buritizeiro e Pirapora, que receberam, nesta semana, os insumos e equipamentos necessários para iniciar a atividade.

Ao todo, foram adquiridos 55 mil alevinos de tilápia, 68 toneladas de ração, kits colorimétricos para fazer as análises da água nos tanques de piscicultura, além de tarrafas, que são redes utilizadas para fazer a despesca nos tanques.

Na última quarta-feira (20/3), técnicos da Secretaria de Agricultura, da Emater-MG, Epamig e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) acompanharam a doação dos alevinos – peixes em fase inicial de vida – e da ração especial, que contém 50% da proteína usada na primeira etapa da criação.

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Alternativa de Renda

Segundo o assessor técnico piscicultura da Seapa, Frederico Ozanam de Souza, ao contrário da pesca, a criação intensiva de peixes em tanques não é uma atividade expressiva na microrregião de Pirapora, mas pode se tornar uma fonte de renda e emprego.

“Cada produtor recebeu mil alevinos e a nossa meta é ter uma produção total de 40 toneladas de tilápias no prazo de um ano, que é o tempo de duração do convênio. Nosso papel é incentivar e levar informação e assistência técnica aos produtores para que esta atividade se fortaleça e seja uma alternativa de renda para as famílias”, explica o assessor da Secretaria de Agricultura.

A vice-presidente da Adesb, Neide Aparecida Santos, reforça a importância do projeto, executado com recursos oriundos da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

“Nosso objetivo é fomentar o desenvolvimento na região onde atuamos. E vimos a dificuldade que é para o agricultor familiar comprar os insumos e investir em qualquer atividade. Esse projeto desenvolvido em parceria com a Seapa e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vai trazer empoderamento, renda e dignidade para quem trabalha”, afirma Neide.

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O próximo passo para o fortalecimento da piscicultura na região de Pirapora é expandir o projeto para outros seis municípios: Lassance, Várzea da Palma, Ibiaí, Ponto Chique, Jequitaí e Santa Fé de Minas.

Piscicultura em Minas

A tilápia é o peixe mais cultivado no país e Minas Gerais é o terceiro maior produtor nacional desse gênero, com produção de 58,2 mil toneladas no ano passado e crescimento de 12,6% em comparação com 2022.

Minas também se destaca como o principal polo produtor de peixes ornamentais do país. A principal região produtora está concentrada na Zona da Mata, com produção média de 10 milhões de peixes, cerca de 70% do total no Brasil.

Fonte: SEAPA MG – Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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