AGRONEGÓCIO

Secretária da Mulher discute empreendedorismo feminino na Câmara de Vereadores

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A secretária Municipal da Mulher, Ten. Cel Hadassah Suzannah, debateu empreendedorismo feminino e ações do município para o setor em audiência pública promovida pela presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, esta semana. A iniciativa contou com a presença de lideranças femininas e também pautou a qualificação e formalização para o mercado de trabalho.

“Debatemos sobre a inclusão dessas mulheres empreendedoras, de gerar emprego e renda para mulheres de baixa renda, de todos esses desafios. Sem esquecer da capacitação, e o apoio, que são muito importantes”, explicou Paula Calil.

Sobre políticas públicas municipais, a secretária Hadassah considerou que são assertivas quanto ao que as mulheres precisam. E que o empreendedorismo é uma das missões da Secretaria da Mulher, demandadas pelo prefeito Abilio Brunini. “Sua missão é trabalhar o empreendedorismo”, teria dito o gestor quando a convidou para assumir a pasta.

“Sou funcionária pública, então, para mim também é um desafio. Eu (ainda) não sou empreendedora, mas sei o quanto o empreendedorismo representa na vida de uma mulher. Representa autonomia financeira para que possa alcançar uma posição de segurança que lhe permita tomar decisões livres e conscientes em todas as áreas da vida, inclusive, para algumas mulheres, possibilita sair de relacionamentos abusivos. Contribui em suas relações pessoais, para que se sintam fortalecidas para romper ciclos e iniciar outros. E o impacto que o empreendedorismo traz para um município? Movimenta a economia e relações socioeconômicas são estabilizadas na sociedade. E assim, com esse olhar, montamos nossa rede de apoio com diversos serviços voltados para a qualificação e empreendedorismo da mulher em Cuiabá”, pontuou a Ten. Cel. Hadassah.

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Na oportunidade, mulheres especialistas de diferentes segmentos falaram de propostas, inclusive limitações. “O poder público precisa abrir os olhos para as mulheres que estão cada dia mais atuantes. E as mulheres precisam buscar mais, somos de um potencial que muitas vezes, nós mesmas, nos surpreendemos”, incentivou a diretora institucional da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Márcia Isabel.

Participaram do debate, como convidadas, a gerente de Negócios da Cooperativa Sicredi, Julianna Goulart Biatto; a economista, planejadora financeira e empresária do ramo de perfumaria, Sandra Rodrigues; a secretária municipal da Mulher, Hadassah Suzannah; e a diretora institucional da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Márcia Izabel.

Além de profissionais liberais, empresárias e representantes técnicas do setor, compartilhando seus cases de sucesso.

Vale ressaltar que o prefeito Abilio Brunini trouxe inovações na Secretaria da Mulher, com a reforma administrativa, criando a diretoria de empreendedorismo e empregabilidade. Onde são ofertados diversos cursos voltados para mulheres que desejam empreender.

São cursos de design de sobrancelhas, unhas em gel, depilação, na área de estética em geral. Também há cursos para preparação de salgado, pizza, hamburger, bolo. E, agora, no período da páscoa, haverá cursos voltados para a preparação de ovos de páscoa. Também há cursos de mídia digital e marketing.

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O combate à informalidade no mercado de trabalho também foi bem explanado.“Temos muitas mulheres que prestam excelentes serviços, mas não sabem precificar corretamente, emitir notas fiscais ou reconhecer o real valor do seu trabalho, muitas vezes superior ao cobrado. Com isso, acabam perdendo garantias e direitos essenciais para o progresso. Nessa audiência, vamos abordar esses desafios, apresentar caminhos e mostrar na prática que é possível alcançar o sucesso, transformando-se em potentes empresárias na geração de emprego e renda”, afirmou a parlamentar.

#PraCegoVer

A foto mostra o momento em que a secretária da Mulher fala ao público, no auditório das deliberações da Câmara Municipal de Cuiabá. Outras mulheres compõem a mesa de autoridades, entre elas, a vereadora Paula Calil.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões

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O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.

Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.

A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.

A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.

A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.

Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.

A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.

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Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.

A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.

Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.

A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.

O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.

A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.

O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.

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As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.

No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.

Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.

Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.

O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.

Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.

Fonte: Pensar Agro

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