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Seca no Brasil Eleva Preços do Café a Níveis Históricos nas Bolsas Internacionais em Setembro

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O mês de setembro foi marcado por aumentos históricos nos preços do café nas bolsas internacionais de Nova York e Londres, impulsionados principalmente pela prolongada seca que afeta as regiões cafeeiras do Brasil. A falta de chuvas e as altas temperaturas coincidem com o período crucial de floradas, que determinarão o desempenho da safra de 2025 no maior produtor de café do mundo.

Na Bolsa de Londres, os preços do café robusta atingiram os níveis mais elevados em 16 anos, desde o início dos contratos no formato atual, em 2008. A oferta limitada no Vietnã, maior produtor global de robusta, também contribuiu para o cenário de apreensão. Com o início da colheita da safra 2025/26 em outubro, há preocupações quanto ao impacto do clima seco sobre a produção. No Brasil, o conilon, variedade robusta, registrou uma safra abaixo do esperado em 2024, e as incertezas quanto à safra de 2025 também pressionam o mercado.

Já na Bolsa de Nova York, o contrato para o café arábica com vencimento em dezembro alcançou 275,05 centavos de dólar por libra-peso no dia 26 de setembro, o nível mais alto em 13 anos. O mercado reflete a grave situação hídrica nas principais regiões produtoras brasileiras. A falta de chuvas tem prejudicado o desenvolvimento das floradas, fundamentais para a formação da safra de 2025. Mesmo que as chuvas retornem em outubro, especialistas já falam em perdas irreversíveis devido à seca prolongada, o que gerou uma elevação significativa das cotações.

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O mercado aguarda a regularização das chuvas, o que poderia levar a uma acomodação nos preços. No entanto, o impacto do fenômeno climático La Niña e suas possíveis implicações para as regiões produtoras de café ao redor do mundo devem continuar a influenciar o mercado. Além disso, as flutuações do dólar e das taxas de juros nos Estados Unidos também têm afetado o comportamento do mercado de café.

Até o dia 26 de setembro, o contrato de dezembro em Nova York acumulou alta de 12,2%, fechando a 273,90 centavos por libra-peso. Em Londres, o contrato de novembro para o robusta registrou valorização de 11,7%.

No Brasil, o mercado físico também apresentou avanços, embora em ritmo mais moderado em comparação com as bolsas internacionais. A queda de 3,3% no dólar comercial durante o mês limitou o impacto positivo das altas nas bolsas. Vendedores brasileiros se mantiveram cautelosos, aparecendo mais em momentos de alta nas cotações, enquanto os compradores aguardam a chegada das chuvas, na esperança de preços mais baixos.

Em termos de preços internos, o café arábica bebida boa no sul de Minas Gerais subiu de R$ 1.420,00 para R$ 1.510,00 por saca, representando um aumento de 6,3%. O conilon tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, teve um incremento de 4,4%, passando de R$ 1.470,00 para R$ 1.535,00 por saca. Esta foi apenas a segunda vez na história que o conilon apresentou cotações superiores ao arábica de bebida boa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura inicia regularização de consignações e oferece acordos de pagamento

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A Prefeitura de Cuiabá deu início à regularização de valores de consignações retidas de servidores municipais e não repassadas a instituições financeiras, sindicatos e associações em exercícios anteriores.

Nessa etapa do processo, a Prefeitura também adotou medidas para simplificar o acesso aos serviços. Os servidores não precisam mais comparecer presencialmente para tratar das consignações, podendo realizar os procedimentos de forma totalmente online, por meio do Portal do Cidadão, disponível no site oficial do Município.

A medida ocorre após a regulamentação da Lei nº 7.380/2025, por meio do Decreto nº 11.839/2026, e já resultou na assinatura do primeiro termo de quitação.

A legislação autoriza o Município a renegociar o passivo financeiro referente a descontos realizados em folha de pagamento até 31 de dezembro de 2024. Esses valores, destinados a empréstimos consignados e planos de saúde, foram retidos dos servidores, mas não transferidos às instituições credoras.

De acordo com a norma, dívidas de até R$ 25 mil devem ser quitadas à vista, enquanto valores superiores podem ser parcelados em até 12 vezes, com prazo de pagamento até dezembro de 2026, podendo ser prorrogado conforme a capacidade financeira do Município.

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A lei também prevê a possibilidade de compensação de débitos tributários entre credores e a administração municipal.

O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, explica que a atual gestão estruturou um fluxo administrativo e financeiro para viabilizar o pagamento da dívida, estimada em cerca de R$ 50 milhões, e dar início à regularização.

“Encaminhamos a lei à Câmara, regulamentamos por decreto e agora iniciamos a assinatura dos termos para organizar esse pagamento e avançar na regularização das consignações”, explicou.

O processo de quitação exige a validação dos valores apresentados pelas instituições credoras, com análise técnica das informações e formalização de acordo entre as partes. Após essa etapa, os pagamentos seguem cronograma definido conforme cada caso.

A iniciativa busca garantir segurança jurídica aos credores e à administração, além de reduzir impactos diretos aos servidores, que enfrentavam restrições de crédito em função das pendências.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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