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Sea Beyond Tech Explora Bioestimulação com Ascophyllum nodosum na Agricultura

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O futuro da produção de alimentos sustentável foi o tema central do encontro anual do grupo Sea Beyond Tech, realizado em Foz do Iguaçu (PR) no dia anterior ao evento Fisiologia no Campo. O Sea Beyond Tech, uma iniciativa da Acadian Plant Health, reuniu 20 consultores técnicos especializados em biossoluções e práticas agrícolas sustentáveis na América Latina. Este encontro marcou a segunda reunião presencial do grupo desde sua criação em 2023.

Daniel Forlívio, vice-presidente comercial da Acadian Plant Health para América Latina Sul, destaca a diversidade e o dinamismo do grupo. “Com uma combinação de especialistas acadêmicos e consultores de campo, criamos um ambiente diverso e criativo. O objetivo é avaliar o presente e olhar para o futuro da agricultura sustentável, produzindo mais e melhor, com respeito ao meio ambiente e à sociedade. Devemos construir hoje o mundo que desejamos para as próximas gerações”, afirma Forlívio.

O foco principal do encontro foi a análise e discussão da eficácia da alga marinha Ascophyllum nodosum como bioestimulante na agricultura. Reconhecida como a alga marinha mais pesquisada e utilizada globalmente para essa finalidade, Ascophyllum nodosum foi o centro das apresentações e debates. “Discutimos não apenas os benefícios comprovados da alga, mas também novas frentes de pesquisa e contribuições potenciais para a agricultura”, explica Forlívio.

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Durante o evento, foram apresentados resultados sobre a eficácia da Ascophyllum nodosum em aumentar a produtividade e controlar o estresse abiótico. O Projeto Suelos, desenvolvido no Chile, foi destacado por demonstrar os benefícios da alga em cultivos de exportação, como frutas. Além disso, a “Árvore da Ciência” evidenciou que a Ascophyllum nodosum é a alga marinha mais estudada no mundo, com 34 mil artigos disponíveis no Google, sendo 22,4 mil relacionados ao extrato e 5.260 ao estresse abiótico.

Os especialistas também receberam o lançamento da primeira edição da revista Sea Beyond Tech, que aborda diversos aspectos da bioestimulação e a história da Acadian Plant Health. A reunião precedeu o Fisiologia no Campo, um importante evento que reuniu mais de 400 engenheiros agrônomos do Brasil e do exterior para discutir avanços em fisiologia que contribuem para o aumento da produtividade agrícola. A Acadian foi uma das patrocinadoras do evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trigo: El Niño aumenta risco climático e produção brasileira pode cair 20% na safra 2026/27

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O mercado brasileiro de trigo entra na safra 2026/27 cercado por desafios. A combinação de redução da área cultivada, custos elevados de produção e a confirmação do fenômeno El Niño deve impactar significativamente a produção nacional, que pode registrar queda próxima de 20% em relação ao ciclo anterior.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um cenário de maior risco para os produtores, especialmente devido aos possíveis efeitos climáticos sobre a qualidade dos grãos.

Plantio avança, mas produtores reduzem investimentos

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura do trigo já alcançou 45,3% da área prevista para a temporada 2026/27. As condições iniciais das lavouras são consideradas favoráveis, principalmente na Região Sul, onde a umidade tem contribuído para a boa emergência das plantas e o desenvolvimento vegetativo.

Apesar disso, o ambiente econômico segue desafiador. A rentabilidade considerada insatisfatória tem levado muitos produtores a reduzirem investimentos e diminuírem a área destinada ao cereal.

A projeção da Conab aponta retração de 13,4% na área cultivada. Somada a uma expectativa de produtividade 7,6% menor, a produção brasileira deverá atingir aproximadamente 6,2 milhões de toneladas, representando uma queda de cerca de 20% frente ao ciclo anterior.

Além da redução de área, os custos mais elevados de produção têm limitado o uso de tecnologias e investimentos em manejo, fator que também contribui para o viés baixista da safra.

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El Niño amplia preocupação com a qualidade do trigo

A confirmação do El Niño adiciona uma nova camada de incerteza ao mercado. Embora o fenômeno possa favorecer o fornecimento de água durante as fases iniciais de desenvolvimento das lavouras, o excesso de chuvas ao longo do ciclo preocupa produtores e analistas.

O principal risco está relacionado ao aumento da incidência de doenças e à perda de qualidade dos grãos na fase final de maturação e colheita, situação historicamente observada em anos sob influência do fenômeno climático.

A qualidade do trigo é um fator decisivo para a indústria moageira e para a formação dos preços, tornando o clima uma variável estratégica para o mercado nos próximos meses.

Mercado doméstico registra valorização durante a entressafra

Enquanto a nova safra está sendo implantada, os preços do trigo seguem firmes no mercado interno. No Paraná, principal estado produtor do país, o cereal foi negociado próximo de R$ 70 por saca na primeira quinzena de junho, acumulando valorização nos últimos 30 dias.

O movimento reflete a baixa liquidez típica do período de entressafra. Produtores permanecem retraídos nas vendas, enquanto os moinhos adotam postura cautelosa diante das dificuldades de repassar aumentos aos preços da farinha.

A valorização recente do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas, elevando a paridade de importação e fortalecendo o mercado interno.

Cenário internacional segue volátil

No mercado global, o trigo apresentou forte volatilidade entre maio e junho. As cotações em Chicago chegaram a superar US$ 6,60 por bushel durante maio, impulsionadas pela seca nas regiões produtoras dos Estados Unidos.

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No entanto, o avanço da colheita no Hemisfério Norte, a melhora das condições climáticas em áreas produtoras americanas e perspectivas mais favoráveis para a safra russa provocaram correções nos preços no início de junho.

Apesar disso, persistem incertezas relevantes em importantes origens globais, como Ucrânia e Rússia, o que mantém o mercado sensível a qualquer alteração climática ou geopolítica.

Dependência de importações deve continuar elevada

Com a perspectiva de menor produção nacional, o Brasil deve manter elevada dependência das importações para abastecer o mercado interno.

Nesse contexto, a formação dos preços domésticos continuará fortemente influenciada pelo câmbio e pela competitividade do trigo argentino, principal fornecedor do cereal ao mercado brasileiro.

A expectativa é que os preços permaneçam sustentados durante a entressafra, embora o amplo abastecimento global limite movimentos mais expressivos de valorização no mercado internacional.

Perspectivas para o setor

O cenário para o trigo em 2026/27 combina fundamentos de oferta mais restrita no Brasil com riscos climáticos crescentes associados ao El Niño. Para os produtores, o momento exige atenção redobrada ao manejo das lavouras, estratégias de comercialização e gestão de riscos.

Enquanto o mercado acompanha a evolução do clima e do plantio, a qualidade da safra deverá ser um dos principais fatores para determinar o comportamento dos preços e a competitividade do cereal brasileiro nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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