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Saúde implanta médico exclusivo para “cor verde” e melhora fluxo em UPAS

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A prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) anunciou uma nova medida para agilizar o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Trata-se da implantação do Consultório de Triagem, que contará com um médico exclusivo para atender pacientes classificados com a cor verde na classificação de risco. Essa iniciativa visa reduzir o tempo de espera e otimizar os atendimentos nas unidades.

A classificação de risco continua sendo realizada pelos enfermeiros das UPAs, que determinam a gravidade do quadro clínico dos pacientes. Aqueles que são considerados casos leves, identificados com a cor verde, serão encaminhados diretamente ao médico-triagista. Esse profissional terá a responsabilidade de atender demandas simples, como emissão de atestados, renovação de receitas e orientação médica, garantindo um atendimento rápido e eficaz.

A secretária adjunta de Atenção Especializada e Vigilância em Saúde, Susana de Avila Gutierrez, explicou a dinâmica da nova medida: “É um médico que a gente colocou para fazer o atendimento nas UPAs para aqueles atendimentos verdes. Então, nas UPAs, a gente tem os médicos que fazem o atendimento normal, amarelo, a triagem normal. O médico-triagista é o médico que a gente colocou para atender na porta apenas aqueles pacientes que são classificados como verdes, que não precisam de fazer uma medicação, mas eles vão lá só para pegar um atestado, para trocar uma receita, para pegar uma medicação. São esses pacientes que o médico-triagista vai atender, que é um atendimento rápido. Ele já passa medicação e já libera. Esse paciente não é para entrar dentro da unidade para tomar uma medicação, por exemplo, endovenosa. É só para ir lá para pegar uma receita, um atestado ou então para pegar uma orientação e ir embora.”

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O fluxo de atendimento segue da seguinte forma: o paciente chega à unidade, faz a ficha na recepção e passa pela classificação de risco, onde o enfermeiro determina a gravidade do caso. Se o paciente for classificado como verde e não necessitar de medicação imediata, ele será encaminhado para o médico-triagista, evitando sobrecarga no atendimento interno das UPAs. No entanto, se houver sintomas adicionais, como febre alta ou dificuldade respiratória, ele será direcionado ao atendimento tradicional dentro da unidade.

A expectativa da SMS é que essa iniciativa contribua significativamente para a redução do tempo de espera nas UPAs, melhorando a eficiência do atendimento e garantindo que os casos mais graves recebam a atenção necessária com maior celeridade. A medida já está sendo implementada em todas as UPAs da cidade e permanecerá como parte do fluxo de atendimento das unidades.

#PraCegoVer

A imagem mostra a fachada de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), nas cores branca e verde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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