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São Paulo Apresenta Planos Estaduais na COP28 para Combate às Mudanças Climáticas e Redução de Emissões

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Representantes de diversas entidades estaduais, incluindo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Fundação Florestal, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Sabesp, Cetesb, InvestSP e Secretaria de Negócios Internacionais, participam do maior evento global sobre clima.

Durante a conferência, o governo paulista apresentará ações significativas, incluindo os esforços para uma nova regulamentação da Política Estadual de Mudanças Climáticas. O destaque será o Plano de Ação Climática 2050, focado no desenvolvimento de estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em todo o território paulista.

São Paulo, como a maior economia do Brasil e a terceira da América Latina, enfrenta os desafios ambientais do segundo semestre de 2023. Com 46 milhões de habitantes em uma área de 248 mil km², sendo 23% coberta por vegetação nativa, o estado se destaca por apresentar uma matriz energética com 57% de origem em fontes renováveis, superando tanto a média mundial (15%) quanto a brasileira (48%).

A delegação da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) integrará a representação brasileira, apresentando o Portfólio Verde, que inclui iniciativas como ReflorestaSP e Nascentes.

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A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento discutirá o Programa Agro Legal, a produção de bioenergia e biometano nas usinas de etanol, e a fabricação de biofertilizantes em usinas de reciclagem verde.

A Cetesb, por sua vez, participará de debates sobre o aprimoramento do sistema de relato de inventários de emissões de gases de efeito estufa e realizará reuniões bilaterais para troca de experiências com agências ambientais de Portugal, França e EUA.

A Sabesp abordará tópicos como economia circular, universalização de água e esgoto, desestatização e despoluição de rios, com ênfase no projeto IntegraTietê.

A Secretaria de Negócios Internacionais focará nas relações de comércio internacional e sustentabilidade, buscando promover negócios que acelerem a transição energética e a produção de energia limpa em São Paulo.

Além disso, alunos de uma escola estadual de São Carlos apresentarão um projeto voltado ao combate ao aquecimento global, selecionado pela Unesco para participar da COP28.

O governo paulista destaca as seguintes diretrizes e programas durante a COP28:

  • Plano de Ação Climática 2050;
  • Proposta de governança para a regulamentação da Política Estadual de Mudanças Climáticas;
  • Subsídios para o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência às Mudanças Climáticas, em cooperação técnica com a GIZ (governo alemão);
  • Compromisso SP Carbono Zero, visando incentivar empresas paulistas a assumirem compromissos voluntários de redução de emissões para conter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC;
  • Programas como Plano Estadual de Meio Ambiente, IntegraTietê, Plano Estadual de Energia e Plano de Logística e Investimentos.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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