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São Martinho encerra safra 2025/26 com moagem de 21,67 milhões de toneladas de cana e resultados dentro das projeções

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A São Martinho S.A., uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do país, anunciou o encerramento da moagem de cana-de-açúcar da safra 2025/26, apresentando resultados alinhados às projeções revisadas em novembro.

De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, o volume total de cana processada atingiu 21,67 milhões de toneladas, número que confirma o cumprimento das metas operacionais estabelecidas no guidance da empresa.

ATR médio e total confirmam bom desempenho industrial

O desempenho industrial da safra também ficou dentro do planejado. O ATR médio (Açúcares Totais Recuperáveis) foi de 139,4 kg por tonelada de cana, enquanto o ATR total produzido alcançou 3,02 bilhões de quilos.

Esses resultados refletem a eficiência operacional das unidades do grupo e o bom aproveitamento da matéria-prima durante o ciclo produtivo.

Mix de produção favorece o etanol

O destaque da safra ficou por conta do mix de produção. A São Martinho direcionou 51% do ATR para a fabricação de etanol e 49% para a produção de açúcar, uma estratégia que, segundo a empresa, reflete o cenário atual de preços e demanda no mercado.

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O movimento demonstra a flexibilidade industrial do grupo, capaz de ajustar sua produção conforme as condições econômicas e as oportunidades de rentabilidade.

Operações com milho e energia seguem ativas

A companhia ressaltou que os dados divulgados se referem exclusivamente às operações agrícolas de cana-de-açúcar.

As unidades de etanol de milho e geração de energia elétrica continuam operando normalmente e mantêm desempenho alinhado ao guidance projetado para o ciclo.

Com o fechamento da moagem, a São Martinho consolida mais um ciclo produtivo dentro de suas expectativas, reforçando a consistência operacional e a gestão eficiente que marcam sua trajetória no setor sucroenergético.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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