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Santos Brasil registra lucro líquido de R$ 147,8 milhões no primeiro trimestre de 2024

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A Santos Brasil, empresa líder em logística portuária, anunciou um lucro líquido de R$ 147,8 milhões no primeiro trimestre de 2024, um aumento de 222,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem líquida atingiu 23%, representando um acréscimo de 12,2 pontos percentuais na comparação ano a ano. O EBITDA totalizou R$ 321,3 milhões, com uma margem EBITDA de 50%, registrando uma alta de 14 pontos percentuais.

A empresa movimentou 333.431 contêineres em seus terminais, um crescimento de 27,3% em relação ao primeiro trimestre de 2023. Este aumento é atribuído a um maior volume no fluxo de longo curso, decorrente do crescimento das importações e exportações, além do aumento significativo nos volumes de cabotagem.

O bom desempenho da companhia reflete o sucesso dos terminais de contêineres e carga geral, cuja margem EBITDA cresceu para 60%, um aumento de 15,4 pontos percentuais. O crescimento operacional foi impulsionado pelo maior volume movimentado nos três terminais da Santos Brasil e por novos serviços no Tecon Santos e no Tecon Imbituba, além de reajustes contratuais e maior tempo de permanência nos terminais de contêineres importados.

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O Tecon Santos, o maior terminal de contêineres da empresa, movimentou 296.427 unidades, um aumento de 28,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O crescimento de 31,3% no longo curso é atribuído ao aumento nos embarques de café, açúcar, algodão e carne congelada, bem como ao aumento das importações de plásticos e químicos. Dois novos serviços, da ZIM e MSC, começaram a operar em Tecon Santos entre janeiro e fevereiro, representando 4% do volume total de longo curso.

O Tecon Imbituba também apresentou um crescimento significativo, com a movimentação de 13.633 contêineres, uma alta de 27,0%. Já o Tecon Vila do Conde movimentou 23.371 contêineres, um aumento de 11,1%, destacando-se pelo crescimento de 16,2% nos volumes de exportação.

A Santos Brasil Logística mostrou crescimento de 9,3% no número de contêineres armazenados em seus Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (CLIA), impulsionado pelo aumento nas importações. No entanto, a movimentação de pallets nos Centros de Distribuição caiu 39,7%, devido à menor demanda do setor automotivo. O Terminal de Veículos (TEV) registrou uma queda de 27% no volume, principalmente por conta das menores exportações para países do Mercosul.

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Daniel Pedreira Dorea, Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Santos Brasil, destaca que o forte desempenho da empresa é resultado de uma estratégia eficaz de investir na expansão e modernização dos terminais para atender à crescente demanda do mercado. A companhia investiu R$ 116 milhões no primeiro trimestre, com a expectativa de fechar 2024 com um CapEx de R$ 730 milhões.

Além dos investimentos na expansão, a Santos Brasil também se concentra em remunerar seus acionistas por meio de proventos. No primeiro trimestre, foram distribuídos R$ 72,4 milhões em juros sobre o capital próprio e dividendos complementares.

Com uma receita líquida consolidada de R$ 645,2 milhões, a empresa mostra um crescimento robusto e planeja continuar investindo para manter seu papel de liderança no setor portuário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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