AGRONEGÓCIO

Santa Catarina: Pioneirismo na Avicultura e Exportação de Carnes

Publicado em

Santa Catarina reafirma seu papel de destaque no cenário avícola brasileiro, sendo o maior exportador nacional de carnes de patos, marrecos e perus, além de ocupar a segunda posição na produção e exportação de frangos. No Dia da Avicultura, comemorado em 28 de agosto, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) ressalta a importância dos produtores e o papel fundamental das políticas públicas, articuladas com a SAR e suas empresas vinculadas, no fortalecimento da cadeia produtiva e na promoção da sanidade avícola.

De acordo com o Observatório do Agro/2023, a avicultura catarinense opera majoritariamente sob o sistema de integração, que, em 2023, resultou no abate de 883,3 milhões de aves, das quais 870,9 milhões eram frangos, 9,9 milhões perus e 2,5 milhões patos e marrecos. O Valor de Produção Agropecuária (VPA) do setor avícola no estado alcançou aproximadamente R$ 12,6 bilhões no mesmo ano.

No campo das exportações, Santa Catarina se consagra como líder nacional na exportação de carnes de patos e marrecos, respondendo por 99,8% das exportações nacionais com um total de 3,5 mil toneladas. O estado também é o maior exportador de carne de perus e derivados, com 27,6 mil toneladas, representando 39,7% do mercado nacional, e é o segundo maior exportador de carne de frango, com 1,1 milhão de toneladas, o que equivale a 22,8% das exportações brasileiras. Santa Catarina exporta carne para 137 destinos, incluindo países como Japão, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos e China.

Leia Também:  Exportação de Ovos Brasileira Registra Crescimento Expressivo em Abril, Impulsionada pela Demanda dos EUA

A avicultura no estado envolve mais de cinco mil produtores de frango, 349 de perus e 50 de patos e marrecos, conforme dados da Epagri/Cepa 2023. Valdir Colatto, secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, destaca a relevância do setor para a economia local, que, segundo o Observatório Agro 2023, é responsável por 64% das exportações do estado. “A avicultura é fundamental para a economia de Santa Catarina e do Brasil, sendo reconhecida pela seriedade e compromisso do Governo do Estado e de toda a cadeia produtiva. Isso faz da produção e exportação de carnes uma referência nacional e internacional”, afirma Colatto.

Programas de Fomento e Sanidade Avícola

O fortalecimento da avicultura em Santa Catarina é resultado de investimentos em programas coordenados pela SAR e operacionalizados pela Epagri, que visam ampliar a infraestrutura das propriedades, melhorar o solo e a água, promover a preservação ambiental e garantir a saúde das aves. Entre os programas, o Financia Agro SC se destaca por fomentar melhorias nos sistemas produtivos, acesso à energia elétrica, inovação e agregação de valor, além de apoiar a legalidade produtiva.

Leia Também:  Aquário Municipal passa a funcionar de terça-feira a domingo, das 9h às 18h

Outro programa relevante é o Terra Boa, que se concentra na correção do solo, uso de sementes de milho de alto potencial, cobertura do solo e produção de grãos para a fabricação de ração animal. Já o Pronampe Agro SC visa aumentar a competitividade das propriedades rurais por meio da subvenção de juros para projetos de investimento. O Programa Água no Campo atua na captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água, proteção de nascentes, e práticas de recuperação, conservação e manejo do solo e da água, fatores essenciais para a saúde animal e a preservação ambiental.

Além disso, o Programa de Sanidade Avícola, coordenado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), é fundamental na prevenção, monitoramento, certificação, vigilância, educação sanitária, detecção precoce e controle de enfermidades na avicultura. Essas iniciativas são essenciais para garantir a qualidade, sanidade e sustentabilidade da produção avícola catarinense, consolidando o estado como um dos principais polos avícolas do Brasil e do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

Published

on

Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

Leia Também:  Mercado do café oscila entre tensões geopolíticas, queda nas exportações brasileiras e ajustes nas bolsas internacionais

Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

Leia Também:  Exportação de Ovos Brasileira Registra Crescimento Expressivo em Abril, Impulsionada pela Demanda dos EUA
Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA