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Santa Catarina lança programa para fortalecer produção de leite: Leite Bom SC

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O governo do estado de Santa Catarina apresentou, em Concórdia, o Programa Leite Bom SC, uma iniciativa que busca fortalecer a cadeia produtiva do leite no estado. Com um investimento de R$ 300 milhões distribuído ao longo dos próximos três anos, o programa visa beneficiar diretamente ou indiretamente os mais de 22 mil produtores catarinenses. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) será responsável pela implementação dessa nova política pública.

O Programa Leite Bom SC está dividido em três ações principais: um decreto para suspender incentivos fiscais para a importação de leite e derivados, linhas de financiamento para produtores, e incentivos fiscais para a indústria leiteira.

Para apoiar diretamente os produtores, duas linhas de financiamento foram lançadas: o Pronampe Leite SC e o Financia SC Leite. Juntas, essas linhas oferecerão R$ 150 milhões para subsídios de juros e financiamentos sem juros, respectivamente, para estimular o sistema produtivo do leite. Outros R$ 150 milhões serão direcionados para incentivos fiscais à agroindústria catarinense, buscando equilibrar as condições do mercado estadual em comparação com outros estados do sul do Brasil.

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O governador Jorginho Mello destacou a importância do esforço estadual para a competitividade do leite catarinense. “Este é o maior apoio que um estado já concedeu ao setor leiteiro desde o início da crise. Com estas medidas, garantiremos a qualidade e a competitividade do leite catarinense, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, afirmou o governador.

Além do apoio financeiro, o governo também publicará um decreto para suspender incentivos fiscais para a importação de leite e derivados em Santa Catarina, restringindo a concorrência desleal que vinha afetando a produção local. Com a nova regulamentação, a importação de leite só será permitida mediante o pagamento integral do imposto, que varia entre 7% e 17%. A medida visa proteger o mercado catarinense, impactado por produtos importados de países como Argentina e Uruguai, que contam com fortes subsídios governamentais.

Os incentivos fiscais propostos para a indústria leiteira também incluem um plano para conceder R$ 150 milhões em benefícios fiscais ao setor. O projeto, que será enviado à Assembleia Legislativa, prevê um escalonamento de R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões no segundo e R$ 25 milhões no terceiro.

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O secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, destacou a importância da participação da Assembleia Legislativa para o sucesso do projeto. “O apoio da Assembleia é essencial. Juntos, estamos construindo uma proposta sólida para garantir apoio à agroindústria e aos produtores, promovendo a competitividade do setor leiteiro em Santa Catarina”, disse ele.

A implementação do Programa Leite Bom SC representa um grande passo para apoiar a cadeia produtiva do leite em Santa Catarina, garantindo recursos financeiros, proteção ao mercado interno e estímulo ao desenvolvimento da indústria leiteira local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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