AGRONEGÓCIO

Sanidade, Nutrição e Ambiente: O Cuidado com Bezerras e Seu Impacto na Produtividade das Fazendas Leiteiras

Publicado em

O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, com uma produção anual de aproximadamente 35 bilhões de litros. Para maximizar a eficiência e a produtividade do setor, é fundamental prestar atenção especial ao manejo das bezerras. Segundo Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal, os cuidados com essas jovens podem impactar diretamente o sucesso das vacas leiteiras no futuro.

“Os cuidados com as bezerras devem abranger a prevenção de agentes patogênicos, o manejo do ambiente onde os animais são mantidos e a composição da nutrição fornecida”, explica Tabchoury. Ele enfatiza que a higiene do ambiente, onde os animais passam a maior parte do tempo, é crucial, pois nesta fase elas são particularmente vulneráveis a doenças.

Para proteger a saúde das bezerras, é importante monitorar a qualidade microbiológica dos alimentos líquidos oferecidos, como colostro, leite de transição, leite, sucedâneo e água. Além disso, recomenda-se avaliar os manejos pré-parto, os cuidados com os recém-nascidos, a colostragem e a cura do umbigo.

Leia Também:  Déficit na balança comercial de lácteos cresce para US$ 88,9 milhões em outubro; preços do leite UHT e muçarela recuam em novembro

A regulação da temperatura e a garantia de descanso adequado são igualmente importantes. A temperatura ideal deve ser mantida entre 18 e 25 graus Celsius, e as bezerras precisam descansar cerca de 20 horas por dia. Para alcançar essas condições ideais, os produtores devem revisar suas práticas de manejo e aplicar a metodologia cowsignals, que ajuda a identificar oportunidades de melhoria através da observação dos sinais das bezerras.

A nutrição é uma área crítica e exigente. “É essencial desenvolver um plano nutricional completo. Compreender claramente o que está sendo fornecido aos animais jovens é crucial, pois são o grupo mais exigente nutricionalmente da fazenda”, destaca Tabchoury.

A Auster Nutrição Animal, uma referência no setor de nutrição animal no Brasil, criou o Programa Solução Bezerras Auster para atender às necessidades dessa fase crítica. “O início da vida das bezerras é desafiador, pois elas enfrentam muitas necessidades e estão expostas a uma ampla gama de micro-organismos. O programa da Auster aborda as principais preocupações dos produtores de leite”, acrescenta Tabchoury.

Leia Também:  Crise do Crédito no Brasil: O Impacto da Alta da Selic e os Desafios da Deflação Chinesa

O Programa Solução Bezerras Auster oferece suporte técnico especializado, tecnologias modernas e soluções desenvolvidas pela empresa, além de acompanhamento rigoroso para garantir melhorias nos resultados produtivos. A iniciativa visa contribuir para a saúde das bezerras e a rentabilidade dos pecuaristas, promovendo uma produção de leite mais eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

IAC-Quepia completa 20 anos e eleva padrão de segurança no uso de EPI agrícola no Brasil

Published

on

O programa IAC-Quepia, referência nacional na avaliação da qualidade de equipamentos de proteção individual (EPI) para a agricultura, completa 20 anos com avanços significativos na segurança do trabalhador rural brasileiro. Coordenada pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), a iniciativa será celebrada durante a Agrishow, em Ribeirão Preto, consolidando sua relevância para o setor.

Mercado externo: Brasil ganha protagonismo em normas internacionais

Ao longo de duas décadas, o IAC-Quepia posicionou o Brasil como referência global na avaliação de vestimentas protetivas agrícolas. O programa atua diretamente na adoção e desenvolvimento de normas internacionais, como a ISO 27065, ampliando a inserção do país em debates técnicos globais.

O Brasil também participa ativamente, por meio da ABNT, da construção de normas técnicas internacionais, o que fortalece a credibilidade dos produtos nacionais no mercado externo e abre oportunidades para exportações de EPI agrícola com certificação reconhecida.

Mercado interno: avanço na qualidade e certificação de EPI agrícola

No mercado doméstico, o impacto do programa é direto na indústria e na segurança do trabalhador. Antes da criação do IAC-Quepia, não havia normas técnicas claras nem certificações que garantissem a eficácia das vestimentas utilizadas na aplicação de defensivos agrícolas.

Leia Também:  Crise do Crédito no Brasil: O Impacto da Alta da Selic e os Desafios da Deflação Chinesa

Com o avanço do programa, fabricantes passaram a buscar certificações baseadas em normas internacionais, elevando o padrão de qualidade dos produtos. O Selo IAC-Quepia tornou-se um diferencial competitivo, assegurando que os equipamentos foram testados e aprovados em laboratório.

Preços e custos: eficiência produtiva e redução de desperdícios

A evolução tecnológica impulsionada pelo IAC-Quepia contribuiu para maior eficiência na produção de EPI agrícola. A redução significativa na reprovação de produtos — entre 80% e 90% ao longo dos anos — indica menor desperdício industrial e melhor aproveitamento de recursos.

Além disso, a transferência de tecnologia para empresas e outros países, especialmente em regiões de clima quente e menor renda, tem contribuído para a redução de custos na produção de vestimentas protetivas, sem comprometer a segurança.

Indicadores: queda expressiva na reprovação de qualidade

Um dos principais indicadores de sucesso do programa é a expressiva redução na reprovação de vestimentas agrícolas produzidas no Brasil. O índice, que já foi elevado no início dos anos 2000, caiu drasticamente com a implementação de testes rigorosos e padronização técnica.

Atualmente, o laboratório do IAC-Quepia, localizado em Jundiaí (SP), é considerado um dos mais completos da América Latina, capaz de realizar todos os testes reconhecidos internacionalmente para avaliação de EPI agrícola.

Leia Também:  Saúde e nutrição com Clayton Camargos: a dieta olímpica
Análise: inovação, pesquisa e segurança no campo

A trajetória do IAC-Quepia reflete a integração entre pesquisa científica, setor privado e desenvolvimento tecnológico. O programa surgiu a partir da necessidade de avaliar a exposição ocupacional de trabalhadores rurais e evoluiu para se tornar referência internacional.

A ausência de parâmetros técnicos no início dos anos 2000 motivou a criação de uma estrutura robusta de pesquisa, envolvendo instituições como o IAC, o Ministério do Trabalho, a ABNT e a indústria. Esse movimento resultou na criação de normas específicas e no fortalecimento da segurança no campo.

Além disso, o protagonismo de pesquisadores como Hamilton Ramos contribuiu para consolidar o Brasil como detentor de um dos maiores bancos de informações sobre qualidade de EPI agrícola no mundo.

Com duas décadas de atuação, o IAC-Quepia não apenas transformou a realidade da proteção do trabalhador rural brasileiro, como também elevou o país a um novo patamar de excelência técnica e científica no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA