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Safra recorde de soja no Brasil em 2024/25 é impulsionada por clima favorável e inovação tecnológica

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A colheita da safra de soja 2024/25 no Brasil entra em sua fase final com resultados históricos. Segundo o 8º Boletim da Safra de Grãos, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher 168,34 milhões de toneladas da oleaginosa — um volume 14% superior ao registrado na safra anterior e 8,1% acima do recorde histórico alcançado em 2022/23.

Até o momento, 97,7% da área semeada já foi colhida.

Alta produtividade e aumento da área plantada

O bom desempenho da safra também é resultado direto do aumento da produtividade e da expansão da área de plantio. A produtividade média subiu 10,5% em relação ao ciclo passado, chegando a 3.536 kg por hectare. Já a área plantada teve crescimento de 3,2%, totalizando 47,6 milhões de hectares.

Clima e manejo adequado foram determinantes

Segundo o agrônomo Fernando Bonafé Sei, gerente técnico da Novonesis — empresa líder global em biossoluções —, o desempenho positivo se deve a uma combinação de fatores: condições climáticas favoráveis, práticas de manejo eficientes, tecnologia aplicada no campo e a maior área cultivada já registrada no país.

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Embora algumas regiões tenham enfrentado períodos de estiagem e temperaturas elevadas, o padrão climático em boa parte do país foi ideal, com chuvas regulares intercaladas por períodos de sol.

“No Mato Grosso e em Goiás, por exemplo, os altos volumes de chuva em novembro favoreceram o plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras”, explica Bonafé Sei.

Tecnologia e biossoluções impulsionam produtividade

O agrônomo destaca ainda a importância das inovações tecnológicas, como o uso de biossoluções e novas variedades de soja, no aumento da produtividade e da qualidade dos grãos.

Entre as tecnologias citadas, estão os inoculantes à base de bactérias fixadoras de nitrogênio, que promovem maior resistência das plantas e reduzem a necessidade de fertilizantes químicos.

“Estudos da Embrapa apontam que o uso de inoculantes pode elevar em média 8% a produtividade agrícola em comparação a áreas onde a prática não é adotada”, afirma.

Exemplo de inovação: inoculante de longa duração

Um dos exemplos mencionados por Bonafé Sei é o CTS 1000®, inoculante de longa vida à base de Bradyrhizobium. Ele é compatível com o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) e permite a aplicação com até 90 dias de antecedência do plantio, oferecendo maior praticidade e eficiência ao produtor rural.

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Controle de pragas e doenças segue essencial

Para fechar o ciclo produtivo com sucesso, o agrônomo reforça a importância do monitoramento contínuo e da aplicação precisa de defensivos.

“A sanidade das lavouras depende de ações bem planejadas para o controle de pragas e doenças. Sem esse cuidado, há risco de perdas significativas”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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