AGRONEGÓCIO

Safra recorde de grãos impulsiona empregos no agronegócio e amplia demanda por profissionais qualificados

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Produção histórica aquece mercado de trabalho no agro

O agronegócio brasileiro vive um momento de forte expansão, impulsionado pela safra recorde de grãos 2025/26. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção deve alcançar 356,3 milhões de toneladas, consolidando o maior volume já registrado no país.

A soja lidera o crescimento, com estimativa de 177,6 milhões de toneladas, seguida pelo milho, que deve atingir cerca de 118 milhões de toneladas. Esse avanço produtivo, aliado à modernização tecnológica no campo, tem reflexo direto no mercado de trabalho, ampliando a demanda por profissionais em diversas áreas.

Digitalização e expansão elevam procura por mão de obra qualificada

Com o agro cada vez mais conectado e eficiente, empresas do setor intensificam a busca por talentos, especialmente em tecnologia da informação, logística, operações industriais e atendimento ao cliente.

A transformação digital no campo abre espaço não apenas para funções tradicionais, mas também para novas carreiras ligadas à inovação, análise de dados e desenvolvimento de soluções digitais. O cenário é considerado estratégico para profissionais em busca de recolocação ou crescimento na carreira.

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Empresas ampliam contratações em diferentes regiões

Entre as companhias com vagas abertas, destaca-se a Yanmar, multinacional japonesa do setor de máquinas compactas para agricultura e construção. A empresa disponibiliza oportunidades em Indaiatuba (SP), incluindo posições como assistente financeiro júnior, estagiário(a) financeiro, analista de vendas e analista de qualidade, além de banco de talentos para pessoas com deficiência (PCD).

Outra empresa em expansão é a Orbia, que atua como uma plataforma digital integrada no agro, conectando mais de 284 mil usuários no Brasil e no México. As vagas estão concentradas em São Paulo (SP), com modelo de trabalho híbrido, e incluem cargos como engenheiro(a) de confiabilidade de site (SRE) sênior, coordenador(a) de dados, product designer e especialista fiscal.

Oportunidades refletem novo perfil do agro brasileiro

O atual ciclo de crescimento do agronegócio evidencia uma mudança estrutural no setor, que passa a demandar profissionais com perfil multidisciplinar e habilidades digitais.

Além da força produtiva no campo, o agro brasileiro se consolida como um ambiente cada vez mais tecnológico e dinâmico, oferecendo oportunidades tanto para especialistas técnicos quanto para profissionais ligados à inovação.

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Resumo do cenário
  • Safra recorde: 356,3 milhões de toneladas previstas
  • Destaques: soja (177,6 mi t) e milho (118 mi t)
  • Empregos: crescimento da demanda em tecnologia, logística e indústria
  • Empresas: vagas abertas em multinacionais e plataformas digitais
  • Tendência: agro mais digital, conectado e gerador de oportunidades

YANMAR — Orbia

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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