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Safra de milho em MS deve crescer 20,6%, mas Aprosoja alerta para risco de geadas

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja MS), por meio do Projeto Siga-MS, divulgou o novo Boletim Casa Rural da Agricultura, com atualizações sobre o desenvolvimento do milho segunda safra 2024/25 no estado. A expectativa é de uma colheita em 2,103 milhões de hectares, com produtividade média de 80,8 sacas por hectare, o que deve resultar em uma produção de 10,199 milhões de toneladas — 20,6% acima do volume registrado na safra anterior.

Condições das lavouras

De acordo com o levantamento, a maior parte das lavouras sul-mato-grossenses está em boas condições:

  • 78% em boas condições;
  • 15,3% em condições regulares;
  • 6,6% classificadas como ruins.
Chuvas favoreceram o desenvolvimento do milho

O relatório destaca que o bom volume de chuvas registrado em abril foi determinante para o bom desempenho da safra, beneficiando, principalmente, as lavouras nos estádios fenológicos entre V10 e R2 — fase em que cerca de 50% das lavouras se encontravam no período. Esse fator impulsionou o potencial produtivo da cultura no estado.

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Riscos climáticos ainda preocupam

Apesar do cenário positivo, a Aprosoja MS alerta para os riscos de estiagem e geadas até o fim do ciclo do milho. No final de maio, uma frente fria acompanhada de chuvas causou geadas leves nas regiões centro e sul do estado, mas, segundo os técnicos, sem danos significativos às lavouras.

Comercialização antecipada avança

A Aprosoja MS também informou que 26% da produção prevista já foi comercializada, um avanço de 6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Preços em queda

Na semana encerrada em 2 de junho, o preço médio da saca de milho em Mato Grosso do Sul foi de R$ 56,88, representando uma queda de 3,6% em relação à semana anterior e de 16,91% na comparação com o mesmo período de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito caro e recuperações judiciais entram na pauta do Congresso Andav

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A alta dos juros, a restrição na concessão de crédito e o aumento dos pedidos de recuperação judicial no campo serão debatidos no 15º Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav). O painel será realizado em 12 de agosto, às 14h45, em São Paulo.

O encontro ocorre em um momento de maior dificuldade financeira para produtores, distribuidores e empresas ligadas ao agronegócio. Com o custo do dinheiro mais elevado, as instituições financeiras passaram a analisar as operações com mais rigor, enquanto os tomadores de crédito precisam apresentar maior capacidade de pagamento e garantias mais consistentes.

Ao mesmo tempo, o aumento das recuperações judiciais provoca efeitos que podem se espalhar pela cadeia. O não pagamento de uma dívida pelo produtor pode atingir revendas, cooperativas, indústrias de insumos e agentes financiadores, tornando a avaliação do risco ainda mais importante antes da liberação dos recursos.

O painel “Crédito, Mercado Financeiro e Recuperação Judicial” discutirá as mudanças no financiamento rural, o avanço do mercado de capitais como alternativa aos empréstimos bancários e os impactos das dívidas em atraso sobre a distribuição de insumos.

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Também serão apresentadas estratégias para reduzir os riscos em um ambiente de maior oscilação econômica. Entre os pontos em discussão estão o planejamento financeiro, a análise da capacidade de pagamento, a qualidade das garantias e o uso de operações estruturadas.

Nos últimos anos, o agronegócio ampliou suas fontes de recursos e passou a recorrer com mais frequência a instrumentos privados de financiamento. A mudança reduziu parte da dependência do crédito rural tradicional, mas também trouxe contratos mais complexos e maior necessidade de acompanhamento jurídico e financeiro.

Participarão do debate o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Renato Buranello; o diretor de Agronegócios do Santander, Carlos Aguiar Neto; o diretor de Agronegócios do Itaú BBA, Pedro Fernandes; o diretor-geral de Agronegócios da Serasa Experian, Marcelo Pimenta; e o sócio-fundador da Agromatic, ACE e Laure Defina Advogados, Julio Laure.

Segundo o presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, o crédito está diretamente relacionado à continuidade dos negócios. Para ele, as empresas de distribuição precisam acompanhar a evolução das fontes de financiamento, dos mecanismos de proteção e das condições econômicas que afetam clientes e fornecedores.

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O Congresso Andav 2026 terá como tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”. A programação também abordará economia, geopolítica, reforma tributária, inteligência de mercado, gestão de pessoas, bioenergia, inovação e distribuição de insumos.

Durante o encontro será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, elaborada em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq-USP).

O evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A estrutura terá quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição.

Fonte: Pensar Agro

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