AGRONEGÓCIO
Safra de grãos do Rio Grande do Sul deve cair 7,1% na temporada 2025/26, aponta Emater
Publicado em
11 de março de 2026por
Da Redação
A produção de grãos do Rio Grande do Sul deverá registrar queda na safra 2025/26 devido aos impactos da estiagem em diversas regiões produtoras do estado. A segunda estimativa divulgada nesta terça-feira pela Emater/RS-Ascar indica que a colheita total deve alcançar 32,83 milhões de toneladas.
O volume representa recuo de 7,1% em relação à projeção inicial, que previa uma produção de 35,345 milhões de toneladas. O levantamento foi apresentado pelo presidente da entidade, Claudinei Baldissera, durante encontro com a imprensa na Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque.
Segundo a Emater, a estiagem registrada em diferentes momentos do ciclo das lavouras provocou perdas relevantes principalmente nas culturas de soja, arroz e feijão.
Área plantada com grãos também recua no estado
Além da redução na produção, a área cultivada com grãos no estado também apresentou retração na nova estimativa.
De acordo com o levantamento, a área total destinada às lavouras de grãos ficou em 8,35 milhões de hectares, queda de 1,6% em relação aos 8,485 milhões de hectares projetados no primeiro levantamento da safra.
A redução reflete ajustes nas intenções de plantio e os efeitos das condições climáticas registradas ao longo da temporada.
Produção de soja deve cair mais de 11%
A soja, principal cultura agrícola do estado, foi uma das mais afetadas pela falta de chuvas. A estimativa da Emater aponta produção de 19,017 milhões de toneladas na safra 2025/26.
O volume representa queda de 11,3% frente à projeção inicial de 21,140 milhões de toneladas.
Segundo a entidade, a estiagem combinada com altas temperaturas durante janeiro provocou perdas em importantes regiões produtoras, como Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen. Também foram registrados prejuízos nas regiões de Santa Maria e Bagé.
A área cultivada com soja foi revisada para 6,624 milhões de hectares, recuo de 1,7% em relação à previsão inicial de 6,742 milhões de hectares.
Já a produtividade média das lavouras foi estimada em 2.871 quilos por hectare, 9,7% abaixo dos 3.081 quilos por hectare projetados inicialmente.
Produção de milho apresenta leve crescimento
Ao contrário da soja, a cultura do milho deve apresentar leve aumento na produção no estado.
A estimativa da Emater indica que a safra 2025/26 deve alcançar 5,961 milhões de toneladas, crescimento de 3% em relação à previsão inicial de 5,789 milhões de toneladas.
A área plantada foi revisada para 803,019 mil hectares, alta de 2,3% frente aos 785,030 mil hectares estimados anteriormente.
A produtividade média foi projetada em 7.424 quilos por hectare, praticamente estável em relação ao levantamento anterior.
Safra de arroz tem redução moderada
Para o arroz, cultura tradicional no estado, a estimativa da Emater indica produção de 7,798 milhões de toneladas na safra 2025/26.
O volume representa queda de 3,1% em comparação com a projeção inicial de 8,052 milhões de toneladas.
A área cultivada também foi revisada para baixo, passando de 920,081 mil hectares para 891,908 mil hectares, retração de 3,1%.
A produtividade média das lavouras foi estimada em 8.744 quilos por hectare, levemente inferior à previsão inicial de 8.752 quilos por hectare.
Produção de feijão registra perdas nas duas safras
A cultura do feijão também apresentou retração nas projeções de produção no estado.
Na primeira safra, a colheita foi estimada em 41,026 mil toneladas, queda de 11,6% em relação às 46,412 mil toneladas previstas inicialmente.
A área plantada recuou para 23,029 mil hectares, redução de 11,8% frente aos 26,096 mil hectares projetados no primeiro levantamento. A produtividade média foi estimada em 1.782 quilos por hectare.
Já para a segunda safra de feijão, a produção esperada é de 11,688 mil toneladas, retração de 28,6% em relação às 16,375 mil toneladas projetadas anteriormente.
A área plantada foi revisada para 7,774 mil hectares, queda de 33,5% frente à estimativa inicial de 11,690 mil hectares. A produtividade média foi indicada em 1.504 quilos por hectare, acima da projeção anterior.
Cenário econômico segue no radar do agronegócio
Além das condições climáticas, o setor acompanha o ambiente macroeconômico. O Banco Central do Brasil mantém monitoramento sobre inflação e atividade econômica, fatores que influenciam custos de produção, crédito rural e demanda por alimentos.
Nesse contexto, a redução da safra em estados produtores relevantes como o Rio Grande do Sul pode impactar o abastecimento e a dinâmica de preços em diferentes cadeias do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de bioinsumos no Brasil cresce 21% ao ano e alcança R$ 5 bilhões, impulsionado por inovação e sustentabilidade no agronegócio
Published
14 minutos agoon
1 de junho de 2026By
Da Redação
O mercado de bioinsumos no Brasil vem registrando expansão acelerada e já se consolida como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio. Na safra 2023/2024, o setor movimentou aproximadamente R$ 5 bilhões, com crescimento médio anual de 21% nos últimos três anos — índice quatro vezes superior à média global, segundo dados da CropLife Brasil.
A projeção é de que o mercado brasileiro alcance R$ 9 bilhões até 2030, enquanto o volume global pode chegar a US$ 30 bilhões no mesmo período, reforçando o protagonismo do Brasil na adoção de soluções biológicas aplicadas à produção agrícola.
Bioinsumos ganham espaço como alternativa estratégica no campo
O avanço dos bioinsumos — que incluem biofertilizantes, bioinseticidas, biofungicidas e inoculantes — está diretamente ligado à busca por sistemas produtivos mais eficientes, sustentáveis e menos dependentes de insumos importados.
De acordo com a ABCBio, o segmento de biocontrole cresce 5,3 vezes mais rápido que o mercado de defensivos químicos, evidenciando uma mudança estrutural no modelo de manejo agrícola.
A combinação entre biológicos e fertilizantes tradicionais tem permitido ao produtor manter níveis elevados de produtividade, ao mesmo tempo em que reduz custos operacionais e impactos ambientais.
Dependência externa impulsiona adoção de soluções biológicas
Segundo especialistas do setor, a ampliação do uso de bioinsumos também está relacionada à necessidade de reduzir a dependência de insumos importados e de maior exposição às oscilações do mercado internacional.
Para Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, o movimento representa uma mudança estratégica para o agro brasileiro.
“Dependemos de insumos, defensivos e moléculas químicas que vêm do exterior, o que nos torna vulneráveis a oscilações geopolíticas. Os bioinsumos mudam esse cenário: são produzidos no país e fortalecem a resiliência da agricultura frente a crises globais”, afirma.
A GIROAgro tem investido no desenvolvimento de soluções que integram fertilizantes e biológicos, apostando na sinergia entre tecnologias para maior eficiência agronômica.
Tecnologia e drones ampliam escala de aplicação no campo
A incorporação de tecnologias como drones agrícolas tem acelerado a adoção de bioinsumos no Brasil. A aplicação aérea permite maior precisão, redução de perdas e ganho de escala, tornando o uso de biológicos viável até em áreas extensas.
Esse avanço tecnológico contribui para democratizar o acesso a soluções antes restritas a grandes propriedades, ampliando o potencial de adoção em diferentes perfis de produtores.
Integração entre biológicos e fertilizantes ganha protagonismo
Embora ainda exista no setor uma divisão conceitual entre biológicos e fertilizantes, empresas vêm adotando uma abordagem integrada, desenvolvendo soluções compatíveis entre as duas frentes.
A estratégia busca unir eficiência agronômica, facilidade de aplicação e estabilidade de resultados, atendendo a um produtor cada vez mais exigente e orientado por produtividade e sustentabilidade.
Marco regulatório impulsiona inovação no setor
A aprovação da Lei de Bioinsumos em 2024 representa um marco importante para o segmento, ao reduzir burocracias e estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O novo ambiente regulatório fortalece a cadeia produtiva e cria condições mais favoráveis para a expansão do mercado no Brasil, alinhando o país às tendências globais de agricultura sustentável.
Projeções indicam crescimento contínuo até 2030
De acordo com a ANPII Bio, o mercado brasileiro de bioinsumos deve crescer cerca de 60% até 2030, superando R$ 9 bilhões em faturamento.
Já a consultoria DunhamTrimmer estima que o mercado global alcance US$ 30 bilhões até o fim da década, com o Brasil respondendo por mais de 20% do crescimento no segmento de biocontrole.
Com expansão acelerada, avanço tecnológico e integração entre soluções, o setor de bioinsumos consolida sua posição como um dos pilares da agricultura moderna no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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