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Safra de cana 2025/26 aponta melhora gradual para o produtor

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A safra brasileira de cana-de-açúcar 2025/26 segue enfrentando desafios, mas os números mais recentes indicam sinais claros de reação no campo, especialmente no fim do ano. A produção nacional deve ficar próxima de 670 milhões de toneladas, segundo estimativas da Conab, com pequena variação em relação à safra passada. A queda é considerada moderada e está diretamente ligada às condições climáticas adversas registradas em 2024, como períodos de seca, calor intenso e ocorrência de incêndios em algumas regiões produtoras.

Mesmo com esse cenário, o produtor ampliou a área colhida, que cresceu cerca de 1%, mostrando confiança e continuidade dos investimentos no setor. O principal impacto ficou na produtividade média, que acabou sendo pressionada ao longo do ciclo, sobretudo no Centro-Sul.

Os dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mostram que dezembro trouxe uma virada importante. A produtividade média no Centro-Sul chegou a 73,4 toneladas por hectare, um avanço expressivo de 26,6% em relação a dezembro do ano anterior. Na prática, isso significa lavouras reagindo melhor, com cana mais uniforme e melhor aproveitamento no fechamento do ano.

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Além da quantidade, a qualidade da cana também melhorou. O Açúcar Total Recuperável (ATR) de dezembro subiu quase 13%, passando para 117,9 kg por tonelada, o que representa mais açúcar por tonelada colhida e melhora direta no resultado da usina e do produtor.

No acumulado da safra, de abril a dezembro, os números ainda refletem os efeitos do clima. A produtividade média ficou em 74,7 t/ha, um pouco abaixo do ciclo anterior, e o ATR acumulado apresentou leve recuo. Ainda assim, o desempenho do fim do ano mostra que as lavouras responderam melhor quando as condições climáticas ajudaram, abrindo espaço para um início de 2026 mais equilibrado.

Outro ponto positivo foi o papel do etanol de milho, que ajudou a manter a oferta de biocombustível no mercado mesmo com a redução da moagem de cana, conforme dados da Unica. Isso deu mais estabilidade ao setor e ajudou a sustentar preços e planejamento das usinas.

Em resumo, a safra 2025/26 não foi simples, mas também não foi uma safra perdida. O produtor enfrentou o clima, ajustou manejo, manteve área e viu a produtividade reagir no fim do ano. O cenário aponta para recuperação gradual, com bases mais sólidas para o próximo ciclo, especialmente se o clima colaborar.

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Fonte: Pensar Agro

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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