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Safra de amendoim promete maior lucratividade ao produtor

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O plantio da safra de amendoim, que começou em outubro, deve se alongar até dezembro, um fato não muito comum. Este período mais estendido é explicado principalmente pela colheita mais longa nos canaviais este ano, motivada pelos preços e mercado favorável. Na entressafra, muitos produtores de cana-de-açúcar vêm optando pelo amendoim na rotação, não apenas pelos seus benefícios na renovação do solo, mas também por questões de rentabilidade.

Ao comparar a soja e o amendoim, nota-se que a média nacional do custo de produção da soja é 48% menor (R$ 6.860,00/ha(1) contra R$13.215,73/ha(2) do amendoim). Entretanto, esta vantagem é superficial, observada apenas no início dos cálculos.

Para chegar a uma conclusão de qual leguminosa é mais vantajosa financeiramente, é preciso fazer algumas contas. De acordo com a Embrapa Soja a produtividade média da soja na safra 2022/2023 foi de 56 sacas por hectare, contra 165 sacas por hectare do amendoim. Considerando o preço da soja livre a R$ 135,92 por saca (fonte: Agrolink em abril de 2023), a rentabilidade média foi de R$ 7.611,52 por hectare. Já o preço médio do amendoim no mesmo período foi de R$95,00 por saca de 25kg (fonte: Mercado em abril de 2023), alcançando um faturamento de R$15.675,00 por hectare, mais que o dobro do valor apresentado pela soja.

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Ao subtrair a rentabilidade pelo investimento inicial é possível chegar à margem de lucratividade de cada produção. No caso da soja, o produtor teve um lucro médio de R$ 751,52 por hectare, enquanto que o amendoim deu um retorno de R$ 2.459,27 por hectare, um desempenho 3 vezes maior.

“Este é o momento para o produtor, principalmente o de cana-de-açúcar, decidir entre a soja e amendoim. Além da lucratividade maior, é importante considerar na conta o fato do amendoim, assim como a soja, apresentar alto teor de nitrogênio e outros nutrientes que ajudam a renovar o canavial e a recuperar e enriquecer o solo. Este é um benefício que vai além do lucro imediato, pois aumenta a produtividade futura, diferencial ainda não está nesta conta de rentabilidade. Ou seja, a retorno o amendoim pode ser ainda maior”, comenta Rodrigo Chitarelli, Diretor Presidente da CRAS Brasil.

E o mercado para o amendoim está mais positivo. Prova disso é que, apenas no último ano, a CRAS Brasil, maior exportadora brasileira de óleo de amendoim, dobrou a capacidade instalada da sua fábrica localizada em Itaju (SP), passando a ter potencial de produção 400 toneladas do produto por dia (+100% na comparação com a sua capacidade na safra 2022/23).

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Fonte: CRAS Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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