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Safra 2024/25: Condições Climáticas Incertas Colocam à Prova a Resiliência dos Produtores

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A safra de verão 2024/2025 no Brasil está sendo marcada por uma série de desafios climáticos que afetam diretamente a qualidade dos grãos. O Ministério da Agricultura e Pecuária estabelece um teor de umidade específico para cada tipo de grão, essencial para garantir sua qualidade. Contudo, a imprevisibilidade das condições climáticas tem dificultado o trabalho no campo, levando os produtores a enfrentarem dificuldades em colher os grãos dentro dos padrões estabelecidos. A irregularidade nas chuvas tem ocasionado atrasos no plantio, especialmente nas regiões com histórico de estresse hídrico.

Esse cenário de incertezas climáticas destaca a relevância de implementar estratégias de monitoramento da umidade dos grãos e das condições meteorológicas, visando minimizar riscos e maximizar a produção agrícola em um ambiente cada vez mais volátil.

Manter os medidores de umidade atualizados é crucial para assegurar tanto a qualidade quanto a rentabilidade dos grãos. A Loc Solution, responsável pela marca Motomco de medidores de umidade, possui convênios com vários Institutos de Pesos e Medidas (IPEMs), que estão passando por processos de atualização.

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“A contínua atualização desses equipamentos garante transparência nas transações comerciais, assegurando uma precificação justa da produção agrícola e contribuindo para o desenvolvimento econômico”, afirma Fernanda Rodrigues da Silva, gerente da Loc Solution.

Fernanda revela que a empresa já efetuou a atualização dos aparelhos de medição dos IPEMs de Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, de Santa Catarina. Este processo abrange a substituição por modelos mais modernos, a instalação de novos componentes e a atualização de softwares. “Isso é essencial para preservar a qualidade dos grãos em todas as etapas da produção, desde a colheita até o armazenamento e a comercialização”, ressalta.

De acordo com Ângelo Tenheri, do setor de Fiscalização do Instituto de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) de Santa Catarina, a verificação periódica dos medidores é obrigatória e deve ser realizada anualmente. “A manutenção e a atualização dos equipamentos de medição são fundamentais para garantir a precisão e a conformidade com as normas vigentes”, explica.

Conforme o item 9.1.8 da NIT-SEFIQ-012, os ensaios de comparação precisam ser realizados com instrumentos de referência idênticos para assegurar a integridade dos resultados. “A falta de equipamentos funcionais e atualizados compromete as fiscalizações adequadas e pode levar ao uso irregular de instrumentos não selecionados, contrariando a Portaria nº 47”, enfatiza Tenheri. Ele ressalta a importância da manutenção regular e da verificação periódica anual para a integridade do setor agrícola.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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