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Safra 2024/25 avança com boas condições climáticas, apesar da queda nos preços e nas exportações

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Preços da soja mantêm estabilidade em junho

Segundo a RaboResearch, os preços da soja no mercado interno brasileiro permaneceram praticamente estáveis em junho, quando comparados ao mês anterior. Essa estabilidade ocorre em meio à continuidade da comercialização da safra 2024/25, que ainda apresenta ritmo abaixo da média histórica.

Milho registra queda expressiva de 17%

Diferente da soja, o milho sofreu uma forte retração nos preços de mercado, com queda de 17% em junho. Entre os fatores que pressionaram as cotações estão as boas condições climáticas da safrinha, a valorização do real frente ao dólar e a notificação de um caso de gripe aviária no país, que impactou negativamente a percepção de demanda.

Exportações em ritmo mais lento
  • Soja:
    • Em maio, o Brasil exportou 14,1 milhões de toneladas de soja, volume 8% menor que o registrado em abril. Apesar da desaceleração no mês, o acumulado anual ainda está 3% acima do mesmo período do ano passado.
  • Milho:
    • Já as exportações de milho somaram apenas 40 mil toneladas em maio, uma queda de 78% em relação ao mês anterior e 91% inferior ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o volume exportado é 18% menor.
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Clima impulsiona produção da safrinha

As condições climáticas favoráveis têm beneficiado a produtividade da safrinha em regiões-chave do país. Chuvas abundantes ao longo do ciclo contribuíram para o bom desenvolvimento das lavouras, superando as preocupações iniciais do plantio tardio.

As simulações baseadas em dados climáticos indicam que áreas como Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO), Cascavel (PR) e Chapadão do Sul (MS) apresentam percentuais elevados de lavouras em condição “boa ou excelente”.

Avanço da colheita da safrinha

O avanço da colheita no Mato Grosso mostra ritmo positivo. Até o final de junho, grande parte das áreas já havia sido colhida, com indicadores de produtividade acima da média dos últimos cinco anos. Esse desempenho reflete o impacto direto das boas chuvas, principalmente entre abril e junho.

Vendas ainda abaixo da média

A comercialização antecipada tanto da soja quanto do milho segunda safra segue em ritmo lento. Em estados como Mato Grosso e Paraná, os volumes vendidos estão abaixo da média dos últimos cinco anos, o que reforça o impacto das incertezas de mercado e das oscilações cambiais na decisão dos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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