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Safra 2024/2025: Área Plantada de Arroz no RS Deve Crescer 5,3%

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O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou, nesta segunda-feira (26/8), durante o Dia do Arroz, suas projeções para a safra 2024/2025 no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, o Estado deve semear 948.356 hectares de arroz, o que representa um aumento de 5,3% em relação à safra anterior, quando foram cultivados 900.203 hectares. Esse crescimento de 48.153 hectares será impulsionado principalmente pelas regionais da Planície Costeira Interna, com uma elevação de 8,2% (10.907 hectares adicionais), e da Zona Sul, que deve registrar um incremento de 7,5% (11.668 hectares a mais).

Os dados foram apresentados na Casa do Irga durante a 47ª Expointer, em uma coletiva de imprensa que contou com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn, do secretário-adjunto de Desenvolvimento Rural, Lindomar Moraes, do presidente do Irga, Rodrigo Machado, e da diretora-técnica da instituição, Flávia Tomita, responsável pela apresentação dos números.

A única região que deve apresentar uma redução na área plantada é a Planície Costeira Externa, com uma diminuição de 600 hectares, o que corresponde a uma queda de 0,6% em relação à safra passada. Por outro lado, a Campanha deve ampliar sua área cultivada em 785 hectares (0,6% a mais), enquanto a Fronteira Oeste verá um acréscimo de 17.640 hectares (6,7% a mais) e a região Central, 7.753 hectares adicionais (crescimento de 6,5%).

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Rodrigo Machado ressaltou a importância do levantamento e do trabalho da equipe técnica do Irga. “Nosso papel, a partir desses dados, é estar ao lado dos produtores para ajudá-los a enfrentar os desafios desta nova safra”, afirmou. O secretário Clair Kuhn destacou a necessidade de avançar, enfatizando que, além dos recursos, a assistência técnica oferecida pelo Irga, Emater e outras instituições será fundamental para o sucesso da safra.

Além dos mencionados, também estiveram presentes na coletiva o conselheiro do Irga, Fernando Rechsteiner, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, Alexandre Velho, e o presidente da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura, Henrique Dornelles.

Cultivo de Soja em Terras Baixas do RS Apresenta Queda

Em relação ao cultivo de soja em várzeas no Rio Grande do Sul, o Irga prevê uma redução de 4,3% na área plantada, que deve totalizar 403.941 hectares na safra 2024/2025. As regiões Central e Campanha são as únicas que devem apresentar crescimento, com aumentos de 110% (25.714 hectares a mais) e 16,7% (14.681 hectares adicionais), respectivamente. A maior redução é esperada na Fronteira Oeste, com uma queda de 40,5% (menos 20.278 hectares).

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Resultados da Safra 2023/2024

Durante a coletiva, Flávia Tomita também apresentou os resultados finais da safra de arroz 2023/2024 no Rio Grande do Sul. Foram produzidas 7.198.527 toneladas de arroz em uma área de 900.203 hectares, com uma produtividade média de 8.387 quilos por hectare. A área perdida totalizou 46.991 hectares, o que representa 5,22% da área cultivada.

O levantamento foi coordenado pelo Departamento Técnico do Irga (Dater) e contou com a colaboração dos núcleos da autarquia em diversas regiões do Estado, em parceria com os produtores de arroz.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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JBS lucra US$ 221 milhões no 1º trimestre de 2026 e operações no Brasil ajudam a compensar crise nos EUA

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JBS amplia receita global e mantém resiliência operacional

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, em um período marcado por forte pressão sobre a operação de carne bovina nos Estados Unidos e desempenho positivo das unidades brasileiras.

A receita líquida global da companhia atingiu US$ 21,6 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente por:

  • Forte demanda global por proteínas
  • Crescimento das exportações brasileiras
  • Desempenho consistente da Seara
  • Diversificação geográfica das operações
Estratégia multiproteína ajudou empresa a enfrentar cenário adverso

A companhia destacou que sua estratégia global multiproteína e multigeográfica foi fundamental para compensar o ambiente desafiador enfrentado pela operação de bovinos na América do Norte.

No trimestre, a JBS registrou:

  • EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão
  • Margem EBITDA de 5,2%
  • Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 22,1%

De acordo com Gilberto Tomazoni, a empresa manteve foco rigoroso em eficiência operacional e geração de caixa.

“Entendemos os ciclos naturais de cada proteína e seguimos gerindo o negócio com disciplina e responsabilidade”, afirmou o executivo.

Operação nos EUA enfrenta “tempestade perfeita”

A unidade JBS Beef North America foi o principal ponto de pressão nos resultados.

A operação registrou:

  • Receita líquida de US$ 7,167 bilhões
  • EBITDA negativo de US$ 267 milhões
  • Margem EBITDA de -3,7%

Segundo a companhia, o segmento enfrenta um dos momentos mais críticos do ciclo pecuário norte-americano, com:

  • Menor oferta de gado
  • Forte aumento no custo da matéria-prima
  • Pressão sobre margens industriais
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A empresa informou que vem promovendo ajustes organizacionais e operacionais para aumentar eficiência e capturar sinergias no mercado norte-americano.

Seara mantém forte rentabilidade e crescimento nas vendas

A Seara foi um dos grandes destaques do trimestre.

A unidade registrou:

  • Receita líquida de US$ 2,379 bilhões
  • Margem EBITDA de 15,5%

O desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas no mercado interno e nas exportações, mesmo diante de desafios geopolíticos em mercados estratégicos.

A companhia segue investindo em:

  • Produtos de valor agregado
  • Expansão de portfólio
  • Fortalecimento de marca
  • Inovação industrial
JBS Brasil registra receita recorde para primeiro trimestre

A operação JBS Brasil também apresentou resultados robustos.

A unidade alcançou:

  • Receita líquida recorde de US$ 3,78 bilhões
  • Margem EBITDA de 4,4%

O desempenho foi impulsionado pela forte demanda internacional e pela diversificação dos destinos de exportação da carne bovina brasileira.

No mercado interno, a marca Friboi ampliou parcerias comerciais e reforçou o foco em produtos de maior valor agregado.

Alta do boi gordo pressiona margens no Brasil

Apesar do crescimento da receita, a rentabilidade da operação brasileira foi impactada pelo aumento no custo do gado.

Segundo dados do Cepea/Esalq, o preço médio do boi gordo no trimestre atingiu R$ 338 por arroba, alta de 6% frente ao mesmo período de 2025.

A valorização reflete:

  • Demanda internacional aquecida
  • Oferta mais ajustada de animais
  • Mercado exportador fortalecido
Pilgrim’s Pride e operação de suínos mantêm desempenho positivo

A Pilgrim’s Pride encerrou o trimestre com:

  • Receita líquida de US$ 4,529 bilhões
  • Margem EBITDA de 9,9%
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Mesmo impactada por eventos climáticos extremos de inverno, a operação avançou em modernização industrial e ampliação de produtos.

Já a JBS USA Pork registrou:

  • Receita recorde de US$ 2,032 bilhões
  • Margem EBITDA de 13,5%

Os resultados foram sustentados pela forte demanda por proteínas mais acessíveis no mercado norte-americano.

Austrália mantém crescimento apesar de custos elevados

A operação australiana da JBS Austrália apresentou receita líquida de US$ 2,145 bilhões no trimestre.

A margem EBITDA ficou em 6,2%, sustentada por:

  • Ganhos de produtividade
  • Crescimento dos volumes exportados
  • Bom desempenho nos segmentos de salmão e suínos

Mesmo com aumento de quase 30% nos custos do gado nos últimos 12 meses, a operação manteve forte execução operacional.

Companhia reforça solidez financeira e alonga dívida

A JBS também destacou o fortalecimento da estrutura financeira.

A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em 2,77 vezes, dentro da meta de longo prazo da companhia.

Segundo Guilherme Cavalcanti, a estratégia de gestão de passivos permitiu:

  • Alongar prazo médio da dívida para 15,6 anos
  • Reduzir pressão de vencimentos até 2031
  • Manter custo médio atrativo de 5,7% ao ano

A companhia afirma que a posição financeira sólida oferece segurança para atravessar ciclos mais desafiadores e continuar investindo em expansão global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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