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SAFRA 2023/2024: Deral confirma queda de 15% na produção agrícola paranaense

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A redução já era esperada e foi comprovada no último levantamento de campo feito pelos técnicos. A produção total deve chegar a 22,1 milhões de toneladas. A primeira estimativa, feita em agosto de 2023, projetava uma safra de 25,5 milhões de toneladas.

Clima – A quebra foi motivada pelas condições climáticas adversas. Ao longo do desenvolvimento da lavoura houve calor intenso, além de poucas chuvas e mal distribuídas. A situação se agravou a partir da metade de dezembro, o que resultou na redução da estimativa.

Soja – A principal lavoura cultivada no Paraná nesse período é a soja, que tem uma redução expressiva de 11,9%, de acordo com o relatório atualizado do Deral. A produção prevista agora é de 19,2 milhões de toneladas, ante 21,8 milhões de toneladas previstas anteriormente. O clima foi o principal fator que determinou a quebra, mas houve também redução na área de plantio. Inicialmente estimada em 5,8 milhões de hectares, a cultura ocupou 5,7 milhões de hectares, 0,5% menor que a previsão inicial.

Situação prevista – “Era uma situação que, infelizmente, já estávamos prevendo”, disse o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara. Segundo ele, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também já vinham falando das perdas. “Acreditamos que as próximas avaliações devem reduzir ainda mais as perspectivas da safra brasileira e mundial”, declarou Ortigara.

Economia – A redução de produção de soja deverá se refletir na economia do Paraná e do Brasil. Levando-se em conta as perdas estimadas até o momento, o valor que deixaria de ser transacionado está em torno de R$ 5 bilhões. Mas, apesar das perdas paranaenses e brasileiras, a expectativa de produção mundial ainda é boa, de acordo com informações do Deral.

Usda – No último relatório do Departamento de Agricultura do Estados Unidos, apontou-se produção de 399 milhões de toneladas. “Se ficar em torno disso, o preço deve continuar pressionado”, disse o analista de soja do Deral, Edmar Gervásio. Segundo ele, em relação à produção paranaense, “o cenário futuro também não é favorável”. A colheita de soja atingiu 12% da área total até agora. Do que resta a campo, 61% estão em condição boa, 31%, mediana e 8%, ruim. “O viés é negativo e à medida que a colheita avança é possível que novas perdas sejam observadas”, afirmou.

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Milho – O milho de primeira safra paranaense também sente as más condições climáticas. De uma previsão inicial de 2,9 milhões de toneladas, fruto de plantio em 309 mil hectares, agora reduziu-se para 2,6 milhões de toneladas (10,3% a menos). A área plantada foi redimensionada para 291,5 mil hectares (5,6% menor). “Essa é uma safra pequena no Paraná em comparação com a segunda safra, para a qual estão previstos 14,5 milhões de toneladas, e até agora há boa expectativa produtiva”, acentuou Gervásio. As chuvas observadas nos últimos dias têm ajudado para que o plantio seja realizado em condições ideais. A semeadura deve se fortalecer a partir de fevereiro.

Feijão – O feijão de primeira safra, que fecha a tríade de grãos mais importantes da safra de verão paranaense, está com prognóstico rebaixado em 28% em relação ao potencial. Em agosto de 2023 tinha-se como previsão colher 216 mil toneladas, e agora passou para 156,4 mil toneladas, ainda que a área permaneça em torno de 113 mil hectares, como previsto. “Mas é uma safra com tendência de apresentar bons preços”, ponderou o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral.

Arroz – Para o arroz irrigado, que é produzido particularmente no Noroeste do Estado, o potencial de início apontava 152 mil toneladas em 19 mil hectares. Com as chuvas de outubro e novembro de 2023, que deixaram grande parte das lavouras inundadas por alguns dias, houve retração. Atualmente a projeção é de 115 mil toneladas em 18 mil hectares. “Mas em termos de Brasil espera-se uma safra boa”, reforçou Godinho.

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Olerícolas – Entre as principais olerícolas cultivadas no verão paranaense, a batata tem destaque. A primeira safra já foi toda semeada em 14,5 mil hectares. Pelo menos 86% da área foi colhida. No entanto, somente dois terços são considerados de boa qualidade para o comércio, resultado das condições climáticas. “O mercado do clima na horticultura é uma variável permanente”, ponderou o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, analista do setor. Segundo ele, os produtores sofreram tanto no plantio quanto no arranquio.

Tomate – O tomate de primeira safra está quase todo plantado e já com 70% da área de 2,4 mil hectares colhida. “A produtividade ficou um pouco abaixo do previsto, também em decorrência do clima”, reforçou Andrade. A estimativa é de colheita de 131 mil toneladas. Segundo ele, a segunda safra começa a ser plantada, mas ganhará força em abril.

Cebola – A cebola teve o ciclo encerrado no Paraná. Foram colhidas 94,4 mil toneladas em 2,7 mil hectares. “Houve boa produtividade, mas também em razão das condições climáticas perdeu em qualidade”, salientou o analista. Do que foi colhido, cerca de 80% já estão comercializados. A segunda safra de cebola é plantada somente no segundo semestre no Paraná.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Seab

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá conquista 2º lugar no Centro-Oeste em ranking nacional de cidades sustentáveis

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Cuiabá alcançou o segundo lugar na região Centro-Oeste no Ranking Cidades Sustentáveis 2026, elaborado pela plataforma Bright Cities, que avalia indicadores de desenvolvimento urbano e qualidade de vida com base na norma internacional ABNT NBR ISO 37120. O resultado posiciona a capital mato-grossense entre os municípios mais bem avaliados da região em práticas voltadas à sustentabilidade e à gestão urbana.

O ranking foi divulgado durante o Smart City Expo Curitiba 2026, considerado um dos principais eventos sobre cidades inteligentes do país. Nesta edição, foram avaliados 338 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, com base nas estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2025.

No recorte regional, Cuiabá ficou atrás apenas de Brasília (DF) e à frente de Goiânia (GO), Catalão (GO) e Rio Verde (GO), consolidando sua posição entre os municípios com os melhores indicadores de desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste.

A metodologia utilizada pela Bright Cities é baseada na norma internacional que estabelece parâmetros para a mensuração de serviços urbanos e da qualidade de vida. Para a elaboração do ranking, foram considerados 43 indicadores distribuídos em cinco pilares: Prosperidade, Gestão, Bem-estar, Segurança e Infraestrutura e Serviços Básicos.

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Entre os aspectos avaliados estão geração de emprego, inovação, saúde financeira dos municípios, educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, abastecimento de água, gestão de resíduos sólidos e fornecimento de energia elétrica.

O reconhecimento foi oficializado por meio de certificado encaminhado pela Bright Cities à Prefeitura de Cuiabá. Segundo a organização, o resultado reflete os esforços dos setores público e privado na implementação de ações voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou que a colocação demonstra o potencial da capital para avançar ainda mais em áreas estratégicas. “Recebemos essa conquista com satisfação, mas também com responsabilidade. É um resultado que mostra que Cuiabá está no caminho certo e nos incentiva a continuar investindo em soluções que tornem a cidade mais eficiente, moderna e preparada para o futuro”, afirmou.

De acordo com a Bright Cities, o objetivo do ranking não é promover competição entre municípios, mas incentivar a mensuração de indicadores, a troca de boas práticas e a adoção de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento sustentável das cidades.

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O resultado reforça a importância do planejamento urbano baseado em dados e indicadores, contribuindo para a construção de políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades da população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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