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Rússia restringe exportações de gasolina; entenda os impactos no complexo energético

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Normalmente, o consumo de gasolina no país aumenta durante os meses de primavera, atingindo o pico no verão. Contudo, devido às sanções ocidentais contra o país, o turismo doméstico tem estado mais ativo, o que pressiona a demanda por gasolina.

O impacto dessa medida no complexo energético deve ser limitado, pois o país não exporta grandes volumes de gasolina e, apesar de ter sido estabelecida para 6 meses, pode durar muito menos.

No entanto, essa medida pode estar associada aos recentes ataques à infraestrutura energética do país, o que aumenta a incerteza se medidas semelhantes serão tomadas para o diesel, um produto de maior relevância no mercado internacional quando se trata das exportações da Rússia.

Quando se trata da Rússia, não é necessário fazer uma introdução para destacar sua importância no fornecimento energético mundial. O país é o segundo maior exportador de petróleo do mundo, ficando atrás apenas da Arábia Saudita. Além disso, a Rússia mantém sua posição como o maior detentor de reservas comprovadas de gás e continua sendo o segundo maior exportador bruto de gás do mundo, depois dos EUA.

“No entanto, o país enfrenta seus desafios em relação ao complexo energético. A partir de 1º de março, a Rússia implementará uma proibição de seis meses nas exportações de gasolina, em uma tentativa de reduzir os preços para motoristas e agricultores, medida tomada um pouco antes da eleição presidencial que ocorrerá 15-17 de março. Menos de um ano após a última intervenção, o Kremlin agiu mais uma vez para estabilizar os preços domésticos. Em 2023, a Rússia proibiu a exportação de produtos refinados, como gasolina e diesel, de setembro a novembro. Apesar das discussões em andamento no mercado sobre as consequências dessa medida, o impacto desta vez será consideravelmente menor, mas alguns riscos estão se formando no entorno da infraestrutura russa”, observa Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da hEDGEpoint.

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As exportações russas de gasolina têm menos peso no balanço energético em comparação com o diesel

As flutuações no mercado de petróleo e seus derivados inevitavelmente levam à volatilidade, especialmente quando afetam a oferta global. Nesse sentido, a Rússia ocupa uma posição importante nas exportações de diesel, mas o mesmo não pode ser dito da gasolina, que constitui apenas uma pequena parte dos produtos refinados exportados do país.

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“Um exemplo disso é que, em 2023, o país exportou mais de 35 milhões de toneladas métricas de diesel, quase três quartos transportados por meio de dutos, enquanto a gasolina foi responsável por apenas 5,5 milhões de toneladas métricas”, pontua Victor.

Atualmente, o país está produzindo cerca de 905.000 toneladas métricas, um aumento de +4,38% em comparação com o mesmo período do ano passado e mais de +10% em comparação com a média dos últimos cinco anos. A maior parte da produção é destinada à exportação; em fevereiro, o país registrou 640.000 toneladas, cerca de 71% do total disponível no país.

“No entanto, se a produção aumentou na Rússia, por que as autoridades estão preocupadas em garantir o abastecimento local? Bom, acontece que a estrutura energética do país está sob ataque, resultado da guerra do país contra a Ucrânia. Drones ucranianos realizaram uma série de ataques a refinarias russas, com o objetivo de pressionar a capacidade do país de atender à demanda interna e reduzir as receitas geradas pelas exportações de produtos refinados, especialmente o diesel”, destaca.

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A infraestrutura de energia do país está sob pressão

Recentemente, um incêndio, supostamente resultante de um ataque de drones, forçou a Novatek a suspender as operações no terminal de combustível de Ust-Luga, no Mar Báltico. Espera-se que isso resulte em uma redução de cerca de 125.000 barris por dia na exportação de nafta, aproximadamente um terço do total exportado pelo país.

Como se isso não bastasse, outro incidente levou à suspensão de uma unidade de processamento na refinaria Norsi, a quarta maior do país, perto de Nijini Novgorod. As estimativas sugerem que serão necessárias de 4 a 6 semanas para resolver o problema técnico.

“Por que os danos à capacidade do país de produzir e exportar combustíveis líquidos são preocupantes? A Rússia, juntamente com a OPEP, tem se esforçado para restringir o fornecimento de petróleo, com o país se comprometendo a reduzir as exportações marítimas de petróleo bruto e combustíveis líquidos em 500.000 barris por dia (bpd). Se o país exportar menos combustíveis líquidos, isso poderá resultar em maiores exportações de petróleo, já que o Kremlin pode tentar compensar a perda de receita de produtos refinados com as exportações de petróleo”, explica ao analista.

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E conclui: “Entretanto, no caso da gasolina, um produto de menor relevância na matriz energética de exportação do país, não deverá haver mudanças significativas nos volumes de petróleo exportados. Contudo, se a proibição se estender ao diesel, haverá impactos mais profundos no mercado”.

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Em resumo, não há indicações de que essa medida se estenderá ao diesel russo, mas isso não significa que algumas precauções não estejam sendo tomadas para atender ao mercado doméstico. O Kremlin aumentou o percentual de exigência para as vendas de diesel na bolsa de valores para 16%.

Novos mercados estão se abrindo para os produtos russos devido aos seus altos descontos em comparação com outros países exportadores. Um exemplo disso é o Brasil, que importou 6,1 milhões de toneladas em 2023, o segundo maior importador, atrás da Turquia.

No último domingo, a OPEP+ anunciou uma extensão do corte de produção de petróleo de 2,2 milhões de barris por dia durante o segundo trimestre deste ano. A Rússia reduzirá ainda mais sua produção e exportação de petróleo, totalizando 471 mil barris por dia. Essa medida reflete a redução da capacidade de refino no país nos últimos meses, facilitando a implementação de cortes na produção.

Uma lição importante do complexo energético é não subestimar os impactos causados pelas interrupções no fornecimento. No caso da proibição das exportações russas de gasolina, embora ela apresente riscos baixos, é um sintoma de que sua infraestrutura de energia está sob pressão.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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