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Rumo reforça papel estratégico da ferrovia para o agronegócio de Goiás durante a Tecnoshow 2025

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Pelo quarto ano consecutivo, a Rumo, maior concessionária de ferrovias do Brasil, marca presença na Tecnoshow Comigo, uma das principais feiras de tecnologia e agronegócio do país. A edição de 2025 será realizada entre os dias 7 e 11 de abril, em Rio Verde (GO), onde a empresa apresentará suas soluções logísticas e os avanços obtidos desde a conclusão da expansão da Ferrovia Norte-Sul.

Com um estande próprio na feira, a Rumo irá demonstrar como a infraestrutura ferroviária tem contribuído para a eficiência logística no estado de Goiás. Desde 2023, a operação da Malha Central – como é chamada a concessão da Ferrovia Norte-Sul – tornou-se um importante elo entre a indústria goiana e o estado de São Paulo, o maior centro consumidor do Brasil.

A concessão, que se estende por 1.537 quilômetros e foi adquirida pela Rumo em 2019, vem recebendo investimentos robustos. Nos últimos cinco anos, foram aportados R$ 4 bilhões em obras, terminais logísticos e aquisição de material rodante, com o objetivo de transformar o trecho em um dos principais corredores de transporte do país.

Sob a gestão da Rumo até 2049, a Malha Central conecta Goiás aos estados de Minas Gerais e São Paulo, integrando-se à Malha Paulista e formando uma rota estratégica até o Porto de Santos (SP), maior terminal portuário da América do Sul, fundamental para a exportação de commodities agrícolas brasileiras.

Eficiência logística e protagonismo no agronegócio

“Desde que assumimos a concessão da Norte-Sul, nosso principal objetivo foi oferecer a Goiás novas soluções logísticas, mais modernas e competitivas”, afirma Diogo Velloso, diretor da área Comercial da Rumo.

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A infraestrutura desenvolvida inclui terminais de grãos em São Simão e Rio Verde (GO) — este último também dedicado à movimentação de fertilizantes — e em Iturama (MG). Somente em 2024, os terminais localizados em Goiás movimentaram mais de 6 milhões de toneladas de produtos como soja, milho e farelo, refletindo o impacto positivo da ferrovia na competitividade do agronegócio goiano.

Safra recorde e expansão da infraestrutura

A previsão para a safra de 2025 reforça ainda mais a importância da logística ferroviária. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no estado deve atingir 33,7 milhões de toneladas — um crescimento de 11,4% em relação ao ciclo anterior, o que representa um acréscimo de 3,4 milhões de toneladas.

“Goiás é um dos maiores produtores de grãos do país, e a Rumo tem investido fortemente para assegurar que a ferrovia se torne uma alternativa logística cada vez mais eficiente, segura e compatível com a demanda crescente do setor agropecuário”, destaca Altamir Cremonese, executivo da empresa.

Para acompanhar essa expansão, a Rumo implementou novos terminais logísticos no estado. Em março de 2021, foi inaugurado um complexo voltado à movimentação de farelo de soja em São Simão, em parceria com a Caramuru Alimentos. Já em julho do mesmo ano, entrou em operação um terminal de grãos em Rio Verde, seguido pela inauguração, em agosto de 2022, de uma unidade destinada a fertilizantes, fruto da colaboração com a Andali S/A. Ainda no primeiro semestre de 2025, está prevista a inauguração de um terminal voltado à movimentação de combustíveis.

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Terminal de grãos em Rio Verde: tecnologia e alta capacidade

Com investimento de R$ 390 milhões, o terminal multimodal de Rio Verde, inaugurado em 2021, possui capacidade para movimentar até 11 milhões de toneladas por ano. A unidade opera 24 horas por dia e conta com uma estrutura integrada que inclui acessos rodoviários, silos, armazéns, moegas, sistemas de carregamento ferroviário automatizado e demais instalações logísticas.

Além disso, o terminal é capaz de carregar um trem de 120 vagões em menos de oito horas. Atualmente, a média é de dois trens carregados por dia com destino ao Porto de Santos. A instalação ocupa uma área de 250 hectares e gerou, durante sua construção, cerca de 600 empregos diretos e mais de mil empregos indiretos.

Sustentabilidade e responsabilidade ambiental

Além dos investimentos em infraestrutura, a Rumo também tem atuado em iniciativas ambientais em parceria com o governo de Goiás. Em 2023, a empresa participou do programa “Juntos pelo Araguaia”, voltado à revitalização da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Araguaia. Ao todo, foram plantadas 86.399 mudas em uma área de 51,9 hectares, com a geração de 29 empregos diretos e 48 indiretos, beneficiando diretamente 1.607 pessoas.

A concessionária também realizou 22 ações de conscientização ambiental voltadas às comunidades locais, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a preservação da biodiversidade regional.

Com uma atuação estratégica e integrada, a Rumo consolida-se como agente fundamental na transformação logística do agronegócio goiano, promovendo desenvolvimento econômico, inovação e sustentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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