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Rumo inaugura escritório em Primavera do Leste (MT) e projeta grande impacto econômico

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A Rumo Logística inaugurou seu novo escritório administrativo em Primavera do Leste, Mato Grosso, marcando o início oficial das operações relacionadas à construção da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo. A cerimônia de inauguração, realizada na sexta-feira, 3 de maio, contou com a presença do prefeito Leonardo Bortolin e outras autoridades locais. A ferrovia, um projeto 100% privado, terá mais de 700 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá.

Durante a inauguração, Henrique Domingues, gerente executivo de implantação da Rumo, apresentou aos convidados os números impressionantes da obra. Serão utilizadas 89 mil toneladas de trilhos, equivalentes ao peso de nove Torres Eiffel, além de 183 milhões de metros cúbicos de terraplanagem. Mais de um milhão de metros cúbicos de concreto serão necessários, o que seria suficiente para construir 13 pontes estaiadas como a Ponte Octávio Frias de Oliveira, em São Paulo.

A movimentação econômica em Primavera do Leste já é perceptível com a chegada da Rumo e deve aumentar com o progresso das obras. Já foram alugadas 42 moradias entre casas e hotéis, podendo chegar a 77. Atualmente, 250 trabalhadores estão contratados no município, mas esse número deve subir para 600 em breve, e até 5 mil no trecho entre Rondonópolis e Primavera do Leste. Doze empresas prestadoras de serviços foram contratadas e a Rumo opera três escritórios e um galpão alugado para funções administrativas e operacionais.

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A chegada da ferrovia também gerou impacto positivo no comércio local, com a aquisição de produtos em lojas de materiais de construção, equipamentos de proteção individual, peças mecânicas, móveis e alimentos. O gerente de Relações Governamentais da Rumo, Vinicius Roder, destacou que o desejo da empresa é que todas as contratações sejam feitas no município, o que contribuirá ainda mais para o desenvolvimento local.

A cerimônia coincidiu com as comemorações do 38º aniversário de emancipação de Primavera do Leste, e o prefeito Leonardo Bortolin ressaltou que a chegada da Rumo representa uma transformação para a cidade e para todo o Estado de Mato Grosso. “Daqui a pouco tempo, os trilhos já estarão dentro do município, e isso vai representar uma grande mudança para a logística e economia de todo o Estado. Acredito muito no poder e na força da ferrovia, e a partir de hoje começamos uma nova etapa para o município”, afirmou.

José Nardes, diretor do Sindicato Rural, destacou a importância dos avanços logísticos para a agricultura mato-grossense e a relevância da chegada da Rumo para a região. “Agricultura sem logística não existe, e uma construção ampla como essa, com recurso 100% privado, tem total apoio dos produtores rurais”, disse ele.

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A primeira fase das obras envolve mais de 200 quilômetros de construção, chegando até a região da BR-070, com investimentos previstos entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. Além dos trilhos, a região também ganhará um terminal de embarque, reforçando o compromisso da Rumo com o desenvolvimento econômico de Primavera do Leste e do Estado de Mato Grosso. O novo escritório da companhia está localizado na Avenida Estados Unidos, número 1071, Jardim das Américas, em Primavera do Leste.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres impulsionam sucessão familiar e transformam a cafeicultura em Minas Gerais

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O Dia Mundial do Café, celebrado neste mês, reforça a importância do Brasil no cenário global como maior produtor e exportador do grão, responsável por cerca de 40% da oferta mundial. Em Minas Gerais, que responde por aproximadamente metade da produção nacional e reúne mais de 460 municípios produtores, a cafeicultura vai além da economia: é cultura, identidade e tradição familiar.

Nesse contexto, cresce a presença feminina na gestão das propriedades rurais, impulsionando processos de sucessão familiar, inovação e sustentabilidade no campo.

Sucessão familiar ganha força com participação feminina no campo

Em Minas Gerais, cerca de 123 mil produtores atuam na cafeicultura, enfrentando a sucessão familiar como um dos principais desafios do setor. Ao mesmo tempo, esse cenário tem se transformado em uma oportunidade de renovação, com a atuação das mulheres ganhando cada vez mais espaço.

Na região das Matas de Minas, reconhecida pela produção sustentável e pela forte presença da agricultura familiar, diversas histórias evidenciam o papel feminino na continuidade e transformação dos negócios rurais.

Sítio Vó Emília mantém tradição de quase 100 anos liderada por mulheres

Em Espera Feliz, o Sítio Vó Emília é um exemplo de sucessão feminina contínua há quase um século. A propriedade é conduzida por mulheres da mesma família ao longo de quatro gerações.

Desde 2023, as irmãs Viviane e Luciane da Silva de Oliveira assumiram a gestão do negócio. A trajetória ganhou novo impulso em 2018, quando decidiram estruturar a produção como projeto de vida, investindo em conhecimento, qualidade e agroecologia.

A marca Sempre-Vivas foi criada como símbolo de identidade e resistência feminina no campo.

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Modernização da produção e certificações agregam valor ao café

Com apoio do Sistema Faemg Senar, por meio de programas de capacitação, gestão e assistência técnica, as produtoras modernizaram a produção, renovaram lavouras, reduziram custos e ampliaram a rentabilidade.

Atualmente, o café produzido pela família possui o selo Certifica Minas e está em processo de certificação para produção sem agrotóxicos junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ampliando o valor agregado do produto.

Jovens retornam ao campo e fortalecem novas marcas de café

A sucessão familiar também é impulsionada pelas novas gerações.

Em Simonésia, a jovem Camille Moura, de 23 anos, deixou o trabalho em uma loja agropecuária para retornar à propriedade da família. Há seis meses no campo, ela atua na gestão do negócio, com foco na área contábil, contribuindo para o fortalecimento da marca de cafés especiais Arraiá do Sol, criada em 2022.

O objetivo é expandir a presença da marca no mercado de cafés especiais.

Café especial e gestão fortalecem trajetória de nova geração produtora

Em Manhumirim, Ana Carolina Malta representa a quinta geração de uma família tradicional na cafeicultura e neta de um dos primeiros exportadores de café orgânico do Brasil.

Formada em Engenharia de Produção, ela decidiu retornar às origens para assumir a gestão financeira da propriedade e contribuir para a manutenção da atividade familiar. Parte da renda obtida com cafés especiais tem sido usada para quitar dívidas da família e evitar o leilão da propriedade.

Conhecida como Carol, ela relatou que inicialmente não se identificava com a atividade, mas encontrou na capacitação oferecida pelo Sindicato dos Produtores Rurais e pelo Sistema Faemg Senar a oportunidade de se desenvolver no setor.

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A produtora criou a marca Vidas Gerais Café em 2018, após investir em formação técnica e gestão para consolidar sua atuação na cafeicultura.

Organização feminina fortalece cafeicultura nas Matas de Minas e Caparaó

Além da atuação dentro das propriedades, a organização coletiva também tem ampliado a participação feminina no setor.

A cafeicultora Dulcineia Prado, presidente da Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó (AMUC), lidera um grupo que reúne produtoras de 14 municípios e mais de 50 associadas.

Segundo ela, a presença feminina na cafeicultura sempre existiu, mas vem ganhando mais visibilidade nos últimos anos, especialmente na produção de cafés de qualidade e na adoção de novas tecnologias.

Associações promovem capacitação, autoestima e fortalecimento do setor

Dulcineia destaca que as associações exercem papel fundamental no fortalecimento das produtoras, funcionando como espaços de troca de experiências, capacitação e apoio.

Além do desenvolvimento técnico, esses ambientes também contribuem para a valorização da autoestima e para a construção de redes de apoio entre as mulheres do campo.

Mulheres têm papel estratégico na sucessão e gestão das propriedades

A presidente da AMUC ressalta ainda a importância do protagonismo feminino na sucessão familiar e na organização das propriedades rurais.

Segundo ela, as mulheres contribuem diretamente para a gestão familiar e para o fortalecimento da propriedade como unidade produtiva estruturada, ajudando a garantir a continuidade da atividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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