AGRONEGÓCIO

Rumo a 2024: Perspectivas da Indústria de Ovos no Brasil

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Ao refletirmos sobre o ano de 2023, fica evidente que a indústria de ovos no Brasil não apenas enfrentou, mas superou desafios consideráveis, principalmente no que diz respeito à gestão de custos e preços, em meio a um cenário de instabilidade econômica. A resiliência do setor foi notável, resultando em um equilíbrio nas relações financeiras e uma recuperação significativa, mitigando as perdas sofridas desde o início da pandemia. Os sinais de retomada no consumo indicam uma resposta positiva do mercado às medidas implementadas.

Um fator determinante para essa evolução é a marcante adoção de inovações e avanços tecnológicos nas práticas de produção. A automação, em particular, tem sido protagonista, com investimentos substanciais em galpões e centros de processamento. Esse movimento reflete a busca incessante por eficiência operacional e aprimoramento da qualidade dos ovos, destacando o compromisso do Brasil em manter elevados padrões de segurança e qualidade na produção.

À medida que nos aproximamos de 2024, antecipo um ano desafiador, mas repleto de oportunidades para a indústria de ovos. O aumento significativo na produção demandará uma abordagem estratégica para atender a uma projeção de consumo per capita de 270 ovos. Enfrentar esse desafio requer a intensificação das campanhas informativas, abrangendo todas as classes sociais. O compromisso é claro: elevar a conscientização sobre os inúmeros benefícios dos ovos, um superalimento versátil que desempenha um papel vital em todas as fases da vida.

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A nível global, a campanha “Target 365” da International Egg Commission (IEC), que preconiza ao menos um ovo por dia, fundamenta a mensagem central: os ovos são práticos, nutritivos e deliciosos. Comunicar esses atributos é de suma importância, destacando a relevância dos ovos na promoção de uma alimentação saudável e equilibrada em todas as idades. A indústria de ovos está preparada para enfrentar os desafios de 2024, e estamos prontos para liderar discussões que impulsionem o setor avícola rumo a um futuro ainda mais promissor.

Por Edival Veras, presidente do Instituto Ovos Brasil

Fonte: KR2 Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026 com avanço da soja e do milho, projeta Bolsa de Rosario

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O setor agropecuário da Argentina deve voltar a desempenhar papel decisivo na geração de dólares para a economia em 2026. A combinação entre aumento da produção de grãos e recuperação parcial dos preços internacionais elevou as projeções de exportação, em um momento em que o país segue altamente dependente da entrada de divisas externas para equilibrar suas contas.

Segundo estimativas divulgadas pela Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agronegócio argentino deve atingir US$ 36,111 bilhões em 2026. O valor representa um acréscimo de cerca de US$ 800 milhões em relação à projeção anterior e praticamente repete o desempenho estimado para 2025, mantendo o complexo agroexportador como principal fonte de dólares da economia argentina.

Soja e milho lideram revisão positiva da safra

A revisão para cima das projeções está diretamente relacionada ao desempenho esperado das principais culturas do país, especialmente soja e milho.

De acordo com a atualização do GEA-BCR, a produção de soja na safra 2025/26 foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à projeção anterior. Já o milho teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, avanço de 1 milhão frente ao cálculo divulgado em abril.

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Com maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino tende a ganhar fôlego ao longo do ciclo. A moagem de soja deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, sustentando o processamento local e ampliando a oferta de derivados. No comércio exterior, as exportações de farelo e óleo de soja também devem registrar expansão. No caso do milho, a projeção indica incremento de aproximadamente 500 mil toneladas nas vendas externas.

Cotações e fluxo de exportação sustentam receitas

Além do aumento da produção, o cenário internacional mais favorável também contribui para o reforço das receitas do agro argentino. A recuperação recente das cotações de diversas commodities agrícolas elevou o valor estimado das exportações, fortalecendo a entrada de divisas no país.

O cálculo da Bolsa de Rosario considera tanto as liquidações realizadas no Mercado Livre de Câmbio quanto as operações via Contado com Liquidação, mecanismo amplamente utilizado por exportadores argentinos.

Entrada de dólares ainda abaixo de 2025 no início do ano

Apesar da perspectiva positiva para o ano fechado, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda apresenta desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

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Entre janeiro e abril, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. Segundo analistas, a diferença está ligada a fatores como o efeito residual da redução temporária de retenções, antecipação de vendas no ciclo anterior e o ritmo mais lento da colheita em abril.

Ainda assim, o mercado projeta que a aceleração da safra ao longo dos próximos meses tende a compensar parcialmente esse atraso, consolidando o agro como pilar central da geração de divisas da Argentina em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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