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Roberto Rodrigues avalia 1º ano de Fávaro e lança projeções para 2024

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Entre 2003 e 2006, quando esteve à frente da pasta, o Brasil e o mundo atravessaram pelo “boom das commodities”, quando o preço dos principais ativos agrícolas dispararam no mercado internacional.

O Agro Times conversou com o antigo ministro, que falou sobre o primeiro ano do atual chefe da pasta, Carlos Fávaro, assim como o que ele vê como prioridade para 2024 no setor.

O primeiro ano de Fávaro

Para Rodrigues, Carlos Fávaro tem atuado como um bom ministro da Agricultura. “Como produtor e líder rural que ele é, conhece profundamente as demandas do setor e trabalhou firme para supri-las. Ele cuidou bem da área internacional e costurou importantes acordos, além de ter criado mais adidos agrícolas para ampliar nossa participação externa”, diz.

Segundo ele, Fávaro deu maior atenção para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e esteve próximo às entidades do agro.

“No entanto, ele teve dificuldades institucionais no começo porque a pasta havia sido ‘fatiada’, perdendo para outros ministérios muitos setores relevantes, nem sempre convergentes com a agricultura, conseguindo nomear seu secretário de política agrícola em dezembro, com quase 12 meses de governo, sendo que essa é uma peça fundamental para a pasta”, discorre.

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Quanto ao seguro rural, Rodrigues ressalta que Fávaro lutou por mais valores, percebendo que o El Niño traria prejuízos para a safra brasileira.

“Infelizmente, a área econômica do governo de forma equivocada não percebeu essa importância e forneceu recursos insuficientes, que acabaram em setembro de 2023 pela alta demanda dos produtores rurais. Porém, os vetos ao marco temporal e aos defensivos agrícolas também foram perdas ao ministério, já que os mesmos não ajudaram a agricultura”, analisa.

Em relação ao Plano Safra, Rodrigues acredita que foi um bom programa, com recursos significativos e uma visão relevante quanto à sustentabilidade.

Prioridades para 2024 na agricultura

Na visão do ex-ministro, os desafios para o ano ficam por conta dos impactos do El Niño e as oscilações nos preços das commodities agrícolas.

“Para 2024, mas também para 2025 e 2026, é necessária uma estratégia consistente que permita que o país tenha um papel de protagonismo naqueles que são os quatro cavaleiros modernos do apocalipse: segurança alimentar, segurança energética, mudanças climáticas e desigualdade social. Estes temas assolam os cidadãos do mundo inteiro e o Brasil tem uma capacidade para ajudar nessas questões a partir de acordos comerciais e tecnológicos, para desenvolvermos ainda mais a sustentabilidade e o cooperativismo, criando uma política de renda ao campo, que não existe”, completa.

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Por fim, Rodrigues ressalta que a pauta da logística tem sido deixada de lado há muito tempo no Brasil. “É um setor que necessita muito de Parceria Público-Privada (PPP), só que o setor privado só fará parcerias com o governo se sentir segurança jurídica e retornos plausíveis com os investimentos a serem realizados, que exigem reformas que ainda não foram implementadas pelo governo, mas o tema da logística precisa ser resolvido com urgência”, finaliza.

Fonte: Money Times

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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