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Rio Grande do Sul confirma criação de zonas de exclusão para uso do herbicida 2,4-D e amplia diálogo com setor da olivicultura

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O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, confirmou que o governo estadual vai publicar um decreto estabelecendo zonas de exclusão para o uso do herbicida 2,4-D. A medida atende a uma antiga demanda do setor da olivicultura, após recorrentes prejuízos causados pela deriva do produto em áreas sensíveis.

As regiões contempladas inicialmente abrangem a Fronteira Oeste, o Pampa e o entorno de Jaguari, importantes polos de produção de oliveiras no Estado.

Reunião com o Ibraoliva reforça diálogo e propõe ampliação das áreas protegidas

O anúncio foi feito durante reunião com representantes do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), incluindo o presidente Flávio Obino Filho, o diretor jurídico Jorge Buchabqui e o diretor especial para assuntos de herbicidas hormonais, Marcelo Lobo.

Lobo avaliou de forma positiva a decisão, mas ressaltou que há produtores afetados fora das áreas inicialmente delimitadas. Ele explicou que o Ibraoliva está realizando um mapeamento nacional dos pomares e deverá apresentar à Secretaria uma proposta de ampliação das zonas de exclusão, contemplando regiões sensíveis que ainda não estão cobertas pelo decreto.

“Nosso objetivo é garantir a proteção total das áreas produtoras, evitando que a deriva do 2,4-D continue impactando lavouras e a qualidade da produção de azeite”, afirmou o diretor.

Eventos e ações setoriais reforçam agenda da olivicultura gaúcha

Além da regulamentação do herbicida, outros temas estratégicos foram debatidos durante o encontro. Entre eles, a organização do Seminário Binacional do Bioma Pampa e do 6º Encontro Estadual de Olivicultura, marcados para os dias 4 e 5 de dezembro, em Bagé (RS).

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Também entrou na pauta a possibilidade de transferir a Festa de Abertura da Colheita da Oliva para abril, com um novo formato que inclua uma feira de negócios voltada à cadeia produtiva do azeite, fortalecendo a integração entre produtores, empresas e instituições de pesquisa.

Normatização e certificação fortalecem a cadeia produtiva

Durante a reunião, foram ainda discutidas normas relacionadas à periodicidade das informações sobre o volume de azeite produzido pelos lagares do Estado, medida que visa aprimorar a transparência e o controle da produção.

Outro ponto debatido foi a criação de diretrizes para a certificação de mudas de oliveira provenientes de outros estados e do exterior, garantindo qualidade genética e fitossanitária no ingresso de novos materiais de plantio no território gaúcho.

Essas ações integram o esforço conjunto entre o governo e o setor privado para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade da olivicultura gaúcha, que se consolida como uma das mais promissoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizante fosfatado começa a ser produzido no RS com operação em Caçapava do Sul e reforça oferta regional de insumos

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Caçapava do Sul entra no mapa da produção de fertilizantes fosfatados

A Águia Fertilizantes iniciou oficialmente as operações do Pampafos, primeiro fertilizante fosfatado produzido no Rio Grande do Sul. A unidade industrial está localizada em Caçapava do Sul e marca a etapa inicial do Projeto Fosfato Três Estradas, que tem base mineral no município de Lavras do Sul.

O empreendimento representa um avanço estratégico para o agronegócio gaúcho ao ampliar a oferta regional de insumos agrícolas, reduzindo a dependência de fertilizantes importados de outras regiões e países.

Projeto nasceu de descoberta inédita de rocha fosfática no Estado

O projeto tem origem na identificação da primeira jazida de rocha fosfática do Rio Grande do Sul, localizada em um distrito de Lavras do Sul. As pesquisas minerais começaram em 2011, conduzidas pela própria Águia Fertilizantes.

Os estudos geológicos apontaram um depósito com recursos estimados superiores a 100 milhões de toneladas de minério, consolidando a viabilidade econômica do empreendimento e abrindo caminho para a implantação industrial.

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Licenciamento ambiental foi concluído em maio

O início das operações ocorre após a concessão da Licença de Operação do Projeto Fosfato Três Estradas, emitida em 15 de maio no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

O documento foi liberado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com participação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), concluindo uma etapa decisiva para o início da produção.

Produção inicial e expansão do complexo industrial

A produção inicial do Pampafos terá capacidade de até 150 mil toneladas por ano. A expectativa da empresa é produzir cerca de 70 mil toneladas ainda em 2026.

Com a implantação do novo complexo industrial previsto para Lavras do Sul em 2027, a capacidade produtiva poderá chegar a 300 mil toneladas anuais de fertilizantes fosfatados.

Esse volume é estimado para atender aproximadamente 15% da demanda de fertilizantes fosfatados do Rio Grande do Sul, fortalecendo a autonomia regional no fornecimento de insumos agrícolas.

Investimentos já somam R$ 230 milhões

Desde 2011, a Águia Fertilizantes já investiu cerca de R$ 230 milhões no desenvolvimento do projeto. Os recursos foram aplicados em pesquisas minerais, estudos ambientais, infraestrutura de mina, adequações industriais e no processo de licenciamento ambiental.

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Impacto para o agronegócio gaúcho

A entrada em operação do Pampafos representa um marco para a cadeia produtiva do agronegócio no Estado. Além de ampliar a oferta de fertilizantes fosfatados, o projeto contribui para o fortalecimento da indústria mineral e para a segurança no abastecimento de insumos essenciais à produção agrícola.

Com a expansão prevista, o Rio Grande do Sul passa a consolidar uma nova frente produtiva estratégica no setor de fertilizantes, com potencial de impacto direto na competitividade do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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