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Revolução Tecnológica no Cultivo de Lúpulo Garante o Futuro da Cerveja

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A produção de lúpulo, um ingrediente essencial para a fabricação de cerveja, enfrenta desafios cada vez maiores devido às mudanças climáticas, eventos ambientais extremos e o aumento de doenças nas plantações. Em resposta a essas dificuldades, a indústria cervejeira tem se voltado para soluções tecnológicas avançadas, assegurando a qualidade e a previsibilidade das colheitas, independentemente das condições externas.

Na Espanha, o cultivo de lúpulo está sendo revolucionado por fazendas verticais equipadas com tecnologia da Siemens. Tradicionalmente, o lúpulo prospera em solos porosos e arenosos, exigindo condições específicas, como alta dosagem de nutrientes e longos períodos de luz solar. As fazendas verticais, no entanto, recriam essas condições ideais em ambientes controlados, otimizando a produção.

A integração de automação, controle ambiental preciso, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e robótica proporciona um ambiente perfeito para o crescimento do lúpulo. Diego Cadete, Head de Alimentos e Bebidas da Siemens Brasil, explica: “A agricultura indoor permite até quatro colheitas por ano, em contraste com apenas uma ao ar livre. Isso garante a continuidade da produção de cerveja e promove um cultivo mais sustentável, com menor consumo de água e espaço, além de reduzir o uso de pesticidas e herbicidas.”

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Essas fazendas verticais substituem práticas agrícolas tradicionais por métodos mais sustentáveis. Utilizando substratos orgânicos em vez de solo convencional e sistemas de irrigação alternativos, como hidroponia e aeroponia, é possível economizar até 95% da água necessária para o cultivo. Além disso, luzes LED de alto rendimento simulam a luz solar, ajustadas para cada espécie de planta conforme o tempo de exposição necessário, otimizando o crescimento.

A startup espanhola Ekonoke, em colaboração com a Siemens, está liderando a produção hidropônica de lúpulo. Através de testes laboratoriais e instalações de fazendas verticais, a Ekonoke busca aumentar a resiliência e a rentabilidade da produção de lúpulo. Este método inovador elimina a necessidade de transporte internacional do lúpulo, permitindo que o cultivo ocorra próximo às cervejarias e tornando a tecnologia fundamental para a expansão global.

O objetivo da Ekonoke é atingir um nível de produção capaz de suprir as demandas de grandes cervejarias, como a Anheuser-Busch InBev (AB InBev). Diego Cadete destaca: “Nosso portfólio Siemens Xcelerator sustenta toda essa inovação, oferecendo conectividade, otimização de processos e a capacidade de transformar dados em conhecimentos que melhoram a produção do lúpulo.”

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Com o avanço da tecnologia, a Ekonoke planeja consolidar os dados de suas operações em um sistema de gerenciamento inteligente, focando na eficiência energética dos projetos com o apoio do Simatic Energy Manager PRO da Siemens. Este software oferece relatórios abrangentes e ferramentas para uma gestão eficiente do consumo energético, crucial para o sucesso sustentável da produção de lúpulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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