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Revista Hortifruti Brasil destaca desafios e perspectivas para a horticultura nacional

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Cepea e Ibrahort analisam os rumos da horticultura no Brasil

A edição deste mês da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com o Ibrahort (Instituto Brasileiro de Horticultura), traz uma análise aprofundada sobre os caminhos e desafios da horticultura brasileira.

O conteúdo foi estruturado a partir de quatro eixos principais: economia, consumo, mercado de hortifrutícolas (HF) e clima, oferecendo uma visão ampla do cenário atual e das perspectivas futuras para o setor.

Cenário econômico desafia, mas setor mostra resiliência

De acordo com os pesquisadores da Equipe HF do Cepea, o atual contexto macroeconômico impõe obstáculos, como o aumento da dívida pública e a redução do poder de compra do consumidor.

Apesar disso, o setor de HF permanece competitivo, impulsionado por fatores como a busca por saudabilidade, inovação e diferenciação de produtos. A mudança nos hábitos alimentares tem estimulado a demanda por hortaliças mais práticas, como as versões higienizadas e processadas, exigindo uma cadeia produtiva cada vez mais eficiente e integrada.

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Clima e tecnologia: fatores determinantes no campo

As mudanças climáticas são uma preocupação crescente para o setor hortícola. Embora o aumento da concentração de CO₂ possa gerar ganhos fisiológicos em algumas culturas, isso não compensa os efeitos negativos das instabilidades climáticas.

Segundo o Cepea, a resiliência no campo depende de investimentos em tecnologia, como sistemas de irrigação e cultivo protegido. O futuro da horticultura está ligado à integração da cadeia, visão estratégica e inovação contínua.

Hortitec 2025 reforça conexões e apresenta novidades

Durante a edição de 2025 da Hortitec, uma das principais feiras do setor, a equipe da revista Hortifruti Brasil marcou presença com um estande dinâmico e interativo, promovendo trocas de experiências, reencontros e novas conexões entre produtores, técnicos, empresas e entidades do setor.

Um dos grandes destaques foi o lançamento do “Agaefinho”, robô oficial da HF Brasil. A novidade tem como objetivo automatizar o envio da versão digital da revista via WhatsApp, oferecendo aos agentes do setor acesso rápido a análises de mercado, conteúdos técnicos e informações segmentadas, diretamente pelo celular.

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Quem deseja receber essas informações pode acessar o link: https://w.app/wwkldl.

Parcerias Inteligentes impulsionam o avanço do setor

Durante a feira, a equipe da HF Brasil contou com o apoio dos parceiros do Projeto Parcerias Inteligentes, que colaboraram com ações de relacionamento, sorteios e suporte institucional.

Essas parcerias têm sido fundamentais para o avanço dos estudos, diagnósticos e análises desenvolvidos pela equipe, mantendo-os conectados com as principais demandas da cadeia produtiva de frutas e hortaliças.

O sucesso da participação na Hortitec é reflexo do engajamento dos parceiros, da dedicação da equipe e da contribuição ativa de todos os visitantes, reforçando a importância do trabalho colaborativo no fortalecimento do setor hortícola nacional.

HF BRASIL/CEPEA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas dos EUA sobre açúcar e etanol preocupam setor, mas impacto para usinas brasileiras deve ser limitado

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A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros acendeu o alerta em importantes segmentos do agronegócio nacional. Entre os itens potencialmente afetados estão açúcar, etanol, café solúvel, tilápia e uva, embora especialistas avaliem que os impactos diretos para as usinas sucroenergéticas tendem a ser limitados no curto prazo.

A medida faz parte das investigações conduzidas pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos e ainda está em fase de discussão. O prazo para eventual adoção de medidas corretivas foi estabelecido para 15 de julho.

Açúcar pode perder competitividade no mercado americano

O principal efeito para o setor sucroenergético seria a redução da competitividade do açúcar brasileiro exportado dentro da cota preferencial dos Estados Unidos, atualmente um mercado importante para usinas do Norte e Nordeste.

Com a eventual cobrança adicional, o produto brasileiro passaria a competir em condições menos favoráveis com fornecedores de outros países que também participam do sistema de cotas.

Apesar disso, representantes do setor avaliam que a medida não altera significativamente o planejamento produtivo da próxima safra.

A existência de mercados alternativos, especialmente na Europa e na Ásia, reduz a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos e limita os impactos sobre a receita das empresas exportadoras.

Produção de etanol pode ganhar espaço no Nordeste

A possível taxação também pode provocar mudanças no mix de produção das usinas nordestinas.

Analistas avaliam que parte das unidades poderá direcionar mais cana para a fabricação de etanol caso a rentabilidade do açúcar destinado ao mercado americano seja reduzida.

Esse movimento teria reflexos sobre a oferta regional de biocombustível, aumentando a disponibilidade no Nordeste e reduzindo a necessidade de compras de etanol produzido em estados do Centro-Oeste, especialmente Goiás.

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Como consequência, o mercado poderia enfrentar um excedente de oferta em regiões produtoras, pressionando os preços do combustível.

Setor teme redução da tarifa para etanol americano

Mais do que a possível tarifa sobre produtos brasileiros, a principal preocupação das usinas está relacionada a uma eventual flexibilização da política comercial brasileira para o etanol importado dos Estados Unidos.

Atualmente, o biocombustível norte-americano está sujeito à Tarifa Externa Comum do Mercosul, de 18%.

Representantes do setor alertam que uma eventual redução dessa alíquota poderia ampliar a entrada do produto americano justamente em um momento de elevada oferta global, aumentando a concorrência e pressionando ainda mais os preços internos.

Em posicionamento conjunto, entidades representativas da bioenergia defenderam que eventuais divergências comerciais sejam solucionadas por meio do diálogo e da negociação, preservando a cooperação entre os dois países no desenvolvimento dos biocombustíveis e da transição energética.

Café solúvel busca exclusão da lista de tarifas

Enquanto o café verde foi incluído na lista de exceções proposta pelos Estados Unidos, o café solúvel permaneceu entre os produtos que podem ser afetados pela nova taxação.

O setor acompanha as negociações com preocupação e busca sensibilizar as autoridades norte-americanas sobre a importância da manutenção do livre fluxo comercial.

Representantes da indústria destacam que restrições ao comércio podem gerar impactos ao longo de toda a cadeia produtiva do café brasileiro, um dos principais produtos do agronegócio nacional.

Exportações de tilápia podem ser fortemente afetadas

Entre os segmentos mais vulneráveis está a piscicultura.

Os Estados Unidos respondem por mais de 90% das exportações brasileiras de filé fresco de tilápia, tornando o mercado extremamente dependente do consumidor norte-americano.

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Diante desse cenário, lideranças do setor defendem a busca urgente por novos destinos comerciais e pedem esclarecimentos sobre os critérios que serão utilizados para definir os produtos efetivamente sujeitos às novas tarifas.

A preocupação é que a medida comprometa a competitividade da tilápia brasileira justamente em um momento de crescimento das exportações.

Setor de frutas acompanha negociações

No segmento de frutas, a maior parte dos produtos brasileiros foi incluída na lista de exceções, mas a uva permaneceu fora da relação preliminar divulgada pelas autoridades americanas.

O setor prefere aguardar o avanço das negociações antes de avaliar os possíveis impactos econômicos da medida.

A expectativa é que a audiência prevista para julho contribua para esclarecer quais produtos serão efetivamente atingidos e quais poderão ser retirados da proposta tarifária.

Negociações serão decisivas para o agronegócio brasileiro

Embora a proposta norte-americana tenha gerado preocupação em diversos segmentos do agronegócio, especialistas avaliam que os impactos mais relevantes dependerão do resultado das negociações entre os dois países nas próximas semanas.

Para o setor sucroenergético, o principal risco não está apenas na eventual taxação do açúcar, mas na possibilidade de mudanças nas regras de importação de etanol, fator que poderia alterar significativamente a dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro.

Enquanto isso, cadeias como café solúvel, tilápia e uva seguem acompanhando atentamente as discussões, na expectativa de que os produtos brasileiros sejam excluídos das medidas tarifárias e mantenham acesso competitivo ao mercado dos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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