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Reunião entre secretária de Saúde e Sindimed fortalece relação entre instituições

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A secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Sampaio, recebeu em seu gabinete o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed), Adeildo Lucena, para um encontro que buscou fortalecer o diálogo entre a gestão municipal e a categoria médica. O encontro, na tarde de quarta-feira (12), foi marcado por debates produtivos sobre temas fundamentais para a melhoria da saúde pública e o bem-estar dos profissionais da área.

Um dos principais pontos discutidos foi a limitação de 20% para novas contratações na saúde. O Sindimed se posicionou contra uma revogação desse artigo da lei, defendendo que a norma deve ser mantida para evitar um cenário de contratações excessivas sem a devida previsão de concursos públicos. No entanto, o sindicato garantiu que não se oporá a contratações extras, caso necessárias neste momento de epidemia, priorizando sempre a necessidade da população.

Outro ponto abordado foi a produtividade na Atenção Básica. O presidente do Sindimed, que também é médico da família e comunidade, reconheceu que há um problema quanto à finalização dos atendimentos no sistema, o que impacta nos índices de produtividade. Ele se colocou à disposição para orientar os profissionais sobre a importância do registro adequado dos atendimentos. A secretária Lúcia Helena informou que a nomeação dos Responsáveis Técnicos (RTs) das Unidades Básicas de Saúde está em andamento e que essa questão será discutida antes da posse desses profissionais.

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A reunião também pautou o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), onde o Sindimed informou que existem dois processos distintos em andamento, um referente à progressão dos profissionais dentro do plano e outro relacionado ao reajuste salarial das diferentes categorias. O sindicato sugeriu a unificação dos processos e a elaboração de um estudo técnico para viabilizar as melhorias.

A insalubridade também foi debatida. O sindicato manifestou preocupação com a possibilidade de redução desse benefício, mas acenou com a possibilidade de retomar negociações sobre o Reajuste Geral Anual (RGA), que ficou pendente de gestões anteriores.

Por fim, foi discutida a necessidade de reforço na equipe de cirurgiões. O Sindimed apontou que ainda há profissionais aprovados no último concurso em cadastro de reserva, que podem ser convocados para compor uma equipe para realizar cirurgias eletivas. A proposta foi bem recebida pela secretária, que se comprometeu a analisar a viabilidade da implementação.

A secretária Lúcia Helena avaliou o encontro de forma positiva. “A relação da Secretaria de Saúde com o sindicato continua harmônica. Não somos uma unanimidade de opiniões, mas o diálogo continua acontecendo de maneira civilizada”.

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O presidente do Sindimed, Adeildo Lucena, também destacou o caráter produtivo da reunião: “A doutora Lúcia Helena é uma pessoa bastante acessível, com uma visão muito boa sobre a saúde pública. Trouxemos nossas sugestões e opiniões para tentar melhorar o atendimento à população, sempre buscando um equilíbrio entre os interesses da classe médica e da gestão”.

O encontro reforça a importância do diálogo entre os gestores da saúde e os profissionais que estão na linha de frente, garantindo melhorias tanto para os servidores quanto para os cidadãos cuiabanos.

#PraCegoVer

A imagem ilustra uma reunião entre a secretária de Saúde de Cuiabá e representantes do Sindicato dos Médicos de Cuiabá, além de outros representantes. Eles estão sentados em cadeiras pretas ao redor de uma grande mesa de madeira.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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