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Retirada dos kits da 36ª Corrida Bom Jesus de Cuiabá começa amanhã

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, divulga o informativo sobre a retirada dos kits da 36ª Corrida Bom Jesus de Cuiabá. A entrega será realizada de 2 a 5 de abril, na loja Beto Sports, localizada no Pantanal Shopping.

Documentos necessários

A retirada seguirá as normas estabelecidas no regulamento da corrida. O kit deve ser retirado exclusivamente pelo(a) atleta inscrito(a) ou por um representante devidamente autorizado, mediante apresentação dos seguintes itens:

– Comprovante de inscrição (impresso ou digital);

– Documento original com foto;

– 2 kg de alimentos não perecíveis (exceto sal e açúcar).

Horários de entrega

– Quarta-feira (2/4): das 12h às 21h;

– Quinta-feira (3/4), sexta-feira (4/4) e sábado (5/4): das 10h às 21h.

Retirada para atletas da categoria PCD

Os participantes inscritos na categoria Pessoa com Deficiência (PCD), tanto pelo site quanto na sede da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, devem retirar seus kits entre os dias 2 e 4 de abril. Caso não realizem a retirada dentro desse prazo, suas inscrições serão canceladas, e os kits serão disponibilizados para novos participantes no dia 5 de abril.

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Para retirar o kit, é necessário apresentar:

– Documento oficial com foto;

– Declaração médica original e atualizada, emitida em receituário próprio, contendo assinatura, carimbo e CRM do médico.

As categorias disponíveis para atletas com deficiência são: cadeirantes, deficiente visual e deficiente físico, conforme o regulamento do evento.

Itens do kit

– Sacochila alusiva ao evento;

– Camiseta oficial;

– Chip eletrônico descartável;

– Número de inscrição (número de peito).

A 36ª Corrida Bom Jesus de Cuiabá será realizada no dia 6 de abril de 2025, com concentração a partir das 6h, no campo de futebol do Complexo Dom Aquino. O percurso de 10 km passará por diversos pontos turísticos da capital, com largada e chegada no mesmo local.

A organização contará com 380 colaboradores e o apoio de diversas instituições, incluindo a Câmara de Vereadores de Cuiabá, a Secretaria Municipal de Ordem Pública, a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Comunicação, o Corpo de Bombeiros Militar e a empresa Chirolli.

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Horários de largada

– 6h20: Atletas com deficiência e idosos acima de 65 anos (Masculino e Feminino);

– 6h30: Categoria geral (Masculino e Feminino);

– 6h45: fechamento do setor de largada.

#PraCegoVer
A imagem apresenta uma composição vibrante e dinâmica, promovendo a Corrida Bom Jesus de Cuiabá – 36ª edição. No primeiro plano, há dois corredores vistos de costas. Ao fundo, está uma paisagem da Orla do Porto de Cuiabá. O céu está claro, com tons suaves de azul e branco.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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